Category Archives: Efeito estufa

Poluição e o aditivo para carros a diesel

Os veículos movidos a diesel no Brasil são muito poluentes e muito pouco se fez até agora para diminuir isso.

Tempos atrás até se tentou obrigar a Petrobrás a fabricar o combustível dentro de padrões menos poluente, porém a pressão desta foi grande e tudo ficou como estava.

Esta semana, dia 13.07.2010, um acordo entre o IBAMA e o INNMETRO determinou que a partir de 2012 todos os veículos movidos a óleo diesel terão que emitir menos poluente.

Para isso todos os veículos novos movidos a óleo diesel, classificados como comerciais leves, pesados, semipesados e ônibus, ficarão obrigados a misturar um aditivo ao combustível, que está sendo chamado de ARLA 32, que se trata de uma solução aquosa de uréia, não tóxica, cuja função é diminuir a emissão de óxidos nitrosos.

O tal aditivo será vendido em concessionárias, postos de combustíveis e até em supermercados.
Como tudo aqui no Brasil, o ônus das medidas sempre fica com o consumidor e contribuinte e nunca para aqueles a quem deveria recair.

Fórum Social Mundial – 9.º edição em Belém do Pará

Até alguns anos atrás as autoridades e o povo em geral pouco ou nada faziam para amenizar os problemas e descasos que aconteciam no nosso planeta Terra, tanto no lado social quanto relacionado ao meio ambiente e conservação do nosso planeta.
No ano de 2001 resolveram então abrir a discussão sobre todos estes temas e foi realizado em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, o primeiro Fórum Social Mundial. Foi um sucesso e as duas próximas edições, em 2002 e 2003 também foram realizadas em Porto Alegre. Em 2004 o evento foi realizado na Índia e em 2005 voltou para Porto Alegre. Em 2006 foi realizado de maneira descentralizada em três continentes, em Mali na África, Paquistão na Ásia e Venezuela na América do Sul, voltando a acontecer de maneira centralizada no Quênia na África em 2007.

Este ano voltou para o Brasil, com início em 27.01.2009 e devendo durar seis dias, a 9.ª Edição do evento na cidade de Belém no Pará. A coordenação do evento está esperando em torno de 100 mil participantes, reunindo líderes políticos, ambientalistas, estudiosos, religiosos e representantes de organizações não governamentais de todo o mundo.

O tema para essa edição é “Um Outro Mundo é Possível”. Serão abordadas questões como Mudanças Climáticas, Soberania Popular e Integração Regional, Modelos Energéticos e outros.
Esperamos que desses encontros saia uma nova consciência mundial e tenhamos um mundo melhor.

A camada de ozônio e os eletrodomésticos

As preocupações com as mudanças climáticas, aquecimento global e outras, relacionadas ao nosso planeta, têm levado às mudanças de comportamentos das pessoas, do comércio e das indústrias.
Uma dessas mudanças, já adotadas aqui no Brasil, é a alteração do gás freon, que se utilizava em refrigeradores, por outros tipos de fluidos refrigerantes, que não sejam prejudiciais às camadas de ozônio da nossa atmosfera.
Mas você sabe o que é o ozônio? Ozônio é o próprio oxigênio, com a molécula constituída de três átomos, que é instável. A sua constituição estável é a molécula com apenas dois átomos. Quando duas moléculas de ozônio se desintegram, formam três moléculas de oxigênio com dois átomos, em sua constituição estável.
Quando chove de repente, naquelas famosas pancadas de verão, nos primeiros instantes que a chuva cai no chão, temos a sensação que sai do solo um cheiro parecido com poeira, por mais limpo que ele esteja. Este cheiro desaparece instantes depois. Na verdade o cheiro que percebemos é de ozônio, trazido pelas gotas de chuva da atmosfera, que ao cair no solo exala este cheiro característico, porém ele logo se desintegra, formando moléculas de oxigênio estáveis.
A camada de ozônio se forma na atmosfera pelas condições de pressão, temperatura e outras razões, sendo responsável pela filtração dos raios solares, que se não houver esse filtro a vida aqui na terra se torna inviável.
Por isso precisamos cuidar bem do nosso planeta, senão a vida poderá desaparecer da face da terra.

