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As urnas eletrônicas no Brasil. Uma tecnologia aplicada às eleições com sucesso

O Brasil tem dado exemplo da aplicação da tecnologia nas eleições. Este ano de 2008, com eleições para prefeitos e vereadores em milhares de municípios brasileiros, vimos a eficiência e comodidade que são as urnas eletrônicas. Praticamente acabaram as filas na hora de se votar e quanto às apurações nem se fala, em poucas horas já se acabaram as ansiedades na maioria dos municípios, com os resultados sendo divulgados.
Um exemplo a ser copiado até pelos mais avançados países do mundo. Nos primeiros anos de implantação ainda houveram alguns problemas, mas agora praticamente estão extintos, com o povo já adaptado e sem saudades daqueles tempos dos papéis.
Mas ainda pairam algumas dúvidas quanto à isenção de fraudes, embora a justiça assegura que não há possibilidade de ocorrerem.
Tomara que elas não existam realmente e que os resultados apresentados sejam a verdadeira vontade da população e que os eleitos correspondam aos anseios dos que os elegeram e deixem de pensar somente em si mesmos, como temos visto até o momento.

Os debates eleitorais na TV

Ontem, 31.07.2008, tivemos os primeiros debates na TV entre os principais candidatos a prefeitos de algumas cidades brasileiras, para o pleito de 2008.
Assisti o que foi promovido para a minha cidade de Curitiba no Paraná. Aconteceu o que já era esperado. Foi decepcionante.
Acho que esses debates não ajudam muito o eleitor, pois um bom desempenho em frente às câmaras pode não significar necessariamente um bom desempenho frente à responsabilidade de um cargo, que vai influir na vida de muitos. Temos alguns exemplos disso de campanhas anteriores, onde certos candidatos arrasaram nos debates e nem sequer conseguiram se eleger, pois o povo brasileiro já está aprendendo, depois de muitos maus exemplos dos políticos.
Considero que o melhor mesmo é conceder um espaço na TV, rádio ou outro qualquer, para cada candidato em um dia diferente, onde ele possa ser perguntado sobre temas diversos e de interesse geral, para conhecermos as reais intenções dele e de seu grupo, que pretendem tomar as rédeas das administrações das nossas comunidades.

A iluminação pública. Seu benefício e o vandalismo

Quanto importante é a iluminação em uma cidade. Basta algum problema que deixe no escuro um quarteirão à noite e já vemos a importância da iluminação. Cresce a possibilidade dos assaltos às pessoas, às residências, lojas, etc.
Quando viajo, muitas vezes paro o carro só para ficar no silêncio da noite admirando o clarão formado pelas cidades à distancia. Parece que elas falam.
Da sacada do meu apartamento, no 16.º andar, a visão pega mais de 60 % da capital do Paraná, a linda cidade de Curitiba. Muitas são as madrugadas que fiquei horas admirando a cidade. Contemplando o encanto que é a eletricidade e a iluminação. É muito romântico.
Fico imaginando quanto custa a cada cidadão manter isso. Penso também na pobreza de espírito dos vândalos, que não sabem valorizar e danificam de diversas formas essa maravilha.

Congestionamentos de trânsitos nas cidades, câmaras, radares e estacionamentos regulamentados

Os recentes aumentos nas vendas de carros, anunciados com euforísmo pelo setor, trazem também um grande problema para ser resolvido.
Cada vez mais as cidades se deparam com o terrível problema de administração do trânsito. Nos horários de picos, pela manhã, meio dia e a tarde é um terror andar de carro no centro das cidades. Se há alguma obra sendo feita ou se estiver chovendo se torna pior ainda. Junto com esse problema vem o da poluição, que também aumenta cada vez mais.
Há os que dizem para se deixar os carros em casa e usar o transporte coletivo, mas isso é praticamente impossível também, pois em quase nenhuma cidade esse transporte é adequado e rápido o suficiente. O preço também não é condizente, pois quando se tem que tomar vários ônibus para se chegar a um certo lugar, que muitas vezes de carro é bem perto, além do custo desse transporte há a enorme perda de tempo. Muito terá que ser melhorado para se poder oferecer esse serviço à maioria da população.
Outro problema é onde estacionar o carro nos centros urbanos. As vias públicas já estão com as vagas esgotadas. Quase todos os municípios transformaram as poucas vagas em uma grande indústria e passaram a cobrar por esse estacionamento, mesmo sem oferecer nenhuma segurança ao usuário. Quase não há imóveis disponíveis ou adequados para se criarem os estacionamentos e quando os utilizamos são a preços insuportáveis.
As cidades se encontram tomadas pelas câmaras e radares, pois as autoridades descobriram no trânsito um grande vilão para alimentar sua ganância arrecadatória, transformando um grande tema em uma grande indústria da multa.
Muitas prefeituras já falam em implantar aqui no Brasil o pedágio urbano, com o intuito de arrecadar mais ainda, porém não propõem soluções para que o usuário substitua o carro por outro meio adequado de transporte.
Aqui no Brasil já virou mania das autoridades em aumentar impostos, criar taxas, multas e outras artimânias em vez de arrumar soluções para os problemas.

