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A transposição do Rio São Francisco e as enchentes de Santa Catarina

Ambientalistas são contra qualquer ação do homem que mude a natureza, porém muitas vezes ela é necessária para um mundo melhor.
Vendo uma reportagem na TV, um fato me chamou a atenção. No nordeste brasileiro, uma obra polêmica, que muita controvérsia tem gerado, com argumentos contra e a favor, inclusive com greves de fome de um bispo e forte intervenção militar, a transposição do Rio São Francisco se diz necessária para irrigar terras. Com as enchentes devastadoras em Santa Catarina, a reportagem relembrou que existe projetos, engavetados há anos, para se fazer a transposição do rio que banha o Vale do Itajaí, que levaria o excedente de água, em caso de grandes chuvas, para o mar, evitando assim as trágicas enchentes que há anos vem vitimando a região.
Basta as águas baixarem um pouco e tais projetos já são engavetados novamente. Gasta-se muito mais depois, quando os desastres acontecem.
Esse é nosso Brasil !

O perigo do apagão elétrico no Brasil ainda existe?

O Brasil é um dos poucos países do mundo privilegiados quanto à energia. A nossa matriz energética é fundamentalmente de hidroelétricas, mas temos muita área ensolarada, para aproveitar a energia solar; muita área de bons ventos, para aproveitar a energia eólica; muita costa marítima com fortes ondas, que também poderão ser aproveitadas para geração de energia; muita área propícia para plantação de cana, para produzir etanol; com tantas usinas de fabricação de etanol também é possível utilizar o bagaço da cana para geração de energia, através da sua queima em caldeiras e ainda temos muito petróleo também.
Porém há alguns anos atrás, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, o povo brasileiro foi surpreendido com o chamado “apagão elétrico”. Mas com tantas hidroelétricas e tanta energia elétrica no Brasil, porque isto ocorreu? Porque não adianta Deus nos dá todas essas regalias e termos péssimos governantes. O apagão ocorreu não por falta de produção de energia, mas por falta de rede adequada de distribuição. Sobrava energia aqui no sul, especificamente no Paraná, com as hidroelétricas já instaladas e principalmente a Itaipu, que durante aquele período tinha que manter as comportas abertas, pois sobrava água no reservatório.
Ouvi esta semana que o governo está tomando uma atitude e liberando verbas para melhorar e aumentar as linhas de transmissões de energia elétrica em todo o Brasil. Achei isto uma boa notícia, pois somente com energia disponível é que poderemos crescer economicamente. Indústrias poderão se instalar em lugares mais convenientes para cada setor.
Acho que deveríamos também desenvolver uma política ambientalista mais consciente e responsável, deixando de lado certas teorias bobas, potencializadas por poucos tolos manipulados por interesses escusos de estrangeiros. Ainda temos muito potencial hidroelétrico a ser explorado. Em todo o território nacional existem condições de serem instaladas pequenas usinas hidroelétricas, que poderiam ser usadas por indústrias locais ou a energia delas disponibilizadas na rede. As outras fontes de energias também poderiam ser melhor exploradas. Basta apenas vontade política, iniciativa e disponibilização de recursos financeiros para tal.

A camada de ozônio e os eletrodomésticos

As preocupações com as mudanças climáticas, aquecimento global e outras, relacionadas ao nosso planeta, têm levado às mudanças de comportamentos das pessoas, do comércio e das indústrias.
Uma dessas mudanças, já adotadas aqui no Brasil, é a alteração do gás freon, que se utilizava em refrigeradores, por outros tipos de fluidos refrigerantes, que não sejam prejudiciais às camadas de ozônio da nossa atmosfera.
Mas você sabe o que é o ozônio? Ozônio é o próprio oxigênio, com a molécula constituída de três átomos, que é instável. A sua constituição estável é a molécula com apenas dois átomos. Quando duas moléculas de ozônio se desintegram, formam três moléculas de oxigênio com dois átomos, em sua constituição estável.
Quando chove de repente, naquelas famosas pancadas de verão, nos primeiros instantes que a chuva cai no chão, temos a sensação que sai do solo um cheiro parecido com poeira, por mais limpo que ele esteja. Este cheiro desaparece instantes depois. Na verdade o cheiro que percebemos é de ozônio, trazido pelas gotas de chuva da atmosfera, que ao cair no solo exala este cheiro característico, porém ele logo se desintegra, formando moléculas de oxigênio estáveis.
A camada de ozônio se forma na atmosfera pelas condições de pressão, temperatura e outras razões, sendo responsável pela filtração dos raios solares, que se não houver esse filtro a vida aqui na terra se torna inviável.
Por isso precisamos cuidar bem do nosso planeta, senão a vida poderá desaparecer da face da terra.