Os pesquisadores do Brasil na Antártida

O Brasil já marcou sua presença na Antártida há muitos anos com algumas expedições e uma base montada nas costas daquele continente gelado, a estação Comandante Ferraz.
Agora está enviando uma missão que irá para o interior do continente, montando seu acampamento a 2 mil Km ao sul da estação Comandante Ferraz, onde deverão ficar uns 40 dias, sob temperatura de
-35°C.
O grupo, coordenado pelo glaciologista Jefferson Cardia Simões, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), é formado por oito pesquisadores, sendo sete brasileiros e um chileno e irão perfurar o gelo para investigar as variações do clima e da química da atmosfera ao longo dos últimos 500 anos.
Boa sorte aos cientista e torcemos pelo seu sucesso, para que possam contribuir com esse seu esforço para uma vida melhor aqui na Terra.

A importância da arborização nos grandes centros urbanos

Quando se fala em vegetação em um centro urbano, só se pensa na purificação do ar. Poucos pensam em outros benefícios.
Na verdade a vegetação traz muitos outros benefícios, como na estabilização térmica e no grau de umidade do ambiente, tão importantes para a saúde humana.
Mas existem outras vantagens, não percebidas com tanta facilidade quanto as mencionadas. Uma delas é a importância como a cura do estresse. Uma pessoa sujeita a uma vida de grande atividade, com muita cobrança, pode melhorar muito seu estado físico com um simples passeio a um bosque, mesmo nos finais de semanas.
Mas o que me motivou escrever sobre isso é ainda mais difícil de se perceber, se não prestarmos atenção. Um terreno, que ainda está desocupado, em frente ao prédio onde eu moro, possuía mais que uma dezena de frondosos eucaliptos. Em dias de tempestades, quando todos vêem de maneira negativa e temerosa, eu contemplava a resistência, ou a manifestação de alegria destas lindas e fortes árvores, quando se curvavam em obediência aos fortes ventos. Nas tardes tranqüilas elas davam abrigo e hospedavam os pássaros, que em agradecimento recitavam suas melodias ao amanhecer do dia. Era um presente da natureza que eu tinha todos os dias. Meses atrás, por ganância ou necessidade, o proprietário do terreno derrubou essas árvores, transformando-as em lenhas e as substituindo por uma placa de “aluga-se”. Hoje só vejo os restos que sobraram das suas copas, mortas e em decomposição, tornando-me um ser mais infeliz, assim como os pássaros que as habitavam, que hoje sumiram infelizes também.
Faço deste texto o meu protesto !

O uso do asfalto das estradas e estacionamentos para aproveitamento da energia solar

