Há uns 40 anos atrás, quando eu ainda era criança e vivia no interior, era normal se ver em frente às igrejas, aos domingos, muitos cavalos amarrados e também muitas bicicletas, além de carroças de dois cavalos. Esses eram os meios de transporte dos sitiantes, para irem à missa dominical.
Mas os jovens queriam ter a sua bicicleta,. Era sinal de independência. Eles as incrementavam de maneira muito curiosa, com borrachas de câmaras de bicicletas com pinturas, chamadas pára-barros, normalmente de paisagens que tinham montanhas e rios; com faróis alimentados por dÃnamos que eram acoplados à s rodas; com buzinas acionadas pelas mãos que comprimiam uma câmara sanfonada; com espelhos e tiras coloridas no guidão e uns exagerados fixavam no guidão flores de plástico, normalmente uma rosa.
Duas marcas disputavam o mercado de bicicletas naqueles tempos, a Monark e a Calói. A dominante era a Monark, preferida de todos, pela sua mecânica mais resistente e de fácil manutenção. A Calói era a marca que estava iniciando no mercado e com uma propaganda agressiva.
Este mês ouvi no noticiário de uma emissora de rádio que a marca Monark estava encerrando suas atividades. Ela foi, sem dúvida uma das marcas de bicicleta que deixou saudades nas pessoas com mais de 40 anos.
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