Category Archives: História

Tombamentos históricos enchem as cidades de casarões antigos, causando problemas

Manter construções antigas nos centros urbanos, como preservação da história, pode não ser uma atitude muito boa e nem muito correta.

Se analisarmos sob outra ótica, encontraremos explicações para demolirmos quase todas elas. Primeiro é que elas ocupam localizações nobres e estratégicas, onde houveram grandes investimentos públicos em transporte coletivo, energia, saneamento, comunicação, escolas públicas, entre tantos outros. Em seu lugar poderiam ser edificados prédios modernos, com melhor aproveitamento do espaço, não sendo necessário o poder público investir tudo novamente para ampliar a cidade.

Outro aspecto interessante é o da segurança. Estas construções normalmente ficam abandonadas, sem investimento por parte dos proprietários, pois são impedidos pelas leis de modifica-los, tornando-se locais habitados por malandros, mendigos e usuários de drogas.
Outros imóveis são habitados, mas também não recebem investimentos em reformas, tornando-se perigosos, pois podem desabar ou até mesmo se tornarem vulneráveis a incêndios, uma vez que suas instalações são antigas.
Muitos desses tornam-se criadores de ratos, baratas e insetos, que irão proliferar doenças, como o mosquito da dengue.
Conservar construções antigas pode deixar uma cidade muito feia e sem higiene. Muitas vezes é preferível o conceito da modernidade ao do histórico.

A cultura árabe no Brasil

O Brasil realmente abriga todas as raças e todas as culturas. Aqui árabes e judeus convivem lado a lado sem problemas.
Aqui todas as culturas podem se manifestar e são muito prestigiadas. Italianos e alemães têm suas festas tradicionais, principalmente na região sul, para onde vieram os imigrantes séculos atrás.
Os turcos e árabes também vieram para o Brasil séculos atrás e se enraizaram por aqui, enriquecendo nossa cultura, na culinária, língua, costumes, danças e tanto outros ramos.
Bares e casas noturnas fazem sucesso em grandes cidades, com a apresentação da tradicional e sensual dança do ventre. Não tem quem não goste e não aprecie esta tão importante manifestação da cultura árabe.
É só ir a um lugar que tenha esta apresentação e ver os marmanjos se babando!

Halloween, dia da bruxas e o dia dos finados

Uma festa pagâ que começou a dois mil anos atrás, quando os povos Celtas comemoravam o fim do verão, o início do ano novo e as fartas colheitas. Sua comemoração original chamava-se Samhain, também conhecida como o Dia das Almas, pois acreditava-se que na noite de 31 de outubro acontecia o encontro entre o mundo espiritual e material. Lendas e contos revelam que os mortos no ano anterior regressam e se encarnam nos vivos para dar uma voltinha pelo mundo terreno. Na idade média a igreja católica hostilizou e condenou essa festa, chamando de “festa das bruxas”, tendo mandado muitos para a fogueira. A Igreja cristianizou a festa, criando o Dia de Finados (2 de novembro), com o objetivo de diminuir as influências pagãs na Europa Medieval.
No mundo moderno, o Halloween surgiu no século XIX, quando irlandeses implantaram a festa nos Estados Unidos. A data virou uma tradicional festa infantil na qual crianças se fantasiam e pedem doces de casa em casa, dizendo tricks or treats – travessuras ou gostosuras.
No Brasil a comemoração desta data é recente. Chegou ao nosso país através da grande influência da cultura americana, vinda pela televisão e pelos cursos de língua inglesa, que valorizam e comemoram esta data com seus alunos, como forma de vivenciar com os estudantes a cultura norte-americana. Alguns discordam desta comemoração e acham que deveríamos incluir temas nacionais, como o Saci.

Fusca, um carro que virou paixão para muitos

Quem ainda não possuiu ou dirigiu um fusca? Um carro que se popularizou pelo mundo todo, mas aqui no Brasil ele teve um papel muito importante. Um carro leve, mecânica fácil, econômico para sua época, versátil, pois servia tanto para passeio como para trabalho, que não rejeitava as estradas ruins, com barros ou buracos.
Já foi o principal carro das frotas das empresas. As empresas que tinham grandes equipes de vendas possuíam muitos deles. Conheço um empresário do ramo de transportes, que possui uma das maiores frotas de ônibus e caminhões do nosso país e também uma grande empresa de táxi aéreo, com muitos aviões, mas seu carro de uso diário é um fusca. Ele já possuiu uma das maiores frotas de fuscas do Paraná, com mais de 300 deles.
Ainda vai demorar para esse carro ser visto apenas em museus, mas já está deixando muitas saudades.
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Dercy Gonçalves – uma figura impar

Uma personagem ímpar nos deixou esse mês de julho de 2008. morreu a Dercy Gonçalves. Com seus cento e poucos anos, pois uns dizem ser 101 e ela afirmava ser 103 anos.
Parecida com ela acredito que nunca mais teremos. Com energia até esta idade acho que não mesmo. Não vou dizer que ela morreu com plena lucidez, pois isso é coisa que nos confunde no caso dela. Se fosse outra pessoa, diriam que não estava mais lúcida, por falar tantas palavrões, mas como isso sempre foi sua marca registrada, não se sabe se isso era lucidez ou já lhe faltara há muitos anos.
Foi autêntica e muito contribuiu à classe artística brasileira. Muitos políticos também devem estar refletindo sobre seus comentários e depoimentos, sempre contundentes e puros.
Que Deus o tenha, grande Dercy.

