Category Archives: Álcool

Etanol e o carro flex

Há alguns anos atrás, quando surgiram os primeiros carros a álcool no Brasil, a nova tecnologia foi a princípio mal recebida. Ninguém queria ter carro a álcool, pois os problemas que apresentavam eram muitos, principalmente na hora da partida, que tinham dificuldade para “pegar”, principalmente em dias frios dos rigorosos invernos no sul do país. Esse problema foi sendo resolvido, com a instalação de um tanquinho de gasolina auxiliar.

O governo da época fez muita propaganda. Com o objetivo de promover a produção do álcool no Brasil criaram um programa chamado de “pró-álcool” e as montadoras foram aperfeiçoando os projetos e os carros a álcool passaram a dominar o mercado.

Porém não durou muito, pois o preço do açúcar no mercado internacional passou a ser mais vantajoso e os usineiros deixaram de produzir o álcool para produzir o açúcar e veio a faltar o álcool nos postos de combustíveis, levando ao descrédito o carro a álcool.

Ninguém mais queria comprar carro a álcool e quem o possuía ficou com um “mico” na mão. O programa “pró-álcool” então foi sendo esquecido até ser abandonado de vez pelo governo.

Recentemente o atual governo resolveu novamente dar ênfase a esse combustível, por ser ecologicamente mais correto, menos poluente e de fonte renovável.

As montadoras recriaram o projeto, porém fazendo os carros para o uso de duplo combustíveis, álcool e gasolina, os chamados “carros flex”e dessa forma menos vulneráveis á falta do tal álcool ou etanol, como quer que o chame o nosso governo.

O carro flex se tornou rapidamente o campeão das linhas de produções e de vendas, tanto no mercado interno quanto nas exportações.

Porém uma nova crise do etanol surgiu aqui no Brasil no fim do ano de 2009 e perdura no início deste ano de 2010 pelo mesmo motivo anterior, o preço do açúcar no mercado externo, que desvia a produção de álcool para do açúcar por parte dos usineiros.

Porém desta vez os usuários de carros flex estão sendo menos atingidos, pois basta abastecer seu carro com gasolina e aguardar até que o preço do etanol volte a ser compensativo.
Andar com as duas pernas é sempre melhor que ser “saci”.

A lei seca faz aniversário de um ano

Já faz um ano de vigência em todo o Brasil da chamada “lei seca”, que penaliza os bêbados no volante. Realmente era necessária mais severidade, pois um veículo se transforma em uma arma na mão de pessoas irresponsáveis, colocando em risco muitas outras pessoas, além daquelas que estão no veículo com o irresponsável.
Mas será que a lei está sendo aplicada mesmo? Ou será que apenas os cidadãos comuns é que estão sujeitos a ela.

Para se ter uma idéia de que esta lei foi feita somente para os cidadãos indefesos, tivemos recentemente em Curitiba, capital do Paraná, um acidente que matou dois jovens e que foi provocado por um deputado deste Estado, com seu carro com velocidade em torno de 190 Km / h, que estava altamente alcoolizado. Pior é que este deputado estava sem permissão para dirigir e deveria ter sua carta de motorista caçada, pois tem muitas multas de trânsito por excesso de velocidade.

Este acidente acabou por evidenciar que a maioria dos deputados deste Estado também não poderia estar dirigindo, pois também têm em seus prontuários uma lista enorme de multas. Até um ministro, oriundo deste Estado, acabou aparecendo com seu prontuário repleto de multas e portando deveria estar impedido de dirigir.
É mais uma lei feita para os cidadãos normais e não para os “deuses’ deste nosso país.

As auto-escolas estão formando bem os motoristas

As leis de trânsitos têm se tornado bem mais severas nos últimos tempos, com o objetivo de diminuir o grande número de acidentes em nossas cidades e rodovias. A chamada “lei seca” pretende tirar das estradas os motoristas embriagados. Isto é muito bom, mas somente evitar o álcool não basta, seria necessário ser igualmente severo com as drogas usadas pelos motoristas, inclusive aqueles comprimidos que os caminhoneiros usam para não dormir, que chamam de “rebites”. Dizem que até cocaína os caminhoneiros já estão usando, para poder viajar mais tempo sem parar.
Quem viaja pelas nossas rodovias se depara a todos os momentos com situações inacreditáveis. Motoristas que dirigem como se estivessem embriagados fazem “barbaridades”, porém é pura falta de experiência deles para dirigir em rodovias.
Acho que a legislação ainda é muito complacente e deveria ser mais rigorosa na concessão das cartas de motoristas, concedendo-as somente para pessoas bem preparadas, psicológica e tecnicamente. As auto-escolas, agora denominadas de “centros de formação de condutores”, não preparam muito bem os motoristas. Eles são preparados apenas para dirigirem em centros urbanos, onde as condições são outras e se trafega a baixas velocidades. Daí acham que já são motoristas e no primeiro feriado que aparece saem em rodovias, cometendo erros os mais elementares possíveis, colocando em risco a si próprios e de terceiros, pois não foram preparados para dirigir em rodovias.
Na verdade são motoristas chamados de “meia roda”.

