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Como surgiram os veículos sobre duas rodas, as bicicletas e as motocicletas ?
Você sabia que elas foram as precursoras dos automóveis ?

Surgimento da bicicleta
O transporte em duas rodas começou na França, em 1790, quando o criativo Conde de Sivrac uniu duas rodas do mesmo tamanho por meio de uma pequena tábua de madeira, onde o “condutor” sentava. O movimento era dado apoiando alternadamente os pés no chão. O estranho veículo, batizado de celerífero, foi sucesso imediato e logo virou mania, especialmente entre os jovens, apesar das dificuldades para apontá-lo na direção desejada…
Em 1817, outro nobre, o alemão Barão Drais aperfeiçoou o celerífero, instalando um eixo vertical e um “garfo” na roda dianteira, o que permitia “guiar’ o engenho. Ele rebatizou o veículo como Draisiene, e vendeu muitas unidades da sua versão “franco-alemã” da bicicleta. Logo depois apareceu o biciclo, um primitivo velocípede, outra tentativa de invenção do Barão Drais, com roda traseira de diâmetro diferente, para que a rudimentar pedalada rendesse mais impulsão ao veículo.
Cinquenta anos mais tarde, o inglês Lawson inventa a transmissão por corrente e o selim, ao passo que em 1885 é lançada a lendária Rover, de J. J. Starley, a grande sensação entre os poderosos da Europa.
Surgimento da motocicleta

O inventor da motocicleta com motor de combustão interna foi o alemão Gottlieb Daimler, que, ajudado por Wilhelm Maybach, em 1885, instalou um motor a gasolina de um cilindro, leve e rápido, numa bicicleta de madeira adaptada, com o objetivo de testar a praticidade do novo propulsor. O curioso nessa história é que Daimler, um dos pais do automóvel, não teve a menor intenção de fabricar veículos motorizados sobre duas rodas. O fato é que, depois dessa máquina pioneira, nunca mais ele construiu outra, dedicando-se exclusivamente ao automóvel
O motor de combustão interna possibilitou a fabricação de motocicletas em escala industrial, mas o motor de Daimler e Maybach, que funcionava pelo ciclo Otto e tinha quatro tempos, dividia a preferência com os motores de dois tempos, que eram menores, mais leves e mais baratos. No entanto, o problema maior dos fabricantes de ciclomotores - veículos intermediários entre a bicicleta e a motocicleta - era onde instalar o propulsor: se atrás do selim ou na frente do guidão, dentro ou sob o quadro da bicicleta, no cubo da roda dianteira ou da traseira? Como de início não houve um consenso, todas essas alternativas foram adotadas e ainda existem exemplares de vários modelos. Só no início do século XX os fabricantes chegaram a um consenso sobre o melhor local para se instalar o motor, ou seja, a parte interna do triângulo formado pelo quadro, norma seguida até os dias atuais.
O projeto do motociclo foi reinventado em 1894, pelos alemães Heinrich Hildebrand e Alois Wolfmuller. Foram eles que empregaram, pela 1a vez, a expressão “Motor Rad” (”Roda Motorizada”). No prospecto de apresentação do 1º motociclo fabricado em série, os inventores anunciavam, orgulhosos: “Em testes especiais, é possível elevar a velocidade a uns 60 km por hora.
Mas naquele mesmo ano, os Werner, irmãos franceses que seguiram os passos dos engenheiros alemães, decidiram tentar a sorte no nascente mercado das Motorrad. Foram os Werner que criaram a expressão motocyclette, batizando o 1º motociclo fabricado fora da Alemanha. O sucesso imediato despertou o interesse de outros engenheiros e inventores, impulsionando o novo segmento. Com amplo apoio do governo, surge, ainda em 1897, a marca italiana Bianchi.
Os ingleses se apaixonam pelo motociclo e organizam a primeira corrida, batizada de Motorcycle Scrambles, que aconteceu no dia 29 de novembro de 1897 em Surrey, subúrbio de Londres. Era o nascimento do motociclismo de competição, em seus anos mais românticos.
A primeira fábrica de motocicletas surgiu em 1894, na Alemanha, e se chamava Hildebrandt & Wolfmüller. No ano seguinte construíram a fábrica Stern e em 1896 apareceram a Bougery, na França, e a Excelsior, na Inglaterra. No início do século XX já existiam cerca de 43 fábricas espalhadas pela Europa. Muitas indústrias pequenas surgiram desde então e, já em 1910, existiam 394 empresas do ramo no mundo, 208 delas na Inglaterra. A maioria fechou por não resistir à concorrência. Nos Estados Unidos as primeiras fábricas - Columbia, Orient e Minneapolis - surgiram em 1900, chegando a 20 empresas em 1910.
Com os progressos da engenharia, fábricas de motos proliferavam por todos os lugares. Antes da virada do século, as inglesas Ariel (1893), Royal Enfield (1898) e Matchless (1899), disputavam espaço com a belga Sarolea (1898) e as francesas Clement (1898) e Peugeot (1899). Os alemães entram na briga com a NSU (1901), e em 1901 surge a lendária Harley-Davidson, um ícone do motociclismo norte-americano que influenciou muitas gerações de motociclistas.
Paralelamente aos primórdios da motocicleta, outras invenções que foram aparecendo muito contribuíram para que ela e também o automóvel se desenvolvessem. Assim, em 1887, JohnBoyd Dunlop, veterinário escocês, preocupado em melhorar as vibrações das rodas de madeira do triciclo do seu filho, imaginou uma espécie de sobre roda, feita de um tubo de borracha oco, a prendeu na roda com uma embalagem de tela e a encheu com uma bomba de ar. Era o nascimento do pneu. Dunlop patenteou o invento em 1888, voltado para a bicicleta, mas ao montar sua indústria verificou que um inventor chamado R. W. Thompson já patenteara algo semelhante, nos idos de… 1846! Apesar das dificuldades, a fábrica Dunlop de Pneus seguiu em frente e atualmente é um dos maiores fabricantes de pneus do mundo, ainda que sob o controle japonês…

