Category Archives: Meio Ambiente

As doenças causadas pelas praias poluídas

Chegado o verão é hora de pensarmos nas férias. A maioria das famílias brasileiras aproveita as férias escolares para descanso e lazer nas praias. Mas há de se tomar alguns cuidados com a poluição das nossas praias, para que este lazer não vire dor de cabeça, principalmente para as crianças, que normalmente não tomam muitos cuidados.
Visando uma orientação aos veranistas, na maioria dos Estados brasileiros, as secretarias medem e monitoram durante o verão os índices de balneabilidade dos seus principais balneários. O índice de balneabilidade mede apenas os coliformes fecais presentes em matérias orgânicas provenientes de fezes humanas ou animais e restos vegetais decompostos. Porém, a utilização de corpos d´água poluídos como balneário pode levar a contaminação por outros microorganismos, além das bactérias como protozoários e vírus. Dessa forma, a utilização das bactérias fecais (coliformes fecais) como indicador de poluição marinha remete a possibilidade de presença de outros micro-organismos nocivos à saúde, que podem causar doenças para os que têm contato com água durante a recreação.
Segue abaixo um resumo das principais doenças possíveis em balneários poluídos.
• Gastrenterite – é a doença que ocorre com mais freqüência como resultado da ingestão de águas poluídas por esgoto, sendo os sintomas os enjôos e vômitos, dores de barriga e dores de cabeça. Normalmente não chegam a representar muita gravidade;
• Irritações e infecções – podem ocorrer nos olhos, ouvidos, narizes e garganta como resultados da recreação em águas poluídas. Assim como as gastrenterites as infecções de outras partes do corpo em contato com a água podem ser de leve, moderada ou forte intensidade; levando a prejuízos temporários ou perenes destes órgãos.
• Cólera, disenteria, esquistossomose, hepatite A e febre tifóide – podem ser adquiridas através do contato ou ingestão de águas poluídas.
• Contato com algas tóxicas – pode causar diversos tipos de doenças variando de doenças menos graves como irritações e alergias até problemas de saúde mais graves, afetando o sistema digestivo, causando seqüelas neurológicas e doenças respiratórias.
• Resíduos industriais tóxicos – podem causar intoxicações com pequenas dores de cabeça até a morte;

Os projetos arquitetônicos estão mudando para atender as necessidades e problemas atuais

As construções antigas possuíam pé direito alto, salas espaçosas, portas e janelas grandes. Isto as tornavam mais iluminadas e arejadas. É claro que nos dias de hoje isto é praticamente inviável.
Para atender as condições atuais, os projetos arquitetônicos têm feito de tudo. Utilizam todos os recursos tecnológicos disponíveis. Projetos arrojados, com a maioria das paredes em vidro, dão mais claridade ao ambiente. Buscam mais ventilação natural também.
Mas nem sempre é possível a ventilação natural. O ar condicionado é usado na maioria das construções, porém seu custo é alto e seu uso bastante questionado pelos problemas que tem trazido à saúde humana.
Achei muito interessante uma reportagem de uma emissora de TV esta semana. Tratava sobre pesquisas que estão sendo realizadas em uma faculdade sobre novos projetos para ar condicionados, onde a troca de calor no ambiente é feita por água que circula em tubulações e desta forma sendo mais controlável o grau de umidade do ar. Outro projeto muda a maneira de insuflar o ar, que dispõem os dutos no assoalho e não mais no teto ou paredes, fazendo com que desta maneira o ar possa ser insuflado em temperatura mais próxima da ideal, economizando energia.
Já se fala muito também sobre projetos que aproveitam a água de lavatórios e chuveiros para as descargas dos sanitários. Projetos que captam a água das chuvas e armazenam em cisternas, para ser utilizada para descargas sanitárias, lavar calçadas, regar jardim e outras utilizações, atendendo desta forma a dois importantes interesses, a economia de água tratada e ao mesmo tempo evitando que esta água das chuvas, que devido a pavimentação da maioria da área urbana não é absorvida pelo solo, causem enchentes.
Novas idéias vão surgindo e vão se incorporando aos projetos, refletindo as necessidades e os problemas de uma época

O perigo do apagão elétrico no Brasil ainda existe?

