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O capital volátil continua arrancando os recursos dos brasileiros

A economia mundial, até pouco tempo atrás, estava muito aquecida. Com isso o consumo era desenfreado e o Brasil vendia de tudo. O nosso Presidente então navegou bonito, achando até que era ele que governava bem. Sobravam dólares por aqui.
Em partes pelas nossas exportações, mas o real fator da abundância desta moeda por aqui eram mesmo os altos juros praticados no Brasil, que atraíam investimentos de aplicações financeiras, vindas de outros países, para faturar com nossos generosos juros.
Bastou um ventinho contra e este capital sumiu daqui. Isso já vimos em outras épocas e em outros governos. O tal do dólar subiu então quase que incontrolavelmente.
Por mais que se queira disfarçar, continuamos frágeis e à mercê destes capitais que em nada contribuem para o nosso desenvolvimento, muito pelo contrário, somente arrancam os nossos recursos. É o tal capital volátil.

A crise americana já atravessou o Atlântico?

Lembro bem quando meses atrás o nosso Presidente da República, sob o abrigo da sua brutal ignorância, com mais uma bravata, propagou aos quatro cantos do mundo que o Brasil não seria afetado com a crise dos EUA porque ela não atravessaria o Atlântico.
Pois a tal crise chegou até nós com toda a maldade e nem precisou atravessar este oceano. Centenas de empresas já estão fechando as portas desde o início da crise, em meados de 2007, pena que ninguém tenha avisado o nosso Presidente.
As empresas que não fecharam estão diminuindo suas atividades, demitindo pessoal e apreensivas, cortam e adiam seus investimentos.
Já é passada a hora do nosso mandatário maior parar de metáforas e discursos vazios e governar a sério este país, procurando ver o que ocorre à sua volta e assumir a responsabilidade, deixando aquela evasiva de “nada vi”, “nada sei”, “não me informaram de nada”, e outras dessa natureza.

Natal 2008. Crise financeira internacional aumenta e as vendas devem cair

A crise financeira internacional jogou um balde de água fria nas perspectivas de vendas do próximo natal. O comércio está descontente, pois projetava vendas para este ano bem superiores às do ano passado, mas com a crise já assumida até pelo Lula já estão revendo esses números.
Muitos lojistas não têm mais como voltar atrás, pois já fizeram seus pedidos e já estão recebendo até as faturas. Nesse caso é torcer pelo menos para não ficar com o prejuízo.
Vai ter muito papai Noel com o saco vazio e muita gente com o saco cheio!

Como segurar suas economias numa crise financeira? Aplicar em caderneta de poupança, aplicações financeiras, dólar, ouro, imóvel ?

Basta ter uma crise financeira que deixa todo mundo numa aflição. Quem não tem ganhos fica apavorado, pois as oportunidades se esvaziam e quem tem alguma economia não sabe como segurá-la. Somente quem já passou algumas destas é que sabe o horror que elas causam.
Alguns anos atrás, quando a inflação era muito grande no Brasil, todos tinham que se preocupar em segurar suas economias, pois senão elas evaporavam.
Nesses tempos, as maneiras dependiam do valor que se tinha para aplicar. Aplicações financeiras poderiam ser a caderneta de poupança, para pequenos valores mensais e de liquidez imediata, ou outras aplicações sacáveis a curto e médio prazo. Hoje em dia essas aplicações são pouco rentáveis. Outra maneira era a compra de um carro, para se vender quando se precisasse de dinheiro. Hoje isso não é viável, pois só se transforma em gastos e na venda não recupera o valor investido. Alguns compravam várias linhas telefônicas e as alugavam. Em caso de necessidade se vendia com certa facilidade, pois em certas regiões não haviam linhas disponíveis e elas ganhavam grande valorização. Hoje isso é uma piada, pois a tendência da população é de possuir somente telefones móveis e não há dificuldades na aquisição de linhas fixas. A maneira mais usada para qualquer valor na época era se comprar dólar e guardar em casa, pois ele se valorizava a todo dia, superando qualquer outra aplicação e tinha liquidez imediata, bastava querer vendê-los que tinha comprador. Nos últimos anos aqui no Brasil, quem fez isso saiu perdendo. Porém nos últimos dias, com a crise dos EUA, que está afetando todo o mundo, muitos estão vendo nesta aplicação uma maneira mais rentável, porém ela é muita perigosa, tanto quanto a bolsa de valores, pode-se ganhar muito quanto se perder tudo.
Naqueles tempos de inflação alta outra maneira muito usada era a compra de imóveis. Hoje em dia talvez não seja tão atrativa, pois há a crescente ganância dos governantes em aumentar os impostos e também há a depreciação, que com o passar dos anos requer reformas nos mesmos. A locação também não é tão favorável, pois as leis são todas a favor somente dos locatários. Porém esta aplicação é recomendável quando se adquire para uso próprio, pois além de se economizar com gastos em locação, você tem seu cantinho próprio, cuida dele e ganha na valorização.
Acho essa última a melhor aplicação do momento, quando for para uso próprio.