Na França, em 1889, os irmãos Michelin também contribuíram para o rápido aperfeiçoamento dos pneus.
As suspensões foram aperfeiçoadas para oferecer maior conforto e segurança. A fábrica alemã NSU já oferecia, em 1914, a suspensão traseira do tipo monochoque (usado até hoje). A Minneapollis inventou um sistema de suspensão dianteira que se generalizou na década de 50 e continua sendo usada, hoje mais aperfeiçoada. Mas a moto mais confortável existente em 1914 e durante toda a década era a Indian de 998cm3 que possuía braços oscilantes na suspensão traseira e partida elétrica, um requinte que só foi adotado pelas outras marcas recentemente. Em 1923 a motocicleta inglesa Douglas já utilizava os freios a disco em provas de velocidade. Porém, foi nos motores que se observou a maior evolução, a tecnologia alcançando níveis jamais imaginados.

Após a Segunda Grande Guerra, observou-se a invasão progressiva das máquina japonesas no mercado mundial. Fabricando motos com alta tecnologia, design moderno, motor potente e leve, confortáveis e baratas, o Japão causou o fechamento de fábricas no mundo inteiro. Nos EUA só restou a tradicional Harley-Davidson.

Surgimento da Vespa
A Vespa, o mais europeu de todos os veículos de duas rodas nasceu na Itália e logo teve muito sucesso por ser barato, econômico, robusto, charmoso e elegante. Foi batizado com o nome de um inseto, em razão ao ronco do seu motor de dois-tempos com ventoinha de arrefecimento, que mais parece um zumbido.
Enrico Piaggio presidia a empresa fundada pelo pai finda a Segunda Guerra Mundial. Era uma empresa do ramo aeronáutico e findada a guerra a empresa estava em ruínas. Foi então que Eurico resolveu abandonar o campo aeronáutico em busca de novos caminhos. Resolveu então criar um novo veículo.
Uma vez que as estradas estavam em situação precária e os italianos não tinham mais recursos, a solução era um veículo simples e econômico. Na fábrica semi-destruída encontravam-se centenas de rodas de trens de aterragem de bombardeiros e um grande número de pequenos motores multi-uso para o lançamento dos aviões. Estava então esboçada a idéia básica da Vespa, que foi desenvolvida por Corradino D’Ascanio (1891-1981), um brilhante engenheiro aeronáutico que estava na Piaggio desde 1934.
Com o tempo o projeto inicial foi sofrendo inúmeras modificações. As rodas em disco e a sua fixação para facilitar a troca de pneus; o sistema de transmissão direta, eliminando o uso de correntes; um escudo frontal protegia as roupas e o próprio condutor da chuva, poeira e tudo o que fosse arremessado pela roda dianteira e também sua integridade física numa eventual queda. De estrutura monobloco, como a de um automóvel, trazia a secção central bastante baixa, facilitando a subida ao veículo, principalmente para mulheres e pessoas de baixa estatura. Mesmo mulheres de saia podiam conduzir. Apareceram até modelos com cabines fechadas.
Até 1949 já haviam sido produzidas mais de 35.000 unidades, um recorde para uma época tão conturbada.
Com mais de 80 versões em pouco mais de meio século, foi um verdadeiro sinônimo de Itália, que por um longo período foi conhecida como o “país da Vespa”.
Até hoje esta versão de veículo motorizado sobre duas rodas faz grande sucessos.
Surgimento da Moto Harley – Davidson.