Remédios contra alcoolismo e drogas

Nos últimos anos a medicina está em alta, com grandes descobertas, principalmente na linha das células troncos. Os cientistas buscam a descoberta da cura de doenças famosas, que matam milhares por ano em todo o mundo ou deixam suas vítimas sofrendo por vários anos.
Uma destas doenças é o câncer, que há anos se busca um remédio e muito pouco se tem conseguido. Outras doenças, como AIDS também tem sido alvo dos cientistas.
Porém um mal que o mundo todo sofre com suas conseqüências é o vício de produtos tóxicos, como maconha, cocaína, craque e principalmente o alcoolismo, o mais popular de todos.
Agora o que está dando muito o que falar é a divulgação feita por um médico francês, Olivier Ameisen, que publicou um livro onde conta inclusive sua própria experiência com o uso de um remédio relaxante muscular, o baclofen, que serviria para que o paciente também esquecesse o vício do álcool.
Alguns não acreditam, porém outros médicos afirmam que já aplicaram com sucesso em seus pacientes. Vamos torcer para que se não for verdade pelo menos abra caminho para uma descoberta contra estes vícios.

O perigo do apagão elétrico no Brasil ainda existe?

O Brasil é um dos poucos países do mundo privilegiados quanto à energia. A nossa matriz energética é fundamentalmente de hidroelétricas, mas temos muita área ensolarada, para aproveitar a energia solar; muita área de bons ventos, para aproveitar a energia eólica; muita costa marítima com fortes ondas, que também poderão ser aproveitadas para geração de energia; muita área propícia para plantação de cana, para produzir etanol; com tantas usinas de fabricação de etanol também é possível utilizar o bagaço da cana para geração de energia, através da sua queima em caldeiras e ainda temos muito petróleo também.
Porém há alguns anos atrás, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, o povo brasileiro foi surpreendido com o chamado “apagão elétrico”. Mas com tantas hidroelétricas e tanta energia elétrica no Brasil, porque isto ocorreu? Porque não adianta Deus nos dá todas essas regalias e termos péssimos governantes. O apagão ocorreu não por falta de produção de energia, mas por falta de rede adequada de distribuição. Sobrava energia aqui no sul, especificamente no Paraná, com as hidroelétricas já instaladas e principalmente a Itaipu, que durante aquele período tinha que manter as comportas abertas, pois sobrava água no reservatório.
Ouvi esta semana que o governo está tomando uma atitude e liberando verbas para melhorar e aumentar as linhas de transmissões de energia elétrica em todo o Brasil. Achei isto uma boa notícia, pois somente com energia disponível é que poderemos crescer economicamente. Indústrias poderão se instalar em lugares mais convenientes para cada setor.
Acho que deveríamos também desenvolver uma política ambientalista mais consciente e responsável, deixando de lado certas teorias bobas, potencializadas por poucos tolos manipulados por interesses escusos de estrangeiros. Ainda temos muito potencial hidroelétrico a ser explorado. Em todo o território nacional existem condições de serem instaladas pequenas usinas hidroelétricas, que poderiam ser usadas por indústrias locais ou a energia delas disponibilizadas na rede. As outras fontes de energias também poderiam ser melhor exploradas. Basta apenas vontade política, iniciativa e disponibilização de recursos financeiros para tal.

Lei seca aumentou a procura de auto escolas pelas mulheres

A lei seca, que ameaça colocar a mão no bolso das pessoas e ainda colocá-las na cadeia, aqui no Brasil, caso sejam pegas alcoolizadas ao volante de veículos, tem mudado os costumes do povo.
Encontros de amigos em barzinhos, churrascos, baladas, consumo nos restaurantes e até mesmo os almoços em famílias.
Mas já foi divulgado na imprensa que constata-se um aumento de número de mulheres nas auto escolas. São os maridos querendo liberar os volantes para as esposas e com isso poderem encher o chifre.