A crise financeira dos EUA e o reflexo no resto do mundo

A crise imobiliária nos EUA era um caso previsto pela maioria dos especialistas há mais de dois anos atrás. Era muita facilidade de créditos. Qualquer um podia comprar um imóvel por lá , sem muita cerimônia, bastava estar vivo e comparecer com a coragem que já conseguia um financiamento. Mas era só ganância de instituições financeiras e descaso das autoridades de lá, que só se preocupavam com os “terroristas”, para não se dizer com o petróleo dos outros.
Não foi tão longe e a bolha estourou. Os créditos eram concedidos sem garantias fortes e com uma pequena crise vieram as inadimplências, que levou à quebradeira as instituições que concederam tais créditos.
Como a economia norte americana é a maior do mundo, dela todos os países dependem, direta ou indiretamente. A China e outros países asiáticos e europeus deixarão de vender tanto para os norte americanos e o Brasil também deixará de vender diretamente e desta forma também indiretamente para eles.
Mas como diz o nosso Presidente Lula, “o Brasil não será afetado, pois a crise ainda não atravessou o Atlântico”.
Só que seus assessores esqueceram de avisar a ele que o Brasil fica do lado de cá do Atlântico e tanto quanto os países da nossa pobre América Latina já estamos há mais de um ano mergulhados nesta crise, com o fechamento de dezenas de empresas que exportavam para os EUA, começando por madeireiras aqui do sul do país, depois as fábricas de móveis e agora até as empresas de cerâmicas, além de muitas outras afetadas também pelo câmbio do dólar baixo.

A crise americana não terminou e o mundo continua sentindo

A crise dos EUA ainda não terminou e continua fazendo estragos no mundo todo. Embora as autoridades dos EUA tenham tomado várias medidas para sanear os problemas causados pela crise imobiliária, parece que ela ainda não foi completamente absorvida.
Recentemente um dos maiores bancos americanos se quebrou e teve que ser vendido. Rumores indicam que outros bancos também estão em crise.
Muitas empresas do mundo todo já foram afetadas por esta crise. No Brasil empresas madeireiras, que exportavam para os EUA, estão sentindo fortemente os efeitos, complicadas ainda mais pela política de câmbio do nosso governo e o baixo valor do dólar. Muitas são as empresas, principalmente das regiões de Santa Catarina e Paraná, exportadoras de madeiras beneficiadas e moveleiras, que já fecharam as portas desde julho do ano passado até agora.

A crise dos EUA já atinge instituições financeiras

A situação americana assusta todo o mundo, pois é a maior economia mundial e dela dependem quase todos os países, grandes e pequenos. O que mais deixa todos apreensivos é justamente não conhecer a profundidade desta crise.
Esta sexta-feira um fato tomou todos de surpresa, quando pela manhã o banco Bear Stearns precisou de um financiamento emergencial para amenizar seu problema de liquidez. Trata-se do quinto maior banco de investimento do Estados Unidos e declarou que sua situação de liquidez piorou significativamente nas últimas 24 horas.
O Federal Reserve (Fed) de Nova York e o banco comercial JPMorgan anunciaram que darão fluidez financeira ao banco de negócios Bear Stearns por um período de até 28 dias, tempo necessário para a elaboração de um projeto de financiamento permanente.
O valor do dinheiro necessário não foi revelado, mas será concedido pelo banco do Federal Reserve de Nova York, intermediário entre o banco central americano e os mercados, ao JPMorgan, que o emprestará por sua vez ao Bear Stearns.
Isto deixou o mercado financeiro mundial muito nervoso, pois se um banco desta posição no mercado americano passa por essa situação, que estará acontecendo com os outros ?