O Brasil é um dos poucos países do mundo privilegiados quanto à energia. A nossa matriz energética é fundamentalmente de hidroelétricas, mas temos muita área ensolarada, para aproveitar a energia solar; muita área de bons ventos, para aproveitar a energia eólica; muita costa marítima com fortes ondas, que também poderão ser aproveitadas para geração de energia; muita área propícia para plantação de cana, para produzir etanol; com tantas usinas de fabricação de etanol também é possível utilizar o bagaço da cana para geração de energia, através da sua queima em caldeiras e ainda temos muito petróleo também.
Porém há alguns anos atrás, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, o povo brasileiro foi surpreendido com o chamado “apagão elétrico”. Mas com tantas hidroelétricas e tanta energia elétrica no Brasil, porque isto ocorreu? Porque não adianta Deus nos dá todas essas regalias e termos péssimos governantes. O apagão ocorreu não por falta de produção de energia, mas por falta de rede adequada de distribuição. Sobrava energia aqui no sul, especificamente no Paraná, com as hidroelétricas já instaladas e principalmente a Itaipu, que durante aquele período tinha que manter as comportas abertas, pois sobrava água no reservatório.
Ouvi esta semana que o governo está tomando uma atitude e liberando verbas para melhorar e aumentar as linhas de transmissões de energia elétrica em todo o Brasil. Achei isto uma boa notícia, pois somente com energia disponível é que poderemos crescer economicamente. Indústrias poderão se instalar em lugares mais convenientes para cada setor.
Acho que deveríamos também desenvolver uma política ambientalista mais consciente e responsável, deixando de lado certas teorias bobas, potencializadas por poucos tolos manipulados por interesses escusos de estrangeiros. Ainda temos muito potencial hidroelétrico a ser explorado. Em todo o território nacional existem condições de serem instaladas pequenas usinas hidroelétricas, que poderiam ser usadas por indústrias locais ou a energia delas disponibilizadas na rede. As outras fontes de energias também poderiam ser melhor exploradas. Basta apenas vontade política, iniciativa e disponibilização de recursos financeiros para tal.

A camada de ozônio e os eletrodomésticos

As preocupações com as mudanças climáticas, aquecimento global e outras, relacionadas ao nosso planeta, têm levado às mudanças de comportamentos das pessoas, do comércio e das indústrias.
Uma dessas mudanças, já adotadas aqui no Brasil, é a alteração do gás freon, que se utilizava em refrigeradores, por outros tipos de fluidos refrigerantes, que não sejam prejudiciais às camadas de ozônio da nossa atmosfera.
Mas você sabe o que é o ozônio? Ozônio é o próprio oxigênio, com a molécula constituída de três átomos, que é instável. A sua constituição estável é a molécula com apenas dois átomos. Quando duas moléculas de ozônio se desintegram, formam três moléculas de oxigênio com dois átomos, em sua constituição estável.
Quando chove de repente, naquelas famosas pancadas de verão, nos primeiros instantes que a chuva cai no chão, temos a sensação que sai do solo um cheiro parecido com poeira, por mais limpo que ele esteja. Este cheiro desaparece instantes depois. Na verdade o cheiro que percebemos é de ozônio, trazido pelas gotas de chuva da atmosfera, que ao cair no solo exala este cheiro característico, porém ele logo se desintegra, formando moléculas de oxigênio estáveis.
A camada de ozônio se forma na atmosfera pelas condições de pressão, temperatura e outras razões, sendo responsável pela filtração dos raios solares, que se não houver esse filtro a vida aqui na terra se torna inviável.
Por isso precisamos cuidar bem do nosso planeta, senão a vida poderá desaparecer da face da terra.

