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Halloween, dia da bruxas e o dia dos finados

Uma festa pagâ que começou a dois mil anos atrás, quando os povos Celtas comemoravam o fim do verão, o início do ano novo e as fartas colheitas. Sua comemoração original chamava-se Samhain, também conhecida como o Dia das Almas, pois acreditava-se que na noite de 31 de outubro acontecia o encontro entre o mundo espiritual e material. Lendas e contos revelam que os mortos no ano anterior regressam e se encarnam nos vivos para dar uma voltinha pelo mundo terreno. Na idade média a igreja católica hostilizou e condenou essa festa, chamando de “festa das bruxas”, tendo mandado muitos para a fogueira. A Igreja cristianizou a festa, criando o Dia de Finados (2 de novembro), com o objetivo de diminuir as influências pagãs na Europa Medieval.
No mundo moderno, o Halloween surgiu no século XIX, quando irlandeses implantaram a festa nos Estados Unidos. A data virou uma tradicional festa infantil na qual crianças se fantasiam e pedem doces de casa em casa, dizendo tricks or treats – travessuras ou gostosuras.
No Brasil a comemoração desta data é recente. Chegou ao nosso país através da grande influência da cultura americana, vinda pela televisão e pelos cursos de língua inglesa, que valorizam e comemoram esta data com seus alunos, como forma de vivenciar com os estudantes a cultura norte-americana. Alguns discordam desta comemoração e acham que deveríamos incluir temas nacionais, como o Saci.

O Santuário de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil

Todos os anos milhares de peregrinos se deslocam até Aparecida do Norte no Estado de São Paulo para demonstrar sua fé. Alguns o fazem todos os anos em cumprimento a alguma promessa por graça recebida, outros pagam a promessa com uma só viagem e há os que são movidos pela curiosidade e emoção de pelo menos uma vez na vida visitar esse santuário nacional.
Ela é realmente a nossa Mãe Protetora e invocá-la é sempre certeza de ter a graça recebida. É considerada a protetora dos peões de rodeios, que a consagram com muita devoção.
Caminhoneiro que se preza viaja com uma imagem dela balançando em sua cabine.
Todos os anos, no dia 12 de outubro, uma grande festa reúne milhares de peregrinos neste santuário.
Mas nem tudo é só festa. O comércio que toma conta de lá também é coisa assustadora e um grande desrespeito à fé das pessoas.

As culturas afro-brasileiras e indígenas nas escolas

A cultura brasileira é formada por uma somatória de várias outras. Muitos povos vieram para o Brasil em séculos passados e ainda continuam vindo, formando diferentes costumes e tradições. Apesar da vasta área do nosso território, estas culturas vivem pacificamente e em harmonia. É interessante a diferença que há entre o gaúcho e o nordestino.
Mas duas culturas estão presentes em todas as outras, a indígena e a africana. Uma por serem os habitantes originais desta terra e outra porque para cá foi trazida à força na condição de escravos. Estas duas culturas influenciaram as que para cá vieram com suas culinárias, músicas, crendices, religiosidades, linguagem, costumes e muito mais.
Porém muitas escolas brasileiras não dão a devida importância e pouco ensinam a seus alunos sobre elas. Para corrigir isso, esta semana o Presidente Lula assinou uma lei que obriga todas as escolas de ensino fundamental e médio do país, públicas e particulares, incluir no conteúdo das aulas de história, educação artística e outras disciplinas, ensinamentos sobre as culturas afro-brasileiras e indígenas.
Acho que isso foi uma atitude muito correta por parte do nosso presidente.

Halloween – 31 de outubro o dia das bruxas.

