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Porque o horário de verão no Brasil?

A mudança no horário de uma região ou de um país inteiro através de decreto governamental não é exclusividade do Brasil. Aliás, nós copiamos dos outros.

Essa medida, que vem sendo adotada no Brasil desde 1932, visa o melhor aproveitamento da luz natural, pois em certas regiões do Brasil, o fato de se adiantar uma hora os relógios reduz o consumo de energia elétrica entre 18 horas e 20 horas. Estudos demonstram que a redução média da demanda de energia elétrica tem sido em torno de 5 % nas regiões onde é aplicado este horário diferenciado.

Além dessa economia, diminui a sobrecarga das linhas de transmissões, subestações e sistema de transmissão neste horário considerado crítico, pois as indústrias e comércio ainda estão operando e as iluminações das residências e iluminações públicas começam a ser ativadas.

O horário de verão no Brasil tinha início em data fixada por decreto todos os anos, porém atualmente esta data já é pré-fixada e tem início no terceiro domingo de outubro de cada ano, com o término no terceiro domingo de fevereiro do ano seguinte, porém, se a data de encerramento coincidir com o Carnaval, o horário de verão fica automaticamente prolongado por mais uma semana, como precaução para não atrapalhar o turismo no país.

Este ano de 2010 o horário de verão terá início em 17 de outubro e terminará em 20 de fevereiro de 2011, valendo para as regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, onde os relógios deverão ser adiantados em uma hora.

Os Estados onde isso ocorrerá serão, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

Carne artificial

A que ponto chegamos. Daqui a uns tempos teremos que conviver com tudo artificial.

Há muitos anos já se trocam sucos naturais por artificiais. O próprio leite que consumimos já é praticamente fabricado, com a composição que o fabricante deseja, dosando água, a gordura e outros componentes do próprio leite, que são previamente separados, acondicionados em recipientes distintos, para depois, por equipamentos computadorizados, serem dosados para compor o leite desejado, atendendo não só as qualidades nutricionais desejadas, mas também aos interesses comerciais do fabricante, fazendo leite mais caro ou mais barato, dependendo do nicho desejado.

Até sexo já está se tornando artificial. Homens e mulheres artificiais já substituem os de carne e osso. Dizem que uma mulher artificial é até melhor que uma natural, pois não faz compras, não usa cartão de crédito, não reivindica pensão, não regula a cerveja e não “enche o saco”.

Agora a novidade vem da Europa, onde pesquisadores anunciaram recentemente que já estão fazendo carne bovina em laboratórios. Afirmam que em breve não necessitará mais de se criar bois, que dizem usarem grandes áreas para pastagens, que poderiam ser usadas para atividades agrícolas ou florestas. Argumentam tais pesquisadores, que além da vantagem acima exposta, existem muitas outras como o controle do paladar, segurança quanto a contaminações, composições diversificadas de vitaminas e outros nutrientes.

Além destas e outras vantagens sugeridas, os pesquisadores alegam que não haverá emissão de dióxido de carbono pelo “pum” dos animais e a destruição da camada de ozônio, contribuindo desta forma para a preservação do planeta Terra.
Acho que na verdade o que os Europeus querem mesmo é se livrar de países emergentes, como o Brasil.

Que é commodities?

Temos ouvido quase todos os dia, em noticiários de rádios, televisões e outras mídias, quando se referem a comércio de produtos internacionais, o termo “commodities”.
Mas o que significa esta palavra? Primeiramente, esta palavra é originária da língua inglesa, plural de “commodity”, que em português significa mercadoria.
Esse termo “commodities” tem sido utilizado, em linguagem de comércio internacional, para certos produtos de base, normalmente matérias primas em estado bruto; com pouco grau de industrialização; que são produzidos em grandes quantidades e normalmente possuem qualidade uniforme, independentemente do país produtor; que podem ser estocadas por um bom período sem que percam significativamente a sua qualidade. São negociadas em bolsas de mercadorias, com seus preços definidos pelo mercado internacional.
São consideradas commodities da área agrícola o café, trigo,soja, algodão, suco de laranja, borracha e outros; da área mineral o minério de ferro, ouro, prata, cobre, alumínio, petróleo, outros; da área financeira as moedas, como dólar, euro, etc; da área ambiental podemos considerar como commodities os créditos de carbono; dos recursos energéticos a energia elétrica.
Com a produção do etanol cada vez maior no mundo e a sua utilização como combustível, pleiteia-se incluí-lo também no rol de commodities.

