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Post: A origem das comemorações das festas de natal.
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Escrito em: 20 Oct 07
Autor do post: Baixinho
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Quando chegamos ao final do ano todos ficamos acometidos de um astral diferente. Uns comemoram se o ano foi bom, outros comemoram o fim de tempos ruiins. Até os legisladores aqui no Brasil entraram nesse clima e há muitos anos criaram uma verba extra, o chamado décimo terceiro salário, para que os trabalhadores aumentassem ainda mais esse clima e irrigassem o comércio com compras. São as festas natalinas e do primeiro dia do ano novo.
Nesse período a população, independente de seu credo religioso, fica tomada de uma certa magia, onde predomina o espírito de solidariedade, de bondade, de paz. Ambientes são decorados e músicas especialmente feitas para a data contagiam todos os lugares.
Não se sabe a data precisa do nascimento de Jesus. Os primeiros cristãos não celebravam Seu nascimento porque consideravam a comemoração de aniversário um costume pagão. Foi a Igreja de Roma a pioneira na adoção e institucionalização da celebração do Natal em 25 de dezembro, ainda no século IV. Historiadores dizem que estas festas realmente surgiram muito antes do nascimento de Jesus Cristo.
A Mesopotâmea, chamada de mãe da civilização, inspirou a cultura de muitos povos, como os gregos, que englobaram as raízes do festival, celebrando a luta de Zeus contra o titã Cronos. O Natal é uma adaptação católica de antigas festas pagãs. Estas festas eram promovidas por culturas ancestrais para comemorar o solstício de inverno e trazer boa sorte na agricultura. O solstício de inverno é a noite mais longa do hemisfério norte, e acontece no final de dezembro. Depois do solstício, o sol vai gradativamente aumentando seu tempo de exposição no céu. A celebração do solstício é atribuída a épocas anteriores ao nascimento de Cristo. Na antiguidade, significava uma virada das sombras para a luz - o renascimento do sol. O costume foi adotado pelos gregos e, logo em seguida, pelos romanos, que perpetuaram a tradição através das Saturnálias ( homenagem ao Deus Saturno ), realizadas entre os dias 17 de dezembro e 1º de janeiro. Os persas, por sua vez, comemoravam, neste período, o nascimento de Mitra, Deus do Sol. Os persas acreditavam que um pequeno sol nascia sobre a forma de um bebê, comemorando em 25 de dezembro o Dia do Nascimento do Sol Invicto. Grandes jantares e árvores verdes ornamentadas enfeitavam átrios para espantar os maus espíritos da escuridão, e presentes de bom agouro eram ofertados aos amigos.
Até os primeiros três séculos da era cristã, a humanidade não celebrava o Natal como conhecemos hoje. Foi preciso que o Império Romano adotasse o cristianismo como religião oficial, no século IV. A partir desse momento, a Igreja passou a conferir significados católicos para as tradições e os simbolismos pagãos. Foi a apropriação destes cultos, sobretudo o de Mitra, que acabou gerando o nosso Natal, com a data de nascimento de Cristo sendo celebrada no dia 25 de dezembro. Como Baal e Mitra já eram conhecidos dos romanos, Aureliano (2127-275 d.C.), imperador de Roma, estabeleceu, no ano de 273 d.C. , o dia do nascimento do Sol em 25 de dezembro - “Natalis Solis Invicti” - que significa: “nascimento do Sol invencível. Logo após surgiu Constantino (317-337 d.C.), imperador de Roma, que para ter o apoio dos cristãos, que já eram em grande número no império romano, decretou o Édito de Milão em 313, dando liberdade de culto aos cristãos e trocando, dessa forma, a perseguição pela tolerância tão desejada. Os cristãos, antes cruelmente perseguidos, agora, receberam do imperador a liberdade de culto, e passaram a enfrentar um novo problema: a interferência do Estado na Igreja. Constantino comprou os sacerdotes romanos, conseguiu aliciar, e de fato, governou a igreja de Roma, e introduziu nela os ritos pagãos.
Como adorador do Sol, não resta dúvida a sua influência. Ele fez do dia 25 de dezembro uma festa cristã, para que se celebrasse o nascimento de Cristo. Ele fez da festa de Mitra, Baal, Osíris, Apolo, e outros deuses abomináveis, a festa do nascimento de Cristo.
Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280d.C. O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas. São Nicolau é um santo especialmente querido pelos cristãos ortodoxos e, em particular, pelos russos. São Nicolau, quando jovem, viajava muito, chegou a conhecer a Palestina e Egipto. Por onde passava ficava na memória das pessoas devido a sua bondade e o costume de dar presentes às crianças necessitadas. A devoção por S. Nicolau estendeu-se para todas as regiões da Europa, tornando-o o padroeiro da Rússia e da Grécia, das associações de caridade, das crianças, marinheiros, garotas solteiras, comerciantes, penhoristas, e também de algumas cidades como Friburgo e Moscou. A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos ganhou o nome de Santa Claus, no Brasil de Papai Noel e em Portugal de Pai Natal. Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom. Porém, em 1881, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o bom velhinho com uma roupa, também de inverno, nas cores vermelha e branca (as cores do refrigerante) e com um gorro vermelho com pompom branco. A campanha publicitária fez um grande sucesso e a nova imagem do Papai Noel espalhou-se rapidamente pelo mundo.
Como os cultos pagãos estão ligados às estações do ano, conseqüentemente deram origem ao culto solar. Porém, as estações do ano estão ligadas também ao ciclo do florescimento da vegetação . Surgiu, assim, a adoração à plantas, particularmente à árvores. E para dar sentido à esta adoração, os pagãos associaram os seus deuses às respectivas árvores. A tradição da árvore de Natal surgiu na Alemanha, no século XVI. As famílias germânicas enfeitavam suas árvores com papel colorido, frutas e doces. Somente no século XIX, com a vinda dos imigrantes à América, é que o costume espalhou-se pelo mundo.
O presépio também representa uma importante decoração natalina. Ele mostra o cenário do nascimento de Jesus, ou seja, uma manjedoura, os animais, os reis Magos e os pais do menino. Esta tradição de montar presépios teve início com São Francisco de Assis, no século XIII.
No Brasil a maioria das cidades enfeitam as ruas, as praças e fazem verdadeiras promoções junto a população para que enfeitem os estabelecimentos comerciais, os shoppings, as casas, criando até premiações para isso, com o intuito de promover as vendas e até trazer pessoas de outras localidades, promovendo desta forma o turismo de final de ano.
Uma das mais famosas é no sul do Brasil. No início do verão, de novembro a janeiro, a decoração natalina enche as ruas de cores e de brilho na Serra Gaúcha. É marcada com as festas Natal Luz em Gramado e Sonhos de Natal em Canela. As cidades se preparam para o Natal enfeitando residências, praças e prédios públicos, num espetáculo maravilhoso e único no Brasil.
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