Surgiu há dois mil anos quando povos celtas festejavam o fim do verão, o início do Ano-novo e as fartas colheitas. Sua comemoração original chamava-se Samhain, também conhecida como o Dia das Almas, pois acreditava-se que na noite de 31 de outubro acontecia o encontro entre o mundo espiritual e material. Lendas e contos revelam que os mortos no ano anterior regressam e se encarnam nos vivos para dar uma voltinha pelo mundo terreno.
Foi condenada na Europa durante a Idade Média, por ser uma festa pagã, quando passou a ser chamada de Dia das Bruxas. Aqueles que comemoravam esta data eram perseguidos e condenados à fogueira pela Inquisição. A Igreja cristianizou a festa, criando o Dia de Finados (2 de novembro), com o objetivo de diminuir as influências pagãs na Europa Medieval.
Por estar relacionada à morte, resgata elementos e figuras assustadoras, como fantasmas, bruxas, zumbis, caveiras, monstros, gatos negros e até personagens como Drácula e Frankestein. Atualmente ganharam um grande reforço, o Harry Potter.
No mundo moderno, o Halloween surgiu no século XIX, quando irlandeses implantaram a festa nos Estados Unidos. A data virou uma tradicional festa infantil na qual crianças se fantasiam e pedem doces de casa em casa, dizendo tricks or treats – travessuras ou gostosuras.
O dia 31 de outubro é feriado nos Estados Unidos e o comércio registra alto volume de vendas, superior somente ao da época de Natal.
No Brasil a comemoração desta data é recente. Chegou ao nosso país através da grande influência da cultura americana, vinda pela televisão e pelos cursos de língua inglesa, que valorizam e comemoram esta data com seus alunos, como forma de vivenciar com os estudantes a cultura norte-americana.
Alguns brasileiros acham que esta data nada tem a ver com nossa cultura e argumentam que o Brasil tem um rico folclore que deveria ser mais valorizado e para tanto foi criado pelo governo, em 2005, o Dia do Saci, comemorado também em 31 de outubro.

A origem das comemorações das festas de natal.