Como podem haver tantos descontos nas liquidações das lojas?

Sempre no começo de cada ano as contas chegam aos montes nas casas dos brasileiros, além da exaustão total das reservas, causada pelas longas festas que se iniciam com o natal, passando pelo dia primeiro do ano, carnaval e o período de férias de verão, deixando-nos sem poder de compra algum.
É um período crítico para as lojas, que também atravessam dificuldades nessa época do ano. Surgem então as já tradicionais liquidações, onde tudo é colocado à venda por descontos assustadores e inacreditáveis.

Diante de descontos tão grandes ficamos a questionar. Mas se nesta época é possível se vender um bem por esse valor, porque não se vende ao longo do ano por valores menores? Estariam as lojas explorando a população ao longo do ano com os valores das mercadorias de maneira exorbitante? São indagações que todos fazemos.

Porém se analisarmos profundamente a questão, veremos que não é bem isso e que tem outros aspectos envolvidos. Citarei alguns, somente sob meu ponto de vista e com base em minhas análises e conhecimentos.
As contas das lojas, que investiram no estoque esperando grandes vendas de final de ano, começam a vencer e muitas delas não conseguiram boas vendas e têm que fazer caixa rápido, preferindo perder um certo percentual no valor das mercadorias que pagar exorbitantes juros aos bancos.
Muitas das mercadorias colocadas a venda nas liquidações são aquelas ditas “encalhadas”, com algum defeito ou por ser um modelo não muito procurado, que se não for aproveitado esta animação do público, ficará por mais um longo período tomando espaço da loja, depreciando ainda mais, sem render nada o capital investido nelas.
Alguns produtos, embora em bom estado e modelos ainda vigentes, principalmente equipamentos eletrônicos, devem ser vendidos logo, ter rotatividade, pois serão substituídos em breve por modelos mais atuais, com novas tecnologias e ficarão “encalhados” para sempre.
Também há o fator propaganda, sendo essa uma forma de se investir para divulgar o nome da loja e torna o cliente um fiel consumidor do estabelecimento, fazendo frente a concorrência.
Vários são os motivos, com cada loja tendo os seus. Em vista disso já se criou na população aquela expectativa, com muitas pessoas fazendo suas reservas financeiras só para aproveitar essa época e adquirir aqueles bens que necessitam, por preços mais baixos e vantajosos.

Crédito, palavra mágica para combater a crise e o desemprego

Fala-se em crise por todas as partes do mundo. No Brasil, segundo o nosso Presidente Lula, ela não chegaria. Ele estava enganado por seus assessores ou mentiu ao seu povo. Acho que foram as duas coisas mesmo, pois na verdade a crise já havia se implantada aqui no nosso país no meio do ano de 2007, quando estourou nos EUA a chamada crise imobiliária.

Tão logo se soube da crise imobiliária nos EUA em 2007, indústrias brasileiras, que para lá exportavam produtos ligados às construções, como madeiras e seus derivados, bem como a indústria de móveis, passaram a sofrer as conseqüências, com contratos sendo cancelados ou encomendas diminuídas. Muitas indústrias fecharam as portas no segundo semestre de 2007 e durante todo o ano de 2008, principalmente nos Estados do Paraná e Santa Catarina, pólos de produção de madeiras e móveis.