                          Em tempos de muita luta contra os fatores que prejudicam o meio ambiente e de grande divulgação dos efeitos do aquecimento global, são muitos os estudiosos que tomam estes temas como focos de suas pesquisas.    Toda a mídia mundial tem esses assuntos como foco principal nos últimos tempos e dessa forma envolveram não só os governantes, mas também os alunos nas escolas, os professores e toda a população, formando uma consciência coletiva sobre o assunto.    No setor automobilístico, quase todos os fabricantes já desenvolvem e até mesmo já estão com lançamentos de vendas de modelos de veículos menos poluentes e movidos com energias alternativas, trocando as de origens fósseis, oriundas do petróleo, por outras renováveis.    Os governantes também trabalham neste sentido, como é o caso do Brasil que há muitos anos já usa o etanol e agora investe pesado no biodiesel. Outros países também desenvolvem projetos de energias alternativas, como o aproveitamento dos ventos, com geradores eólicos; aproveitamento das ondas marítimas e quase todos tentam aproveitar a energia mais abundante que há na terra, que é a dos raios solares.    Essa energia já vem sendo utilizada para aquecimento de água, com os chamados aquecedores solares, instalados em residências, com painéis fabricados com esse objetivo. Alguns países europeus já possuem até estações, com painéis instalados para gerarem energia elétrica, que são transmitidas para lugares distantes destas instalações. Outros projetos, onde isso não é possível devido seu alto custo, utilizam sistemas de painéis que geram energia elétrica para o lugar da instalação somente. Isso já está sendo utilizado e desenvolvido aqui no Brasil, em lugares onde o isolamento não permite ainda levar a energia gerada pelas grandes hidroelétricas.    Mas o que me chamou a atenção foi a divulgação, feita este ano, do trabalho dos pesquisadores norte americanos Mallick, professor de engenharia civil e ambiental do Worcester Polytechnic Institute (WPI), em Massachusetts, e os outros três autores do trabalho, sobre o aproveitamento do asfalto para a geração da energia elétrica. Eles argumentam que a energia pode ser mais simples de se aproveitar que o sistema de instalar  painéis solares. Aproveitando a rede de asfaltos das estradas e de estacionamentos em shoppings, hotéis, empresas, etc, poderiam ser instaladas redes de tubulações de água e desta forma substituir os painéis.     A vantagem está na existência de grandes extensões de asfalto existentes e também que a energia acumulada durante o dia fica aquecendo a água durante a noite, ao contrário dos painéis que só aproveitam a energia solar durante o dia.     Essa energia aproveitada poderia ser utilizada não só para o aquecimento de água, mas para a geração de vapor, funcionando como uma caldeira, que acionaria turbinas para a geração de eletricidade.      Argumentam que as tubulações poderiam ser instaladas cada vez que fosse necessário fazer a recapagem das rodovias e desta forma seria cada vez mais ampliada a rede de aproveitamento desta energia. Essa idéia poderá ser melhor aproveitada se utilizada nos estacionamentos de shoppings, hotéis, supermercados e empresas, para aquecimento de água e desta forma evitaria a utilização de energia elétrica gerada em hidroelétricas e até mesmo através de energias oriundas de outras fontes de origens fósseis ( petróleo e carvão )  ou lenha, que causam desmatamentos.    Todas as iniciativas são válidas e certamente nos próximos anos novas idéias serão desenvolvidas para preservação do meio ambiente e conservação da condição de vida no planeta terra.

A poluição e as Olimpíadas de Pequim

Os países mais ricos e também os emergentes estiveram reunidos estes dias, tentando algum acordo, principalmente para resolver os graves problemas da poluição mundial, que aflige a todos e traz grandes conseqüências.
O Brasil e alguns países até que têm se preocupados com o tema. Cada vez mais os governantes têm agido no sentido de diminuir esse problema. Os municípios tentam regulamentar as condições de esgotos e poluições, exigindo dos proprietários residenciais e das empresas instalações adequadas.
Uma reportagem esses dias me chamou a atenção. Tratava da poluição em Pequim, que afetará os atletas durante a Olimpíada de 2008. As autoridades de lá vão proibir a circulação de grande parcela dos veículos durante o evento, bem como exigir a paralisação de algumas grandes indústrias poluidoras. Isso trará grandes transtornos para eles e muito pouco irá resolver, pois terminado o evento tudo voltará a ser como antes.
O planeta necessita de mais força de vontade, principalmente dos países mais ricos, que não querem alterar suas economias e ainda culpam e exigem dos mais pobres medidas drásticas demais.