As obras nos municípios e as eleições

A cada ano de eleições para prefeitos e vereadores no Brasil vemos canteiros de obras por todas as cidades. Fica quase impossível se transitar de tantos transtornos que essas obras causam no trânsito. Nem sempre são obras eficazes ou necessárias, mas os prefeitos querem se reeleger ou ao seu indicado. Isso quando não fazem obras superfaturadas para juntar caixa para a eleição.
Porquê não fazem isso ao longo do seu mandato e só deixam para o último ano ? Isso também acontece com o nosso presidente da república, que só toma atitudes eleitoreiras, considerando o povo como uns otários. É bolsa para isso e aquilo. Está criando uma geração de vagabundos nesse país. Mas o que importa para ele não é bolsas para formar doutores, conforme declarou em público e sim para sustentar preguiçosos que lhe dão votos.
Um dia isso se acabará, mesmo que demore muito tempo !!!

Os estacionamentos regulamentados nas via públicas das cidades e os cuidadores de carros.

A cobrança pelos estacionamentos das vias públicas se tornou moda em qualquer cidade. Tudo para se arrecadar. É a ganância dos nossos governantes, que não tem criatividade nem preparo para governar e só sabem arrecadar e desperdiçar o dinheiro do povo.
Paga-se e o carro fica sujeito a roubos ou danificações. Paga-se pelo estacionamento e tem que pagar para os cuidadores, que na verdade não cuidam nada e na maioria dos casos são os agentes dos roubos e danificações.
Já ta na hora do povo se revoltar contra essa cobrança sem nenhuma responsabilidade !!!

Os terrenos baldios e o mau uso dos espaços nos centros urbanos.

Estive observando da sacada de meu apartamento, que possui uma vista de quase toda a cidade de Curitiba e isso me provocou uma grande reflexão sobre o mau uso dos espaços urbanos. Bem em frente ao prédio onde mora há vários terrenos sem construção. É uma área nobre da cidade, praticamente centro, com toda a infraestrutura. Redes de energia elétrica, telefones, água, esgoto e principamente transporte coletivo bem em frente e dos melhores, os chamados metros de superfície, com ônibus bi-articulados e com grande freqüência nas linhas, aqui chamados de “expressos”. O bairro em frente só possui casas e os edifícios só podem ter no máximo seis andares.
Considero isso um grande desperdício, pois para gerar essa infraestrutura toda foi gasto muito dinheiro dos impostos e os proprietários desses terrenos, sem nenhuma construção, ficam esperando a valorização dos mesmos, tudo a custas do imposto do povo. Esses terrenos deveriam pagar impostos bem altos, para forçar os proprietários a se desfazerem deles, para que algum empreendimento seja feito e beneficie um número bem maior de pessoas.

A dificuldade para se achar um endereço nas cidades brasileiras

Como é difícil na maioria das vezes se achar um endereço nas cidades brasileiras. As ruas por nome dificultam muito. A maioria das cidades não identificam adequadamente as ruas, usam placas pequenas, quando tem placas, ou colocadas em lugares inadequados e ilegíveis. À noite é pior ainda. A numeração nem sempre é seqüencial e sem padrão para a localização e tamanho das placas desses números.
Acho que essa história dos políticos se encarregarem de dar nome para as ruas, querendo sempre homenagear os seus chegados é o grande responsável por essa confusão toda.
A identificação deveria seguir critérios técnicos, que facilitassem para os usuários a procura de uma localidade, com identificação seqüencial correta para as ruas, preferencialmente por números e não por nomes, como são feitas em algumas cidades de certos países.

Temporada de férias e a poluição nas praias brasileiras.

Quando chega a temporada de verão há uma grande migração da população para os balneários, que multiplicam por muitas vezes o número de seus habitantes.
Daí surgem os problemas conhecidos de todos: falta de água, muito lixo nas ruas e outros grandes problemas, pois o poder público não está preparado para atender a grande demanda. Mas o maior dos problemas é o lançamento do esgoto das residências, bares, hotéis e outros, que vai direto para o mar, poluindo e tornando-o impróprio para o banho. Poucos balneários se preocupam com isso e fazem a coleta adequada e tratamento desse esgoto.
Atualmente o governo do Paraná está tentando resolver isso em seu litoral e fez uma campanha para que o esgoto não seja lançado direto para o mar e sim em rede própria para ser levado a tratamento, porém vem encontrando grande resistência de alguns, que insistem em não fazer a modificação em seus imóveis.
Acho que a população é tão responsável quanto o poder público, tanto no empenho de resolver o problema quanto no de fiscalizar seu o vizinho.

