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Spa para sesta nas cidades brasileiras

A sesta, que é o ato de dormir alguns minutos após o almoço, é muito praticada em alguns países, principalmente na Europa.

Alguns especialistas dizem que esta prática é muito bom para a saúde, ajuda no rendimento do trabalho, aumenta a inteligência e até para o coração faz muito bem.

Mas no corre – corre da atividade moderna, que nem mesmo tempo para almoçar se consegue, fica quase impossível esta prática. Como fazer se a pessoa trabalha na cidade e tem que almoçar perto do trabalho, sem poder ir para casa neste horário?

No Brasil não se tem o costume de sestear, porém algumas empresas dispõem de salas especiais para seus funcionários descansarem e se descontraírem após o almoço, com televisões e jogos. Algumas já estão dispondo também de salas especiais para aqueles que querem fazer a sesta, com poltronas reclináveis e luminosidade adequada.

Mas como fazer se não se dispõe de ambiente especial para isso no próprio local de trabalho? Em alguns países já se criaram uma espécie de spás, como é o caso de Londres e Nova York, onde se alugam por hora ou minutos lugares em salas especialmente preparadas para isso, com sons de cachoeiras, pássaros cantando e até músicas clássicas, para se tirar uma breve soneca após o almoço.

Dizem que aqui no Brasil está se copiando esta idéia e em alguns grandes centros, como o Rio de Janeiro, já existem estes spás, onde a um custo inferior a R$ 20,00 por hora a pessoa pode fazer sua sesta.

Assim como as lan houses, onde as pessoas podem acessar um computador e a internet, certamente em breve encontraremos estes locais de repousos em qualquer cidade brasileira, para poder tirar uma soneca após o almoço e desta forma enfrentar com mais disposição o restante do dia.

Fiação elétrica e os postes nos centros urbanos

No nosso corre-corre diário, muitas vezes nem paramos para observar ao nosso redor.

Outro dia, observando da janela do meu apartamento e contemplando a cidade, comecei a me interrogar a respeito de tantas coisas que sequer questionamos e aceitamos incondicionalmente.

Entre tantas, uma é a quantidade de cabos elétricos e postes existentes numa cidade. Como seria a cidade sem essa parafernália aérea?

Como seria a cidade se os cabos todos fossem subterrâneos, em galerias, sem a existência dos postes?

Talvez os gastos fossem bem maiores e só poderia ocorrer em uma cidade previamente planejada, mas uma coisa é certa, aliviaria em muito o visual, já tão poluído nas cidades.

Tombamentos históricos enchem as cidades de casarões antigos, causando problemas

Manter construções antigas nos centros urbanos, como preservação da história, pode não ser uma atitude muito boa e nem muito correta.

Se analisarmos sob outra ótica, encontraremos explicações para demolirmos quase todas elas. Primeiro é que elas ocupam localizações nobres e estratégicas, onde houveram grandes investimentos públicos em transporte coletivo, energia, saneamento, comunicação, escolas públicas, entre tantos outros. Em seu lugar poderiam ser edificados prédios modernos, com melhor aproveitamento do espaço, não sendo necessário o poder público investir tudo novamente para ampliar a cidade.

Outro aspecto interessante é o da segurança. Estas construções normalmente ficam abandonadas, sem investimento por parte dos proprietários, pois são impedidos pelas leis de modifica-los, tornando-se locais habitados por malandros, mendigos e usuários de drogas.
Outros imóveis são habitados, mas também não recebem investimentos em reformas, tornando-se perigosos, pois podem desabar ou até mesmo se tornarem vulneráveis a incêndios, uma vez que suas instalações são antigas.
Muitos desses tornam-se criadores de ratos, baratas e insetos, que irão proliferar doenças, como o mosquito da dengue.
Conservar construções antigas pode deixar uma cidade muito feia e sem higiene. Muitas vezes é preferível o conceito da modernidade ao do histórico.