Quando chegamos ao final do ano todos ficamos acometidos de um astral diferente. Uns comemoram se o ano foi bom, outros comemoram o fim de tempos ruiins. Até os legisladores aqui no Brasil entraram nesse clima e há muitos anos criaram uma verba extra, o chamado décimo terceiro salário, para que os trabalhadores aumentassem ainda mais esse clima e irrigassem o comércio com compras. São as festas natalinas e do primeiro dia do ano novo.
Nesse período a população, independente de seu credo religioso, fica tomada de uma certa magia, onde predomina o espírito de solidariedade, de bondade, de paz. Ambientes são decorados e músicas especialmente feitas para a data contagiam todos os lugares.
Não se sabe a data precisa do nascimento de Jesus. Os primeiros cristãos não celebravam Seu nascimento porque consideravam a comemoração de aniversário um costume pagão. Foi a Igreja de Roma a pioneira na adoção e institucionalização da celebração do Natal em 25 de dezembro, ainda no século IV. Historiadores dizem que estas festas realmente surgiram muito antes do nascimento de Jesus Cristo.
A Mesopotâmea, chamada de mãe da civilização, inspirou a cultura de muitos povos, como os gregos, que englobaram as raízes do festival, celebrando a luta de Zeus contra o titã Cronos. O Natal é uma adaptação católica de antigas festas pagãs. Estas festas eram promovidas por culturas ancestrais para comemorar o solstício de inverno e trazer boa sorte na agricultura. O solstício de inverno é a noite mais longa do hemisfério norte, e acontece no final de dezembro. Depois do solstício, o sol vai gradativamente aumentando seu tempo de exposição no céu. A celebração do solstício é atribuída a épocas anteriores ao nascimento de Cristo. Na antiguidade, significava uma virada das sombras para a luz – o renascimento do sol. O costume foi adotado pelos gregos e, logo em seguida, pelos romanos, que perpetuaram a tradição através das Saturnálias ( homenagem ao Deus Saturno ), realizadas entre os dias 17 de dezembro e 1º de janeiro. Os persas, por sua vez, comemoravam, neste período, o nascimento de Mitra, Deus do Sol. Os persas acreditavam que um pequeno sol nascia sobre a forma de um bebê, comemorando em 25 de dezembro o Dia do Nascimento do Sol Invicto. Grandes jantares e árvores verdes ornamentadas enfeitavam átrios para espantar os maus espíritos da escuridão, e presentes de bom agouro eram ofertados aos amigos.
Até os primeiros três séculos da era cristã, a humanidade não celebrava o Natal como conhecemos hoje. Foi preciso que o Império Romano adotasse o cristianismo como religião oficial, no século IV. A partir desse momento, a Igreja passou a conferir significados católicos para as tradições e os simbolismos pagãos. Foi a apropriação destes cultos, sobretudo o de Mitra, que acabou gerando o nosso Natal, com a data de nascimento de Cristo sendo celebrada no dia 25 de dezembro. Como Baal e Mitra já eram conhecidos dos romanos, Aureliano (2127-275 d.C.), imperador de Roma, estabeleceu, no ano de 273 d.C. , o dia do nascimento do Sol em 25 de dezembro – “Natalis Solis Invicti” – que significa: “nascimento do Sol invencível. Logo após surgiu Constantino (317-337 d.C.), imperador de Roma, que para ter o apoio dos cristãos, que já eram em grande número no império romano, decretou o Édito de Milão em 313, dando liberdade de culto aos cristãos e trocando, dessa forma, a perseguição pela tolerância tão desejada. Os cristãos, antes cruelmente perseguidos, agora, receberam do imperador a liberdade de culto, e passaram a enfrentar um novo problema: a interferência do Estado na Igreja. Constantino comprou os sacerdotes romanos, conseguiu aliciar, e de fato, governou a igreja de Roma, e introduziu nela os ritos pagãos.