Trânsito nas grandes cidades

O uso de automóveis nos grande centros está se tornando difícil e proibitivo. O transporte coletivo ineficiente, desconfortável e caro faz o uso de bicicletas e motocicletas se intensificarem.
O transito nas grandes cidade tem sido um caos. Até alguns anos atrás se falava em trânsito caótico nos horários de picos; pela manhã, quando os horários de início das aulas coincidiam com a dos trabalhadores das indústrias e comércio; no meio dia com a saída das aulas e a hora do almoço dos trabalhadores e à tarde, quando coincide a hora de saída dos trabalhos com horários de escolas noturnas.
Muitas medidas os administradores tomaram, mas o problema cada vez se agrava mais. Algumas cidades estabeleceram horários diferenciados para as escolas, as indústrias e o comércio. Avenidas foram modificadas, estabelecendo sentidos únicos e alargamentos, onde foi possível. Passaram a cobrar para se estacionar os veículos em espaços públicos. Algumas cidades estabeleceram o rodízio por placas dos veículos, como é o caso de São Paulo, aí também para se buscar diminuir o alto índice de poluição. Melhorias no setor de transporte coletivo é reclamado em todas as cidades.
Outro motivo que agravou muito esse problema foi a facilidade para se adquirir um automóvel hoje em dia. Criaram-se os veículos populares, com cilindragem 1.0, cujo principal argumento era justamente o de ser um veículo urbano, ágil, fácil para estacionar e de menos consumo, porém não pensaram no problema futuro que estavam criando, tudo pela ganância dos lucros.
Um transporte coletivo mais eficiente e a restrição ao uso de veículos num anel central são as soluções mais comentadas no momento. Certas metrópoles já adotam o pedágio para automóveis no anel central, como Londres.
Nem todas as grandes cidades têm um transporte coletivo efetivo. Torna-se caro e difícil qualquer adaptação das avenidas para uso dos transportes coletivos, que tornam-se lentos e pouco eficientes. O sistema de metrô sob superfície é caríssimo e impeditivo para a maioria dos municípios. Já houve quem cogitasse num metrô aéreo, mas outras dificuldades surgem para sua implantação, como o alto custo e as edificações urbanas que impediria tal implantação. Em Curitiba, capital do Estado do Paraná, há alguns anos foi criado um sistema, chamado de metrô de superfície ou metrô de pneus, onde ônibus articulados e bi-articulados circulam em avenidas só para eles, com estações em tubos de acrílicos, onde ficam os cobradores, com a parada dos ônibus automática em todas as estações e o embarque e desembarque feitos por portas distintas, para facilitar o processo e diminuir o tempo. Funcionou por alguns anos, mas hoje já se encontra saturado e não muito eficiente. Esta implantação foi no ano de 1991 e envolto até hoje em muita controvérsia, pois discute-se até hoje a corrupção promovida pelo prefeito da época, que dizem que ele patenteou o projeto pelo seu escritório de arquitetura e cobrava para cada estação instalada. Recentemente um vereador do município discute o alto custo de manutenção destas estações, que encarecem os custos das passagens.
Mas nem todas as pessoas podem comprar um automóvel e os custos altos dos combustíveis, bem como essas dificuldades todas para se locomover e estacionar nos centros destas grandes cidades, está fazendo com que alguns lugares também pensem na locomoção por bicicletas e motocicletas. Mas para isso também tem que se criar as condições, como vias próprias, principalmente para as bicicletas e lugares adequados e seguros para se estacionar. Já ouvi esses dias que numa cidade da Europa isso foi implantado, com uma espécie de locação de bicicletas, ficando junto a terminais de ônibus e gerenciado pela iniciativa privada.
O uso de motocicletas aumentou muito nos últimos anos, pois mesmo com o transporte coletivo funcionando de maneira adequada ele ainda se torna caro, lento e não atende bem a todos os deslocamentos, quando se tem que mudar várias vezes de coletivo e fazer muitas vezes até o dobro de distância para o mesmo deslocamento.
Afim de economizar e fugir do transporte público, os brasileiros estão adquirindo motocicletas, que vêm se consolidando como os veículos mais populares do País.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), Paulo Shuiti Takaeuchi, a facilidade na aquisição também contribui muito para o quadro. Afirmam que nos últimos oito anos, a frota existente na região Norte do país cresceu 590%; na região Nordeste, 372%; na região Centro-Oeste, 280,3%; e na região Sudeste, 191%. Além disso, a produção destes veículos atingiu 141.208 motocicletas no mês passado, 19,8% a mais do que em junho de 2006.
Dados da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef) apontam que os brasileiros vêm financiando motocicletas para se livrar do transporte público. No primeiro trimestre deste ano, a modalidade respondeu por 51% das vendas, contra 31% dos consórcios e 18% dos pagamentos à vista.
Conforme divulgou o Diário do Comércio, periódico da Associação Comercial de São Paulo, hoje já é possível adquirir uma motocicleta por meio de financiamentos pagando cerca de R$ 5,00 por dia, o que dá pouco mais do que duas passagens de ônibus em São Paulo.