Carros movidos a GNV, uma boa opção e menos poluição

Quando começou no Brasil o uso do gás natural como combustível para veículos, o governo promoveu alguns incentivos e muita campanha foi feita, porém o nosso principal fornecedor, a Bolívia, nos surpreendeu. O governo brasileiro deixou então de incentivar esse programa e concentrou os esforços nos programas de biodiesel e etanol.
Hoje mais de 70% dos veículos vendidos no Brasil são do tipo flex, usando gasolina e álcool, conforme a conveniência. Isso evita o problema de anos anteriores, quando se iniciaram os carros a álcool, que os proprietários ficaram no prejuízo, quando por problemas de safras e o preço do açúcar no exterior levou à falta do combustível aqui.
Esta semana está ocorrendo no Rio de Janeiro, pela primeira vez no Brasil, o 11.º Congresso Internacional de GNV. Nesta terça-feira
( 03.06.2008 ) o presidente da Associação Internacional de Veículos a Gás Natural (IANGV, na sigla em inglês), John Lyon, afirmou neste congresso que as estimativas são que até 2020 em torno de 80% da frota mundial de automóveis, equivalente a 65 milhões de veículos, serão movidos a gás natural veicular (GNV).

Ainda neste congresso o presidente da Bahiagás, Davidson de Magalhães Santos, estimou que o mercado de GNV deve ultrapassar o volume de consumo de 131 milhões de metros cúbicos por dia em 2012 e que a oferta de gás natural nos próximos anos deve ser mais do que suficiente para atender à crescente demanda local. Segundo Davidson, o gás representa hoje 9,2% da matriz energética brasileira, contra 0,3% em 1970.

Trator, moto-serra e o desmatamento da mata atlântica

As pesquisas recentes são assustadoras. Mais da metade da mata atlântica já foi desmatada. Os Estados de Santa Catarina e Paraná foram os mais afetados.
Há menos de 50 anos ainda havia muita floresta nestes Estados, porém com a descoberta da moto-serra e a utilização de tratores, aliada à ganância do ser humano, não foi possível a sua preservação.
Atacaram as araucárias, imbuias, cedros e outras árvores e praticamente acabaram com a floresta.
O agronegócio também contribuiu em muito para que isso acontecesse. Grandes áreas tiveram suas florestas arrancadas para em seu lugar entrar as plantações, principalmente de soja. O oeste e norte do Paraná e de Santa Catarina foram os lugares mais atingidos. Hoje se viaja e vemos imensas áreas como uns desertos verdes. Só se observa plantio de soja, principalmente, que tem tido valores atrativos no mercado internacional.
Já não há mais áreas a preços baratos nessas regiões e os descendentes destes pioneiros hoje subiram para Goiás e Mato Grossso, que também sofre com essa ganância hoje em dia.
O pior de tudo é que já estão atacando a floresta amazônica e se medidas drásticas e urgentes não forem tomadas pelo nosso governo em breve todo o Brasil estará desmado.

A falta de alimentos no mundo e o biocombustivel

Não tardou muito para que os grandes interesses econômicos do mundo se voltassem contra o programa do biocombustivel brasileiro. Em discurso recente o presidente Lula acusou os grandes grupos do Petróleo como responsáveis por essa propaganda negativa contra o nosso biocombustível. Isso tem fundamento, pois se a matriz energética mundial sofrer grandes mudanças, esses grupos terão grandes prejuízos.
Os grandes argumentos, principalmente dos europeus, é que grandes áreas de plantio de alimentos poderão ser destinadas à cana de açúcar e que áreas florestais, como a região amazônica, serão devastadas para plantio de cana. Esses argumentos deles também têm alguma consistência. Então quem tem razão?
No meu entender, os dois lados têm razão e ao mesmo tempo nenhum deles. Na verdade existem pressões de grupos econômicos europeus e mundiais para que seus interesses petroleiros não sejam afetados e eles também querem continuar comprando alimentos dos países pobres a preço vil. Por outro lado, se esse programa do biocombustivel não for bem implementado, esses argumentos deles podem se confirmar, pois aqui no Brasil a ganância de nossos grupos econômicos e a falta de comando do nosso governo facilita esse processo.