EUA-Crise imobiliária e as bolsas de valores

A crise no setor imobiliário dos EUA, a maior economia do mundo, está provocando uma onda de baixas nas principais bolsas de valores do mundo e afetando também outros mercados.
As grandes mudanças no mundo sempre sucederam as grandes crises nas principais economias. Assim aconteceu com a crise de 1929, que levou ao desencadeamento do grande conflito, com o surgimento do nazismo e a modificação de todo o quadro mundial, por isso a apreensão de todos com a atual crise.
Nas últimas duas décadas o mundo assistiu a quatro grandes bolhas. Nas bolsas japonesas nos anos 1980, nas bolsas e no mercado imobiliário asiáticos em meados dos anos 1990, nas bolsas americanas e européias no final dos anos 1990 e, finalmente, nos mercados imobiliários de grande parte do mundo desenvolvido após o ano 2000.
O governo Lula ainda não havia enfrentado nenhuma dessas situações, como enfrentou o governo do FHC e muito menos aquelas crises do Petróleo dos anos passados.
Agora surgiu essa crise no setor de crédito imobiliário norte-americano de alto risco, pela falta de liquidez no mercado para as pessoas que buscam hipotecas e que não têm um histórico financeiro muito bom, o chamado subprime . Se antes essas pessoas conseguiam crédito sem ter emprego ou renda (conhecido como ninja loan ), agora elas saem do banco de mãos vazias. Quem consegue financiamento, acaba pagando mais caro.
O mercado de crédito imobiliário nos EUA cresceu demasiadamente nos últimos anos. Os créditos foram facilitados, visando lucros cada vez maiores, até que vieram as inadimplências. Essas perdas referentes à inadimplência das hipotecas no mercado imobiliário americano têm reflexos no mercado financeiro internacional e no nível de atividade da economia dos Estados Unidos, que já vinha em processo de desaceleração.
Essa crise do setor imobiliário norte americano já começa atingir outros setores. Com a globalização econômica e dos mercados é inevitável que os problemas se alastrem, principalmente tratando-se dos Estados Unidos, ainda a locomotiva da economia global. A rede Wal-Mart, a maior varejista do globo, reduziu sua projeção de lucro para o ano e disse que muitos de seus consumidores enfrentam pressão financeira.
Um eventual agravamento da atual crise poderia prejudicar o Brasil de várias formas. Há perdas para os investidores em bolsa e menor espaço para as empresas captarem recursos através da emissão de ações. O dólar mais alto deixa de contribuir para quedas adicionais da inflação, o que pode levar o Banco Central a uma maior cautela na condução dos juros. O governo já está tendo despesas maiores com a colocação e rolagem de títulos pelo impacto do aumento das taxas exigidas pelo mercado, além da elevação dos juros futuros. A OMC (Organização Mundial do Comércio) já considera a possibilidade de alguma retração do comércio mundial por conta da instabilidade dos mercados.
Mas o governo brasileiro acha que passaremos por isso sem problemas, pois o Brasil tem reservas suficientes para atravessar essa fase de crise, sem problemas financeiros. Os fundamentos econômicos do Brasil melhoraram tanto nos últimos anos que o país não é mais tão dependente do financiamento externo, então quando há um choque no mercado de crédito em que os investidores ficam nervosos isso não é tão importante para o Brasil como costumava ser.
Especialistas acham que o impacto dessa crise não será muito sentida no Brasil, pois a nossa situação é completamente diferente, somente agora estamos dando os primeiros financiamentos imobiliários. Enquanto nos EUA o volume de crédito imobiliário é correspondente a mais de 60% do Produto Interno Bruto (PIB) e no México é de cerca de 10%, no Brasil a relação não supera 2%. . O reflexo para o Brasil é muito mais limitado. Nós temos um déficit habitacional de 8 milhões de unidades.
As bolsas de valores de todo o mundo, na Europa, na Ásia, na América do Norte e inclusive no Brasil, operaram em baixa nesta quarta-feira, 15.08.2007. O medo é que essa crise perdure, pois as empresas sofreriam com a falta de crédito, investidores venderiam suas ações, ocasionando uma queda ainda maior nas bolsas de valores. O pânico seria generalizado.
Um cenário externo mais conturbado pode atrapalhar o crescimento mais acelerado que o Brasil começa a apresentar, já com muito atraso. Em relação ao crescimento registrado pela economia internacional nos últimos anos o Brasil não acompanhou a melhor fase e agora pode ser prejudicado pela piora geral.
Vamos esperar que os governantes das economias mais fortes resolvam logo esta situação e o mercado mundial se normalize, para que o apagão administrativo do governo brasileiro não use isso como desculpas no futuro.