A qualidade de vida no interior

Ouve-se muito que as pessoas têm procurado fugir dos grandes centros urbanos para o interior em busca de melhor qualidade de vida.
A vida na cidade é atribulada, com pressões de toda ordem. Corre-se o dia todo. O trânsito também contribui com o estresse. Paga-se por tudo que se faz, até mesmo o laser não sai de graça. O repouso noturno também não é garantido, com barulho de trens, ônibus, carros, sirenes de ambulâncias e policiais, quando não se mora próximo a casas noturnas, onde piora em muito.

Porém a vida no interior não é só vantagem, pois lá aparecem outros problemas. Lá não temos tudo de que precisamos com a mesma qualidade dos grandes centros urbanos. Basta necessitarmos de um atendimento médico mais complicado e já sentimos isto. Quando necessitamos certos produtos, temos dificuldades de encontrá-los. Em muitos lugares se quer temos as utilidades básicas, como eletricidade, água tratada e saneamento.

Mas o pior de tudo é o campo de trabalho, que é muito restrito e de baixos salários. Pode-se ter uma ótima qualidade de vida no interior, desde que se tenha a garantia de um bom emprego ou uma aposentadoria de um político.

A migração de carros para as motos e bicicletas

Cresce consideravelmente o número de pessoas que estão trocando os carros pelas motos. O uso de automóveis para deslocamentos ao trabalho ou no dia a dia das grandes cidades já não se justifica. Além de serem mais poluentes, enfrentam as dificuldades nos congestionamentos, principalmente nos horários de pico, e também cada vez menos lugares para se estacionar, aumentando o estresse do cidadão.
As motos e bicicletas, imperiosamente, tendem a substituir os automóveis no trânsito, uma vez que o transporte coletivo é caro e ineficiente em quase a totalidade dos municípios brasileiros.

As invasões de terrenos urbanos trazem a criminalidade e depreciam as propriedades

Depois que a tecnologia e a mecanização entrou nos campos brasileiros, trouxeram aumento considerável e inquestionável da produção agrícola. Porém junto trouxeram uma série de problemas, que só tendem a crescer. Diminuiu-se a utilização de mão de obra, expulsando os trabalhadores do campo.
Para onde essas pessoas foram? Não houve outra saída a não ser a busca de oportunidades nos centros urbanos. Porém essas pessoas não dispõem de recursos para adquirir uma residência bem localizada e vão aumentar a população das periferias das cidades, formando favelas e bairros onde não há infra-estrutura alguma. Aí todos culpam as autoridades, porque não há luz, água, telefone, arruamento, iluminação, escolas, transporte, saúde, segurança, etc.
Forma-se um ciclo vicioso, onde o problema só aumenta. Normalmente essas pessoas constituem uma mão de obra desqualificada e seus salários são insuficientes para manter suas famílias, normalmente numerosas. Filhas e filhos ficam na ociosidade e vulneráveis à prostituição, drogas e criminalidade.
Esse movimento migratório saturou as principais cidades brasileiras. Surgiram então novos problemas. Surgiram os sem terras, que de movimento social se transformou em movimento político e perigoso, aos quais se atribui muitas ações fora da lei, inclusive como abrigo de criminosos comuns.
Surgiram também os chamados sem teto, que invadem imóveis e acham que o poder público é responsável por resolver o problema deles a qualquer custo. Da mesma forma são os invasores de terrenos urbanos, muitos dos quais são apenas exploradores, que possuem imóveis até de bom padrão, mas na esperança e ganância de auferir lucros se juntam aos invasores e pouco tempo depois vendem a terra invadida e logo estão compondo uma nova invasão, fazendo disso um simples comércio. O pior de tudo é que a maioria dessas invasões é incentivada por políticos, de olho nos votos desse povo. Quem tem imóvel próximo a estas invasões, que conseguiu com fruto de seu esforço e trabalho, vê sua propriedade perder valor de um dia para o outro. A criminalidade e a insegurança torna insuportável morar onde antes era só tranqüilidade, sem contar com o enorme contingente batendo em sua porta para pedir alguma coisa.
São problemas cada vez crescentes e de difícil solução.