DKW – VEMAG – um carro antigo que dá saudades

Os saudosistas do automobilismo devem se lembrar quando eram vistos pelas ruas do Brasil aqueles carros simpáticos, com ronco peculiar, devido seu motor de dois tempos, os DKW – VEMAG.
A DKW é uma marca histórica de automóveis e de motocicletas, associada em todo o mundo a motores com ciclo de dois tempos, que teve seus automóveis fabricados sob licença no Brasil pela Vemag entre 1958 e 1967. A DKW foi uma fábrica alemã fundada em 1916 pelo engenheiro dinamarquês Jørgen Skafte Rasmussen
A sigla DKW significava inicialmente “Dampf Kraft Wagen”, carro de força a vapor, já que os primeiros produtos oferecidos pela empresa foram pequenos motores a vapor. Com o tempo, a empresa passou a oferecer motores a gasolina com ciclo de dois tempos, mas a denominação DKW foi mantida.
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Paletó e gravata, a moda que parece não acabar

Estamos habituados a ver as pessoas de paletó e gravata. Isto nos parece tão normal que nem nos damos conta que é uma simples moda. Moda que já vem de muitíssimos anos e parece que não vai terminar logo. Em qualquer cerimônia ou ato público importante a opinião pública torna obrigatório o seu uso. Quem não se apresenta assim vestido dá a impressão de pobreza ou relaxo.
Se observarmos de maneira mais crítica até achamos muito estranho e esquisito, principalmente a gravata, que não tem outra utilidade senão a de adorno, ao contrário do paletó que ainda serve como agasalho.
Talvez um dia, com o passar dos anos, as pessoas ainda venham a rir desta moda, como hoje fazemos quando vemos alguma foto antiga de nossos avos e bisavós, usando aqueles relógios de bolso com correntinhas.

Óculos uma grande invensão

Quantas coisas são inventadas todos os dias, umas de grande utilidade e outras nem tanto.
Estive refletindo sobre o quanto importante foi a invenção deste tão antigo equipamento, o óculos.
Já se passaram alguns séculos e este instrumento continua presente em nossas vidas. Basta sairmos por aí e veremos quantas pessoas circulam com ele por todos os lugares. Sem falar na sua variante, os óculos escuros e protetores de sol, que muitas vezes funcionam mais como adornos que verdadeiramente protores.

FNM, o caminhão que já foi o Rei da estrada

Quando viajamos pelas rodovias brasileiras hoje em dia, vemos caminhões de todos os tipos, marcas e tamanhos. Já não sabemos mais qual é o rei da estrada.
Há uns 40 anos atrás era possível se saber quem dominava as estradas. Eram os caminhões FNM, cor verde e cabine grande. Quem os dirigia se orgulhava e era alvo de admiração das pessoas. Depois vieram o Scânia, o Mercedes Benz e o Volvo, que deixaram o FNM na saudade.
Ainda hoje se vê nas estradas, raramente, algumas dessas relíquias do passado. São verdadeiras sucatas hoje, mas já foram os reis das estradas brasileiras.

Calói e Monark as bicicletas que fizeram sucesso no Brasil

Há uns 40 anos atrás, quando eu ainda era criança e vivia no interior, era normal se ver em frente às igrejas, aos domingos, muitos cavalos amarrados e também muitas bicicletas, além de carroças de dois cavalos. Esses eram os meios de transporte dos sitiantes, para irem à missa dominical.
Mas os jovens queriam ter a sua bicicleta,. Era sinal de independência. Eles as incrementavam de maneira muito curiosa, com borrachas de câmaras de bicicletas com pinturas, chamadas pára-barros, normalmente de paisagens que tinham montanhas e rios; com faróis alimentados por dínamos que eram acoplados às rodas; com buzinas acionadas pelas mãos que comprimiam uma câmara sanfonada; com espelhos e tiras coloridas no guidão e uns exagerados fixavam no guidão flores de plástico, normalmente uma rosa.
Duas marcas disputavam o mercado de bicicletas naqueles tempos, a Monark e a Calói. A dominante era a Monark, preferida de todos, pela sua mecânica mais resistente e de fácil manutenção. A Calói era a marca que estava iniciando no mercado e com uma propaganda agressiva.
Este mês ouvi no noticiário de uma emissora de rádio que a marca Monark estava encerrando suas atividades. Ela foi, sem dúvida uma das marcas de bicicleta que deixou saudades nas pessoas com mais de 40 anos.