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O comércio de carros usados

Em épocas de poucos empregos o comércio informal se proliferou. Camelôs surgiram por todos os lados e em todas as cidades.
Com produtos trazidos de contrabandos do Paraguai nem se fala. Foram um tanto prejudicados com as lojas chamadas 1,99, que se especializaram em vender produtos chineses, trazidos em grandes carregamentos em conteiners e muitas das vezes de contrabandos em grande escala, como muito se tem noticiado.
Mas bem antes disso tudo, um comércio que ainda até hoje existe é o do comércio de carros usados. Lojas especializadas surgiram, mas existem os chamados “picaretas”, que trabalham nas ruas e sem endereço ou qualquer referência.
Há os picaretas que vendem carros usados em cidades do interior, trazidos de outras cidades, para serem vendidos para o pessoal que trabalha na lavoura, que pouco conhecem ou que pouco tempo e condições têm para procurar um veículo. Esses normalmente são os malandros, que vendem carros com problemas e desaparecem. Algumas vezes até carros roubados, com chassi adulterado ou com documentação com problemas.
Muitos compram carros sinistrados em leilões só para ter a documentação, depois roubam carros semelhantes, adulteram o chassi e vendem como se o carro sinistrado tivesse sido reformado.
Todo cuidado é pouco quando se vai adquirir um carro usado.

Você cuida bem de seu carro? Veja algumas dicas.

Com as facilidades para se comprar um carro hoje em dia as ruas das cidades encontram-se abarrotadas, bem como as rodovias, principalmente em dias de feriados. A maioria consegue a sua carta e já acha que é motorista, mas não tem os conhecimentos mínimos sobre seu veículo. Não basta só sentar e pegar ao volante, é necessário saber se o carro está com as condições mínimas de trafegabilidade.
Toda pessoa que possui ou usa um veículo deve sempre antes de sair com ele atentar para alguns requisitos mínimos, para poder trafegar com segurança e tranqüilidade. Nunca confie em frentistas de postos de combustíveis, eles só querem vender algum produto para receber as comissões.
Segue abaixo algumas dicas para veículos comuns. Caso seu carro seja mais sofisticado ou à diesel é bom seguir também as recomendações dos fabricantes, contidas nos manuais.
Óleo do motor : Uma vez por semana, com o carro em lugar plano, puxe a vareta para medir o nível. O nível deve estar entre a marcação do “min” e “max”, Mas cuidado, pois se você fizer a verificação logo após desligar o motor, o óleo ainda não se assentou e você não terá uma leitura correta do nível. Se for adicionar para completar o nível, procure sempre fazer com o mesmo tipo de óleo, preferencialmente com a mesma marca e tipo do existente em seu motor. Mesmo se o óleo estiver com o nível dentro das marcações, observe se o óleo possui a viscosidade adequada, caso contrário é necessário trocá-lo.
Sistema de refrigeração : Nos carros mais antigos era preciso abrir a tampa do radiador. Hoje, basta olhar o vaso de expansão, um reservatório plástico que fica ao lado do motor. O vaso possui duas marcas indicando “mínimo” e “máximo”. Com o motor frio, a água não deve estar abaixo do nível mínimo, e com o sistema aquecido, o nível não deve ultrapassar a marca máxima. Muitos colocam aditivos com o intuito de evitar a fervura e congelamento. Tome cuidado, pois nem sempre é recomendado, pois um desbalanceamento da mistura pode trazer problemas ao seu carro.
Fluido de freio : Este é um item que poucos verificam. Também há um reservatório com marcações de níveis mínimo e máximo. Havendo necessidade de adicionar fluido, em hipótese alguma coloque óleo comum. Utilize o fluido recomendado pelo fabricante. A maioria dos fabricantes só admite completar o nível do fluido em caso de emergência. Em geral, pedem para encaminhar o carro para uma concessionária, que poderá verificar se há algum vazamento no sistema.
Limpador e lavador : Sempre verifique o reservatório do lavador de pára-brisas e se for necessário, complete com água. Normalmente não verificamos esse item e somos pegos de surpresa quando em viagem precisamos dele. Sempre verifique também o estado das palhetas do limpador. A borracha deve estar macia, flexível e limpa. Com o tempo as palhetas se ressecam, prejudicando a varredura e podendo riscar o pára-brisa. Se o carro possui limpador traseiro, aproveite para fazer a mesma verificação atrás.
Filtro de ar : Sempre esteja atento, pois se o filtro de ar estiver muito sujo ou velho, pode prejudicar muito o desempenho de seu carro, ocasionando inclusive um gasto maior de combustível.
Filtro de óleo : Este item também é importante estar atento. É bom trocá-lo sempre que fizer a troca de óleo.
Pneus : Toda semana, calibre os pneus a frio, com a calibragem recomendada para seu carro. Rodar com a pressão correta economiza combustível e melhora o desempenho e a estabilidade. Não esqueça de calibrar também o estepe. Sempre esteja atento e verifique o estado das bandas de rodagem. Caso o desgaste seja irregular, pode estar havendo algum problema na direção ou na suspensão.
Sistema de iluminação e sinalização : Verifique sempre o funcionamento de todas as lâmpadas, inclusive as traseiras, pois elas podem queimar de uma hora para outra. Verifique também, com freqüência, o facho dos faróis, senão você corre o risco de não enxergar a estrada e atrapalhar a visibilidade dos aviões.
Bateria : Os carros mais modernos utilizam bateria selada, que duram mais e não precisam de manutenção. Se seu carro usa bateria normal, verifique o nível da solução a cada 15 dias, e se necessário, complete com água destilada.
Equipamentos obrigatórios : É aconselhável checar sempre se todos os equipamentos obrigatórios estão em ordem, como extintor de incêndio, estepe, macaco, chave de roda, triângulo de segurança e cintos de seguranças.
Freios : É bom de vez em quando verificar as condições dos freios. Em estrada tranqüila teste os freios em velocidade baixa, para ver se está bom, se não está puxando para algum dos lados. Nos carros mais antigos é bom verificar sempre o estado das pastilhas e dos discos de freios.
Estabilidade e balanceamento : É bom de vez em quando verificar as condições de balanceamento e estabilidade. É normal devido as condições de uso que esses itens fiquem fora dos padrões. Quando você aumenta a velocidade seu carro começa a pular e você acha que é a estrada ruim, quando na verdade seu carro está com as rodas desbalanceadas. Verifique se quando soltam-se as mãos do volante ele não puxa para um dos lados, pois se isso estiver ocorrendo seu carro deve ser levado a uma oficina e ser acertado ( cambagem, caster, etc ).