Os pesquisadores do Brasil na Antártida

O Brasil já marcou sua presença na Antártida há muitos anos com algumas expedições e uma base montada nas costas daquele continente gelado, a estação Comandante Ferraz.
Agora está enviando uma missão que irá para o interior do continente, montando seu acampamento a 2 mil Km ao sul da estação Comandante Ferraz, onde deverão ficar uns 40 dias, sob temperatura de
-35°C.
O grupo, coordenado pelo glaciologista Jefferson Cardia Simões, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), é formado por oito pesquisadores, sendo sete brasileiros e um chileno e irão perfurar o gelo para investigar as variações do clima e da química da atmosfera ao longo dos últimos 500 anos.
Boa sorte aos cientista e torcemos pelo seu sucesso, para que possam contribuir com esse seu esforço para uma vida melhor aqui na Terra.

Lâmpadas incadescentes serão proibidas na Europa a partir de 2010

Os ministros de Energia das nações da União Européia, reunidos em Luxemburgo nesse mês de outubro, aprovaram conclusões com as quais pretendem completar a legislação européia já existente sobre a matéria, que já afetava numerosos produtos como lavadoras, máquinas de lavar pratos e fornos elétricos e resolveram proibir o uso de lâmpadas incandescentes a partir de 2010 em seus países.
Entre outros objetivos, este é mais um esforço para generalizar o uso de eletrodomésticos ecologicamente corretos.

Verão, férias e turismo, hotéis, trailers e motorhomes

motorhome-foto-1.docmotorhome-foto-1.doc O final do ano está chegando. Primeiro vem aquele período de aproximação com a família, as festas de natal e ano novo. Depois vem aquele período tão necessário, de relaxamento, férias, viagens, que normalmente coincidem com o período de férias das crianças na escola.
Nem todos conseguem tirar umas férias onerosas, daquelas que se programam com antecedência, com reservas em hotéis luxuosos. Para a maioria da população, as finanças proíbem isso.
Mas há os que tem um espírito mais aventureiro e são mais liberais, que gostam de contato mais direto com a natureza. Esses procuram campings ou adquirem trailers e motorhomes.
A cultura do uso do motorhome é muito difundida na Europa, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, onde é algo popular. O problema do Brasil é a Carteira Nacional de Habilitação. Em qualquer país do mundo, com uma carteira B, de amador, você dirige motorhome. No Brasil precisa de carteira C ou D para dirigir esses veículos, e carteira E para rebocar trailer.
No Brasil, viajar de trailer e motorhomes foi moda nos anos 70 e 80, perdendo um pouco de sua força ao longo dos anos, especialmente por causa da mudança no Código Brasileiro de Trânsito, em 1997, que passou a exigir Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria E para quem quisesse rebocar um trailer.
Há motorhomes de todos os tipos, tamanhos e marcas. Tem uns mais versáteis e mais adaptados para famílias pequenas. Uns exageram até no conceito de motorhome, como o da foto abaixo.
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Salão de Automóveis de Paris 2008 em sua 77.ª edição

Abriu para a imprensa nesta quinta-feira, dia 02.10.2008, a 77.ª edição do Salão de Automóveis de Paris e para o público em geral ficará aberto do dia 04 até o dia 19 de outubro. Este ano, reunirá mais de 300 fabricantes de 23 países diferentes.
O Salão de Paris, cujo nome original é Mondial de l’Automobile, é um dos mais antigos do mundo, tendo sua primeira edição ocorrido em 1898.
O Salão de Automóveis de Paris atualmente é bienal, ocorrendo nos anos pares, fazendo revezamento com o Salão de Frankfurt da Alemanha, que ocorre nos anos ímpares.
As principais montadoras do mundo se farão presentes a esse evento, apresentando seus novos modelos, que prometem dar continuidade
ao debate iniciado no último Salão de Frankfurt em torno de fontes alternativas de energia para os automóveis, substituindo as de origens fósseis.