Como adorador do Sol, não resta dúvida a sua influência. Ele fez do dia 25 de dezembro uma festa cristã, para que se celebrasse o nascimento de Cristo. Ele fez da festa de Mitra, Baal, Osíris, Apolo, e outros deuses abomináveis, a festa do nascimento de Cristo.
Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280d.C. O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas. São Nicolau é um santo especialmente querido pelos cristãos ortodoxos e, em particular, pelos russos. São Nicolau, quando jovem, viajava muito, chegou a conhecer a Palestina e Egipto. Por onde passava ficava na memória das pessoas devido a sua bondade e o costume de dar presentes às crianças necessitadas. A devoção por S. Nicolau estendeu-se para todas as regiões da Europa, tornando-o o padroeiro da Rússia e da Grécia, das associações de caridade, das crianças, marinheiros, garotas solteiras, comerciantes, penhoristas, e também de algumas cidades como Friburgo e Moscou. A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos ganhou o nome de Santa Claus, no Brasil de Papai Noel e em Portugal de Pai Natal. Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom. Porém, em 1881, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o bom velhinho com uma roupa, também de inverno, nas cores vermelha e branca (as cores do refrigerante) e com um gorro vermelho com pompom branco. A campanha publicitária fez um grande sucesso e a nova imagem do Papai Noel espalhou-se rapidamente pelo mundo.
Como os cultos pagãos estão ligados às estações do ano, conseqüentemente deram origem ao culto solar. Porém, as estações do ano estão ligadas também ao ciclo do florescimento da vegetação . Surgiu, assim, a adoração à plantas, particularmente à árvores. E para dar sentido à esta adoração, os pagãos associaram os seus deuses às respectivas árvores. A tradição da árvore de Natal surgiu na Alemanha, no século XVI. As famílias germânicas enfeitavam suas árvores com papel colorido, frutas e doces. Somente no século XIX, com a vinda dos imigrantes à América, é que o costume espalhou-se pelo mundo.
O presépio também representa uma importante decoração natalina. Ele mostra o cenário do nascimento de Jesus, ou seja, uma manjedoura, os animais, os reis Magos e os pais do menino. Esta tradição de montar presépios teve início com São Francisco de Assis, no século XIII.
No Brasil a maioria das cidades enfeitam as ruas, as praças e fazem verdadeiras promoções junto a população para que enfeitem os estabelecimentos comerciais, os shoppings, as casas, criando até premiações para isso, com o intuito de promover as vendas e até trazer pessoas de outras localidades, promovendo desta forma o turismo de final de ano.
Uma das mais famosas é no sul do Brasil. No início do verão, de novembro a janeiro, a decoração natalina enche as ruas de cores e de brilho na Serra Gaúcha. É marcada com as festas Natal Luz em Gramado e Sonhos de Natal em Canela. As cidades se preparam para o Natal enfeitando residências, praças e prédios públicos, num espetáculo maravilhoso e único no Brasil.
Feliz Natal em 25 idiomas
Alemanha – Fröhliche Weihnachten
Bélgica – Zalige Kertfeest
Brasil – Feliz Natal
Bulgária – Tchestito Rojdestvo Hristovo, Tchestita Koleda
China – Sheng Tan Kuai Loh (mandarim)
Croácia – Sretan Bozic
Dinamarca – Glaedelig Jul
Eslovênia – Srecen Bozic
Espanha – Felices Pascuas, Feliz Navidad
Estados Unidos da América – Merry Christmas
Finlândia – Hauskaa Joulua
França – Joyeux Noel
Grécia – Eftihismena Christougenna
Holanda – Hartelijke Kerstroeten
Inglaterra – Happy Christmas
Irlanda – Nodlig mhaith chugnat
Itália – Buon Natale
México – Feliz Navidad
Noruega – Gledelig Jul
País de Gales – Nadolig Llawen
Polônia – Boze Narodzenie
Portugal – Feliz Natal
Roménia – Sarbatori vesele
Rússia – Hristos Razdajetsja
Suécia – God Jul