Carro a gás GNV e a gasogênio

Há alguns anos atrás o governo incentivou o uso de GNV para os veículos nacionais, com o objetivo de economizar gasolina e pelo fato de ser menos poluente. Concedia até facilidades para conversões em táxis. Mas com a mudança de governo na Bolívia, nosso principal fornecedor, tudo mudou e também foram instaladas muitas usinas a gás para fazer frente a um possível apagão elétrico.
O aumento do preço do metro cúbico do gás não tem incentivado as conversões, cujo investimento é alto e para viagens mais longas é um problema, pois quase não se encontram locais para reabastecer.
Há muitos anos atrás, durante a segunda guerra mundial, já se usavam carros a gás, mas eram umas verdadeiras locomotivas do asfalto e muito poluentes, inadequados para o momento atual. Andavam fazendo uma fumaceira por onde andavam, pois usavam uma tecnologia que convertia carvão em gás, eram os chamados carros a gasogênio.
Veja a figura abaixo. Tinha até co-piloto!
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KOMBI – utilitário que não sai de moda

Muitos veículos utilitários surgiram nos últimos tempos, de todas as marcas, tamanhos e modelos.
Mas a velha Kombi não sai de moda. É versátil, servindo tanto para passageiros como para cargas. Basta retirar seus assentos, que é uma operação muito simples, e logo temos um veículo bem adequado para cargas, principalmente para as cidades.
Tem modelo de veículo que realmente pega e outros que logo desaparecem e nem os museus se interessam.
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Fusca, um carro que virou paixão para muitos

Quem ainda não possuiu ou dirigiu um fusca? Um carro que se popularizou pelo mundo todo, mas aqui no Brasil ele teve um papel muito importante. Um carro leve, mecânica fácil, econômico para sua época, versátil, pois servia tanto para passeio como para trabalho, que não rejeitava as estradas ruins, com barros ou buracos.
Já foi o principal carro das frotas das empresas. As empresas que tinham grandes equipes de vendas possuíam muitos deles. Conheço um empresário do ramo de transportes, que possui uma das maiores frotas de ônibus e caminhões do nosso país e também uma grande empresa de táxi aéreo, com muitos aviões, mas seu carro de uso diário é um fusca. Ele já possuiu uma das maiores frotas de fuscas do Paraná, com mais de 300 deles.
Ainda vai demorar para esse carro ser visto apenas em museus, mas já está deixando muitas saudades.
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