A moto Amazonas está de volta

As pessoas que tem mais de vinte anos devem se lembrar da moto que marcou época pela sua imponência nas estradas, a moto Amazonas. A única moto nacional, com componentes todos nacionais, a maior do mundo, com motor de 1.6 cilindradas, chamava a atenção das pessoas por onde passava.
Sua fabricação foi suspensa há 17 anos, pois a economia nacional da época, com inflação altíssima, matou muitos empreendimentos, como foi também a marca de automóveis nacionais BUGUE e outras.
Porém a nossa economia mudou e o sonho voltou. O fabricante das motos Amazonas relançou, agora com novos modelos, inclusive com motores bicombustíveis, os primeiros do mundo para motos, que podem consumir gasolina ou álcool e até uma mistura dos dois em qualquer proporção.
Vamos torcer para que a marca faça sucesso e se firme entre os maiores fabricantes mundiais.

A lei seca – tolerância zero para bebidas no trânsito

O Brasil todo está ainda surpreso com a lei que traz tolerância zero aos motoristas com as bebidas alcoólicas. Pronunciamentos prós e contras ouvimos todos os dias. Uns acham severa demais outros já acham que era necessário.
A verdade é que ninguém está proibido de beber, mas sim de dirigir embriagado. Acho isso muito positivo.
Esta medida está refazendo os hábitos de muitas pessoas. Mas acho que só isso não basta, pois deveria a medida ser mais abrangente e se fazer exames toxicológicos também e não só alcoólicos, pois é normal se ouvir sobre gravíssimos acidentes causados por motoristas sob efeitos de drogas. Dizem que motoristas de caminhão em sua maioria viajam dopados, sob efeito de comprimidos chamados de “rebites” e agora há até denúncias que muitos usam até cocaína para poder viajar mais horas sem dormir.
Outro problema será o da propina, pois nosso policiamento já anda muito corrupto e agora, com a valorização do problema, mais argumentos para eles, que poderão até aumentar o cachê.

Carros menores e mais econômicos, uma tendência mundial

A tendência mundial na indústria automobilística tem sido pela fabricação de carros cada vez menores, compactos, mais econômicos e principalmente com combustíveis alternativos e menos poluentes.
Devido essa mudança rápida, a GM tem tido grandes prejuízos nos últimos anos e vem sofrendo o poder da concorrência, que a levou a tomar a decisão de fechar quatro grandes fábricas, nos EUA, Canadá e México nesse ano de 2008.
A tecnologia avança a passos acelerados e quem não entrar no ritmo ficará para traz.

Carros movidos a GNV, uma boa opção e menos poluição

Quando começou no Brasil o uso do gás natural como combustível para veículos, o governo promoveu alguns incentivos e muita campanha foi feita, porém o nosso principal fornecedor, a Bolívia, nos surpreendeu. O governo brasileiro deixou então de incentivar esse programa e concentrou os esforços nos programas de biodiesel e etanol.
Hoje mais de 70% dos veículos vendidos no Brasil são do tipo flex, usando gasolina e álcool, conforme a conveniência. Isso evita o problema de anos anteriores, quando se iniciaram os carros a álcool, que os proprietários ficaram no prejuízo, quando por problemas de safras e o preço do açúcar no exterior levou à falta do combustível aqui.
Esta semana está ocorrendo no Rio de Janeiro, pela primeira vez no Brasil, o 11.º Congresso Internacional de GNV. Nesta terça-feira
( 03.06.2008 ) o presidente da Associação Internacional de Veículos a Gás Natural (IANGV, na sigla em inglês), John Lyon, afirmou neste congresso que as estimativas são que até 2020 em torno de 80% da frota mundial de automóveis, equivalente a 65 milhões de veículos, serão movidos a gás natural veicular (GNV).

Ainda neste congresso o presidente da Bahiagás, Davidson de Magalhães Santos, estimou que o mercado de GNV deve ultrapassar o volume de consumo de 131 milhões de metros cúbicos por dia em 2012 e que a oferta de gás natural nos próximos anos deve ser mais do que suficiente para atender à crescente demanda local. Segundo Davidson, o gás representa hoje 9,2% da matriz energética brasileira, contra 0,3% em 1970.