Histórias do Monge João Maria da Lapa

Entre fins do século XIX e a primeira década do XX, o campo brasileiro viu-se sacudido por alguns movimentos populares. De norte a sul surgiram manifestações de cunho religioso, como se o país despertasse de uma enorme letargia.
Conselheiros no nordeste brasileiro (como Antônio Conselheiro, de Canudos, na Bahia) e monges nos sertões meridionais, vários personagens cruzavam os campos de lado a lado, medicando e aconselhando os caboclos, granjeando fama de milagrosos e poderosos. No interior do Paraná, uma figura que aparecia envolta em mistério, antes e durante os conflitos pela posse da terra na região sul do estado, na divisa contestada por Santa Catarina, foi um andarilho conhecido como o Monge da Lapa.
Na verdade, foram três os monges que freqüentaram a região, em momentos críticos da história de nosso país.
O primeiro surgiu em meados do século XIX, na década de 40, pouco depois das revoltas liberais que sacudiram o Brasil e pouco antes do término da Guerra dos Farrapos. O segundo marcou sua presença nos anos próximos à abolição da escravidão e do advento da República; em meio à Revolução Federalista temos o seu primeiro registro concreto. Finalmente, José Maria, o terceiro monge, surgiu em 1912, quando a Primeira República incentivava largamente a imigração e a construção de estradas de ferro, com contratos altamente vantajosos para as construtoras.
Entre os dois primeiros existia uma forte semelhança no proceder, a ponto de serem considerados uma só pessoa. “Num dos retratos que corre como sendo do ‘santo’, estampa-se a legenda: ‘João Maria de Jesus, profeta com 188 anos’ – como que a afirmar que os dois foram um só”.
As explicações de ambos terem utilizado o mesmo nome explica-se dizendo que o povo chamava todos os monges de João Maria. Não sendo João Maria não seria monge.
Ao assumir o nome de seu predecessor, João Maria de Jesus não forçava, conforme alguns autores, impostura, mas assumia para si a memória de santidade do primeiro monge. Místico também, ele encontrava assim uma melhor forma de penetração junto às populações interioranas. A mudança do nome marca o início de uma transformação na vida.
Apesar de utilizar os dois primeiros nomes de João Maria de Agostini, nunca tomou o último nome deste, do mesmo modo que nunca afirmou ser o mesmo que percorreu os sertões em meados do século XIX. Afinal, o santo dos sertanejos não era de Agostini ou de Jesus, “… há apenas um João Maria, e não só o João Maria do Contestado, mas o querido João Maria da devoção popular”.
Várias são as lendas que permanecem na memória de moradores do interior paranaense e que acabaram por conquistar as cidades, localizando-se em diversas camadas da população, trazidas pelo êxodo rural. Muitas das localidades de Santa Catarina, apontadas a seguir, pertenciam ao território do Paraná e foram repassadas ao estado vizinho após acordo que ratificou a divisão da região contestada, à época do presidente Wenceslau Braz, em 1916.
São lendas que dizem respeito à origem dos monges, lendas sobre profecias, punições, milagres e prodígios e finalmente lendas relativas ao fim dos monges. Estas lendas confundem os monges que as praticaram ou sofreram, sendo atribuídas ao monge simplesmente. Este caráter dúbio é parte da própria estrutura das lendas.
As lendas sobre profecias são também bastante extensas, a começar de seu próprio desaparecimento, quando terminasse sua missão, no morro do Taió, hoje território de Santa Catarina. Previu o aparecimento de uma cidade no local em que estava, o que efetivamente se deu após a definição do litígio sobre a fronteira; seu nome, segundo o monge, seria Santa Cruz, e a cidade chamou-se Cruzeiro e hoje é o município de Joaçaba, SC.
Teria previsto o advento da República alguns anos antes. Previu também, no estilo dos antigos profetas, os trens “Linhas de burros pretos, de ferro, carregarão o pessoal”. Depois deles, as guerras com as derrotas sucessivas dos sertanejos e os aviões “gafanhotos de asas de ferro, e estes seriam os mais perigosos porque deitariam as cidades por terra”.
Ao ser preso na Lapa, predisse castigos dos céus e um violento temporal sobre a cidade. Em duas cidades diferentes, Hamburgo Velho (RS) e outra do Paraná, ao ser apedrejado por crianças que o tomavam por mendigo, perdoou às crianças, mas disse, serenamente, que as cidades seriam apedrejadas como ele. Em ambos os casos, dias depois, uma chuva de granizo arrasou as plantações, castigando a cidade. Tal evento teria também acontecido na Lapa.
Consta como ponto turístico a famosa gruta de João Maria no município da Lapa.
Conta-se também que podia estar em dois lugares diferentes, orando em sua gruta e ao lado de uma doente que invocava por ele. Conta-se que podia ficar invisível aos seus perseguidores, atravessar a pé sobre as águas dos rios, e que suas cruzes cresciam – não só o corpo, como também os braços – ou brotavam 40 dias após o monge tê-las levantado.
Bastões, com a “medida do monge”, fincados em cada extremo de uma fazenda protegiam o gado contra doenças. As velas, feitas na medida do palmo do monge, afugentavam os maus espíritos e acalmavam as tempestades.
Às regiões de pouca fé do povo, predisse pragas, dizendo que aqueles que quisessem salvar suas roças deveriam plantar aquilo que desse sob a terra (tubérculos) – o que realmente aconteceu em Taquara Verde, município de Porto União, SC, dizimada por gafanhotos. Predisse que a localidade de Vila Nova do Timbó, por seu povo ateu, se transformaria num porungal, ou seja, suas terras perderiam a fertilidade. O lugarejo teria realmente regredido.
João Maria teria debelado, ainda, uma epidemia de varíola em Rio Negro, afastando a peste com rezas e com 14 cruzes plantadas como Via Sacra na cidade. Ainda hoje existe uma das cruzes na cidade: chama-se cruz de Mafra.
Diz-se que podia se fazer transportar no ar ou desaparecer quando a multidão que o cercava crescia em demasia.
Diz-se também que fazia surgir olhos d’água nos lugares onde pousava. Até hoje em cidades do sul do Paraná existem muitas fontes de água, às quais se atribuem fatos milagrosos e com muita crendice popular, as chamadas “fontes de João Maria”.
Em cidades do sul do Paraná as lendas do Monge João Maria são muito divulgadas boca a boca, principalmente por pessoas de mais idade, que as ouviram de seus antepassados e as transmitem a seus descendentes, dando-lhes muita credibilidade.
É uma das mais fortes lendas envolvendo fatos e lugares do Estado do Paraná.
OBS. : TRECHOS DESSE TEXTO FORAM EXTRAÍDOS DO SITE “PARANÁ DA GENTE” DA SEEC-PR