A poluição e as Olimpíadas de Pequim

Os países mais ricos e também os emergentes estiveram reunidos estes dias, tentando algum acordo, principalmente para resolver os graves problemas da poluição mundial, que aflige a todos e traz grandes conseqüências.
O Brasil e alguns países até que têm se preocupados com o tema. Cada vez mais os governantes têm agido no sentido de diminuir esse problema. Os municípios tentam regulamentar as condições de esgotos e poluições, exigindo dos proprietários residenciais e das empresas instalações adequadas.
Uma reportagem esses dias me chamou a atenção. Tratava da poluição em Pequim, que afetará os atletas durante a Olimpíada de 2008. As autoridades de lá vão proibir a circulação de grande parcela dos veículos durante o evento, bem como exigir a paralisação de algumas grandes indústrias poluidoras. Isso trará grandes transtornos para eles e muito pouco irá resolver, pois terminado o evento tudo voltará a ser como antes.
O planeta necessita de mais força de vontade, principalmente dos países mais ricos, que não querem alterar suas economias e ainda culpam e exigem dos mais pobres medidas drásticas demais.

O Greenpeace e a luta pela preservação do planeta terra

O Greenpeace é uma ONG ( organização não-governamental ) com sede em Amsterdão (Holanda do Norte, Países Baixos) e escritórios espalhados por quarenta e um países. A organização foi criada em 1971 no Canadá por imigrantes americanos. Entre os primeiros ativistas que ajudaram a fundar a organização na década de 1970 havia pessoas com estilo de vida hippie e membros de comunidades quakers americanas, que migraram para o Canadá por não concordarem com a guerra do Vietnã. Entre eles o nome mais destacado é Robert (Bob) Hunter, falecido em maio de 2005.
A organização atua internacionalmente com campanhas, protestos e ações que procuram atrair a atenção da mídia para assuntos urgentes e assim confrontar e constranger os que promovem agressões ao meio ambiente em questões principalmente relacionadas à preservação do meio ambiente e outros temas bastante polêmicos relacionados com a vida na terra, como desmatamento, poluição, clima, nuclear, oceanos, genética, substâncias tóxicas, energias renováveis e outros.
É financiada com dinheiro, equipamentos e bens materiais de pessoas físicas apenas, não aceitando recursos de governos ou empresas. Tem atualmente cerca de três milhões de colaboradores em todo o mundo, com aproximadamente quarenta mil só no Brasil.
O Greenpeace tem feito atuações muito importantes, principalmente impedindo testes nucleares em várias regiões do mundo, a caça á baleia e outros animais. No Brasil eles têm lutado muito para impedir o desmatamento da região amazônica.

O aquecimento global, desmatamento e retirada da madeira do Brasil ilegalmente para EUA e Europa. A atuação do Green Peace

O mundo todo está mobilizado com o tema “aquecimento global”. Consideram como um dos maiores vilões o desrespeito do ser humano com a natureza em vários sentidos, principalmente pelo desmatamento desenfreado das principais florestas. Na Europa e outros continentes isso já ocorreu há anos atrás e agora essa ganância veio para o Brasil. O mundo todo reclama do desmatamento da região amazônica e culpam os brasileiros, mas não dizem que a maior parte da madeira retirada, de uma forma ou de outra, está sendo transportada para fora, principalmente para os EUA e Europa, sem controle e algumas vezes clandestinamente. São portanto mais responsáveis que nós brasileiros e nos culpam com segundas intenções, provavelmente para nos tomarem a região e dela sugarem outros recursos, principalmente minerais.
O presidente Lula ano passado até pronunciou umas bravatas, como é de seu estilo, dizendo que esse tão proclamado desmatamento não existia. Logo foi desmentido por órgãos do seu próprio governo e teve que tomar algumas medidas, ainda muito fracas.
O desmatamento da região continua, com pouco controle por parte do nosso governo e também dos países que recebem, pois para eles parece suficiente reclamar do Brasil.
No último dia 17.03.2008, militantes do Greenpeace interceptaram o “Galina III”, um cargueiro com bandeira de Malta que transportava cerca de 6 mil toneladas de madeira, a poucas milhas do porto de Caen-Ouistreham, oeste da França, com o objetivo de impedir o descarregamento da madeira em portos da Europa, exigindo que o governo brasileiro enviasse certificados que comprovassem que a madeira foi cortada legalmente.
Essa atitude ajuda um pouco, mas muita outra coisa tem que ser feita ou o planeta não terá retorno.