A história da Harley-Davidson começou em 1901 em Milwaukee, EUA, com dois jovens, Willian S. Harley, de vinte e um anos e seu amigo de infância Artur Davidson, de vinte anos. Ambos trabalhavam para a mesma firma de automotivos manufaturados. Willian, como desenhista de esboços e Arthur, como criador de padrões. Assim, como os pioneiros dos automóveis, eles eram desenhistas por hobby e tinham seus próprios projetos, com o desejo de colocá-los em prática. Eles tiveram a ajuda de um amigo que trabalhava na mesma fábrica, um projetista alemão que tinha alguns conhecimentos sobre as novas fábricas de motocicletas européias. Esses conhecimentos levaram à primeira experiência de Harley em construção de motocicletas, com o projeto de um pequeno motor à gasolina refrigerado a ar.
Eles também tiveram ajuda de Walter Davidson, irmão de Arthur, um mecânico treinado que viajava pelo país com seu trabalho de mecânico de estrada de ferro e também de William Davidson, ajudando-os com suas habilidades de fabricante de peças.
Aprimorando cada vez mais o projeto, corregindo as falhas e aumentando cada vez mais a potência dos motores eles chegaram a se impor no mercado mundial das motocicletas.
Em abriu de 1917 os EUA entraram no conflito da primeira guerra mundial e a Harley estava pronta para fazer sua parte, e toda indústria de motocicletas voltou-se para a produção militar. Durante esse período a produção para civis foi suspensa. Antes do fim da guerra foram despachadas para a Europa mais de 20.000 motos, a maioria vinha de Milwaukee.
Devido ao fato das motos saírem da fabrica pintadas da cor cinza, as motos Harley - Davidson ganharam o apelido de “Silent Grey Fellow”, ( o cara cinza silencioso ), pois a fábrica condenava a prática de abrir o silencioso do escapamento para uma maior emissão de ruído
Em 1929 houve uma crise que obrigou a Harley a reduzir sua produção de 32 000 motos por ano para 6 000 até 1933. Com o fim da crise, a Harley para atrair compradores, começou a pintar as motos em várias cores diferentes e colar decalques. A partir dessa inovação nasceu o estilo Harley-Davidson, que cada um poderia possuir uma Harley com características própria.
Em 1936 surgiu um motor de mais potência, com 80 polegadas cúbicas, com válvula central sobre o cabeçote, que se tornou um sucesso indiscutível. Ele trazia o dobro de cavalos da antiga “61″, além de quadro espiral duplo, garfos e rodas reforçados, câmbio de quatro marchas e o primeiro sistema de circulação de óleo.
Em 1941, com a segunda guerra mundial, a produção novamente se voltou para uso militar. A guerra também foi responsável pelo aparecimento de um motor Twin único. Ele foi chamado de XA, e possuía 45 polegadas cúbicas. O que o fazia único era a posição dos cilindros, que eram opostos na horizontal. Mas houve uma moto que marcou história, a lendária 45-WLA, que se tornou uma lenda por mérito de seu excelente funcionamento.
Muitos modelos foram lançados ao longo desses anos todos, com melhorias e aprimoramentos em cada modelo lançado, sempre procurando atender à demanda e exigências do mercado.
A Harley - Davidson entrou nos anos 90 dando ênfase às melhorias tecnológicas, sendo estas balanceadas pelo estilo antigo e ultrapassado das motos Harley - Davidson.

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