As urnas eletrônicas no Brasil. Uma tecnologia aplicada às eleições com sucesso

O Brasil tem dado exemplo da aplicação da tecnologia nas eleições. Este ano de 2008, com eleições para prefeitos e vereadores em milhares de municípios brasileiros, vimos a eficiência e comodidade que são as urnas eletrônicas. Praticamente acabaram as filas na hora de se votar e quanto às apurações nem se fala, em poucas horas já se acabaram as ansiedades na maioria dos municípios, com os resultados sendo divulgados.
Um exemplo a ser copiado até pelos mais avançados países do mundo. Nos primeiros anos de implantação ainda houveram alguns problemas, mas agora praticamente estão extintos, com o povo já adaptado e sem saudades daqueles tempos dos papéis.
Mas ainda pairam algumas dúvidas quanto à isenção de fraudes, embora a justiça assegura que não há possibilidade de ocorrerem.
Tomara que elas não existam realmente e que os resultados apresentados sejam a verdadeira vontade da população e que os eleitos correspondam aos anseios dos que os elegeram e deixem de pensar somente em si mesmos, como temos visto até o momento.

A importância da arborização nos grandes centros urbanos

Quando se fala em vegetação em um centro urbano, só se pensa na purificação do ar. Poucos pensam em outros benefícios.
Na verdade a vegetação traz muitos outros benefícios, como na estabilização térmica e no grau de umidade do ambiente, tão importantes para a saúde humana.
Mas existem outras vantagens, não percebidas com tanta facilidade quanto as mencionadas. Uma delas é a importância como a cura do estresse. Uma pessoa sujeita a uma vida de grande atividade, com muita cobrança, pode melhorar muito seu estado físico com um simples passeio a um bosque, mesmo nos finais de semanas.
Mas o que me motivou escrever sobre isso é ainda mais difícil de se perceber, se não prestarmos atenção. Um terreno, que ainda está desocupado, em frente ao prédio onde eu moro, possuía mais que uma dezena de frondosos eucaliptos. Em dias de tempestades, quando todos vêem de maneira negativa e temerosa, eu contemplava a resistência, ou a manifestação de alegria destas lindas e fortes árvores, quando se curvavam em obediência aos fortes ventos. Nas tardes tranqüilas elas davam abrigo e hospedavam os pássaros, que em agradecimento recitavam suas melodias ao amanhecer do dia. Era um presente da natureza que eu tinha todos os dias. Meses atrás, por ganância ou necessidade, o proprietário do terreno derrubou essas árvores, transformando-as em lenhas e as substituindo por uma placa de “aluga-se”. Hoje só vejo os restos que sobraram das suas copas, mortas e em decomposição, tornando-me um ser mais infeliz, assim como os pássaros que as habitavam, que hoje sumiram infelizes também.
Faço deste texto o meu protesto !

A importância dos bosques, parques e praças nos centros urbanos

Quem vive em cidades do interior talvez não saiba da grande importância e necessidade de lugares públicos arborizados nas grandes cidades.
Nos centros urbanos as pessoas vivem fechadas o dia todo, vendo o sol apenas pelas janelas. Até os presidiários tem direito a banho de sol e muitas vezes as pessoas trabalhadoras não o tem.
Em fins de semanas ensolarados os parques ficam repletos de pessoas e realmente esse passeio faz muito bem à saúde, pois é um grande remédio para diminuir o estresse do dia a dia.

O vidro e a vida moderna

Muitas invenções se tornaram importantes para a vida do ser humano. A roda, o aço, o parafuso, os veículos automotores, os aviões, a tecelagem, a imprensa, o uso da alvenaria nas construções e muitas outras.
Mas uma invenção milenar e que pouco pensamos nela é a invenção do vidro. Inicialmente usado como obras de artes e para vasilhames diversos e hoje um dos produtos mais utilizados na arquitetura.
Uma tendência da arquitetura moderna é cada vez mais a utilização do vidro nas construções. A tecnologia desenvolvida permite cada vez mais resistência e transparência ao produto e também a visibilidade em apenas um sentido, razões para ser usado cada vez mais nas construções modernas.
Hoje em dia se fazem construções apenas com perfis metálicos e chapas de vidros, com montagens em pouco tempo, exigência dos tempos atuais.
Se fizermos o exercício da observação ao nosso redor, veremos quanto vidro existe em nossa vida.