Não só a crise imobiliária foi a culpada, pois foi muito bem ajudada pela política perversa de câmbio adotada pelo governo brasileiro, que mantinha o dólar muito baixo, além da teimosia do Banco Central em manter as altas taxas de juros.
O mundo todo já elegeu o vilão desta crise e seria a palavra mágica chamada “crédito”. Sem ele as pessoas não compram. Sem as pessoas comprarem o comércio e a indústria não vende e as demissões aumentam. Pessoas sem salário perdem ainda mais o poder de compras, que realimenta a crise, com mais demissões. A falta de crédito também dificulta a aquisição de bens de capital, como máquinas, por parte das indústrias, que são então obrigadas a se encolherem.
Mas como reverter então isso tudo? Levará algum tempo para que todos retomem a confiança e voltem a acreditar na economia, aí voltam as vendas, voltam os empregos e a crise desaparece.
Mas é preciso também que os políticos sejam mais honestos e suas políticas sejam puras e verdadeiras, não apenas agentes de politicagens para permanecerem no poder!

Como diminuir o desperdício de alimentos em casa

Você tem idéia de quanto desperdiça de alimentos em sua casa? Desperdícios ocorrem de diversas maneiras. Uma delas, talvez a mais corriqueira, ocorre porque eles simplesmente se estragam e têm que ser jogados fora. Nesse caso, devemos redimensionar as compras, planejando melhor, comprando pequenas porções e indo ao mercado mais vezes por semana, variando os produtos, uma vez compra um e outro dia compra o outro. Isto é mais fácil em se tratando de frutas e verduras.

Outra causa de desperdício é a falta de cuidado, que às vezes temos na conservação. Produtos que são muito perecíveis e deixamos fora da geladeira ou até mesmo dentro dela, porém mal acondicionados e em locais errados dentro dela, como carne que não vamos utilizar logo e ficam fora do congelador ou do freezer, ovos acondicionados na porta da geladeira e até mesmo quando abrimos várias caixas de leites longa vida e não os consumimos de imediato, bem como caixinhas ou latinhas de cremes de leites, leites condensados, extratos, polpas e molhos de tomates, milhos, ervilhas e tantos outros.

Muitas vezes produtos ou parte deles são jogados fora por pura ignorância, porque não sabemos prepará-los. Tenho visto muitas dicas em programas de culinárias e fico surpreso com a utilização que se pode dar para muita coisa que se descarta para o lixo no dia a dia, principalmente em se tratando de cascas de frutas e hortaliças e até mesmo talos de certos alimentos, que pagamos por Kg e jogamos no lixo estes mesmos pesos.

Outras vezes deixamos de comprar um belo bife de filé mignon, porque achamos o preço um tanto elevado e levamos para casa um monte de ossos e sebos, que elevam o preço de uma carne dura a valores acima daquele filé que não levamos, após o descarte dos ossos e da gordura. Da mesma forma um camarão ou um peixe bem preparado podem substituir com grande vantagem qualquer outro tipo de carne, mesmo que à primeira vista seu preço nos afaste de adquiri-los, devida a perda praticamente nula.

Podemos encontrar muitos outros desperdícios em nossa casa e economizar bastante, somente alterando nossas atitudes. Nada mal para os dias atuais!

As novas regras para câmbio e remessas de dinheiro do exterior

As dificuldades no mercado de trabalho no Brasil nos últimos anos fizeram com que muitos buscassem oportunidades no exterior, principalmente nos EUA. De lá mandam seus rendimentos para o Brasil e aqui seus familiares fazem as aplicações, principalmente em imóveis. Com o dólar valorizado era um grande negócio, mas nos últimos anos não foi tão bom assim, fazendo com que muitos até voltassem para cá sem ver seus sonhos se realizarem.
O grande problema encontrado por essas pessoas é a transferência desses recursos para o Brasil. Também são dificultadas as transferências nos casos de empresas que exportam para outros países.
Atualmente essas transferências são feitas em duas operações de câmbio. Na primeira, a pessoa ou a empresa do exterior troca a moeda do seu país por dólares em uma instituição financeira instalada naquele país. Depois, essa instituição transfere os dólares para o Brasil e aqui eles são recebidos, sendo necessário realizar novo câmbio para transformar o valor em reais. Dessa forma sempre é necessário o uso do dólar na transação.
O governo brasileiro agora modificou o sistema dessas operações. Agora essas transferências poderão ser feitas sem o uso do dólar. A possibilidade de transferir reais do exterior para o Brasil havia sido prevista na Medida Provisória 435, que se transformou na Lei 11.803 e agora foi regulamentada pelo Banco Central, em 16.01.2009, através da circular 3.430.
Operações de até R$ 10 mil serão consideradas transações de câmbio simplificadas, nas quais é preciso apenas registrar o valor da transferência e os dados do remetente e do destinatário. Para operações com valor superior a R$ 10 mil, a parte que receber os reais no Brasil deverá ir à instituição financeira para o recebimento dos recursos.
Isso vai facilitar bastante essas remessas e fazer com que entrem mais recursos para o nosso país, ativando alguns setores da economia, principalmente o de vendas de imóveis.