O uso do asfalto das estradas e estacionamentos para aproveitamento da energia solar

                          Em tempos de muita luta contra os fatores que prejudicam o meio ambiente e de grande divulgação dos efeitos do aquecimento global, são muitos os estudiosos que tomam estes temas como focos de suas pesquisas.    Toda a mídia mundial tem esses assuntos como foco principal nos últimos tempos e dessa forma envolveram não só os governantes, mas também os alunos nas escolas, os professores e toda a população, formando uma consciência coletiva sobre o assunto.    No setor automobilístico, quase todos os fabricantes já desenvolvem e até mesmo já estão com lançamentos de vendas de modelos de veículos menos poluentes e movidos com energias alternativas, trocando as de origens fósseis, oriundas do petróleo, por outras renováveis.    Os governantes também trabalham neste sentido, como é o caso do Brasil que há muitos anos já usa o etanol e agora investe pesado no biodiesel. Outros países também desenvolvem projetos de energias alternativas, como o aproveitamento dos ventos, com geradores eólicos; aproveitamento das ondas marítimas e quase todos tentam aproveitar a energia mais abundante que há na terra, que é a dos raios solares.    Essa energia já vem sendo utilizada para aquecimento de água, com os chamados aquecedores solares, instalados em residências, com painéis fabricados com esse objetivo. Alguns países europeus já possuem até estações, com painéis instalados para gerarem energia elétrica, que são transmitidas para lugares distantes destas instalações. Outros projetos, onde isso não é possível devido seu alto custo, utilizam sistemas de painéis que geram energia elétrica para o lugar da instalação somente. Isso já está sendo utilizado e desenvolvido aqui no Brasil, em lugares onde o isolamento não permite ainda levar a energia gerada pelas grandes hidroelétricas.    Mas o que me chamou a atenção foi a divulgação, feita este ano, do trabalho dos pesquisadores norte americanos Mallick, professor de engenharia civil e ambiental do Worcester Polytechnic Institute (WPI), em Massachusetts, e os outros três autores do trabalho, sobre o aproveitamento do asfalto para a geração da energia elétrica. Eles argumentam que a energia pode ser mais simples de se aproveitar que o sistema de instalar  painéis solares. Aproveitando a rede de asfaltos das estradas e de estacionamentos em shoppings, hotéis, empresas, etc, poderiam ser instaladas redes de tubulações de água e desta forma substituir os painéis.     A vantagem está na existência de grandes extensões de asfalto existentes e também que a energia acumulada durante o dia fica aquecendo a água durante a noite, ao contrário dos painéis que só aproveitam a energia solar durante o dia.     Essa energia aproveitada poderia ser utilizada não só para o aquecimento de água, mas para a geração de vapor, funcionando como uma caldeira, que acionaria turbinas para a geração de eletricidade.      Argumentam que as tubulações poderiam ser instaladas cada vez que fosse necessário fazer a recapagem das rodovias e desta forma seria cada vez mais ampliada a rede de aproveitamento desta energia. Essa idéia poderá ser melhor aproveitada se utilizada nos estacionamentos de shoppings, hotéis, supermercados e empresas, para aquecimento de água e desta forma evitaria a utilização de energia elétrica gerada em hidroelétricas e até mesmo através de energias oriundas de outras fontes de origens fósseis ( petróleo e carvão )  ou lenha, que causam desmatamentos.    Todas as iniciativas são válidas e certamente nos próximos anos novas idéias serão desenvolvidas para preservação do meio ambiente e conservação da condição de vida no planeta terra.

Carro a gás GNV e a gasogênio

Há alguns anos atrás o governo incentivou o uso de GNV para os veículos nacionais, com o objetivo de economizar gasolina e pelo fato de ser menos poluente. Concedia até facilidades para conversões em táxis. Mas com a mudança de governo na Bolívia, nosso principal fornecedor, tudo mudou e também foram instaladas muitas usinas a gás para fazer frente a um possível apagão elétrico.
O aumento do preço do metro cúbico do gás não tem incentivado as conversões, cujo investimento é alto e para viagens mais longas é um problema, pois quase não se encontram locais para reabastecer.
Há muitos anos atrás, durante a segunda guerra mundial, já se usavam carros a gás, mas eram umas verdadeiras locomotivas do asfalto e muito poluentes, inadequados para o momento atual. Andavam fazendo uma fumaceira por onde andavam, pois usavam uma tecnologia que convertia carvão em gás, eram os chamados carros a gasogênio.
Veja a figura abaixo. Tinha até co-piloto!
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