O capital volátil continua arrancando os recursos dos brasileiros

A economia mundial, até pouco tempo atrás, estava muito aquecida. Com isso o consumo era desenfreado e o Brasil vendia de tudo. O nosso Presidente então navegou bonito, achando até que era ele que governava bem. Sobravam dólares por aqui.
Em partes pelas nossas exportações, mas o real fator da abundância desta moeda por aqui eram mesmo os altos juros praticados no Brasil, que atraíam investimentos de aplicações financeiras, vindas de outros países, para faturar com nossos generosos juros.
Bastou um ventinho contra e este capital sumiu daqui. Isso já vimos em outras épocas e em outros governos. O tal do dólar subiu então quase que incontrolavelmente.
Por mais que se queira disfarçar, continuamos frágeis e à mercê destes capitais que em nada contribuem para o nosso desenvolvimento, muito pelo contrário, somente arrancam os nossos recursos. É o tal capital volátil.

A falta de confiança agrava a crise?

Estamos cansados de ouvir que devemos ter pensamentos positivos e confiança, para que algo dê certo. É o que vemos nos atuais momentos da crise mundial. É um processo em cadeia, tipo efeito dominó.
As pessoas desempregadas não gastam porque não sabem quanto tempo vão suportar sem emprego e os que estão trabalhando também seguram suas economias por falta de confiança, pois não sabem por quanto tempo vão ficar empregadas.
E assim a crise se agrava. Em uma economia em alta as pessoas se arriscam mais, adquirem bens, assumindo dívidas, pois sabem que,se ficarem desempregadas, facilmente encontrarão outra ocupação e poderão honrar seus compromissos sem problemas. Isso faz com que todo o conjunto da economia cresça e mais pessoas tenham seus ganhos garantidos, que também vão consumir mais e sem medo.
Então entendemos que a crise tem alma. Algo que não apalpamos, mas tem existência. A reversão desse quadro só será possível à medida que a população readquirir a confiança no mercado. Isso poderá levar alguns anos.

Quando uma máquina vira sucata?

Avaliar uma máquina requer muita experiência e visão. Uma máquina não pode ser considerada boa só porque está funcionando. Outros aspectos devem ser analisados.
Nos dias atuais, com as leis cada vez exigindo mais dos empresários, muitas vezes manter uma máquina antiga funcionando significa prejuízo e dor de cabeça. Abandona-la pode ser o melhor a ser feito.
Aspectos como consumo de energia, qualidade do produto gerado por essa máquina, mão de obra que ela utiliza, produção por hora, dificuldade e custo de manutenção e até o espaço que ela ocupa são fatores importantes na decisão de se manter ou não uma máquina na linha de produção.
Como perito em avaliação de máquinas, tenho enfrentado muitas situações de difícil conciliação. Como explicar para o proprietário que uma máquina mantida na caixa por mais de dez anos, sem nunca ter sido utilizada, não é mais nova e não tem valor no mercado?
Se a máquina possui muita automação e componentes eletrônicos, nos dias de hoje, vira sucata em pouquíssimo tempo. O empresário deve estar atento ao mercado. Não pode mais fazer investimentos mal planejados, com retorno duvidoso, senão vai à falência com facilidade.