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NOKIA N 96 – A novidade da feira de telecomunicações

A corrida tecnológica não para. Os fabricantes brigam dia e noite. Quando um lança um modelo o outro já lança um mais avançado, que torna obsoleto o de concorrente.
Nesta semana, serão lançados aqui no Brasil, na feira de telecomunicações chamada Futurecom, vários modelos de aparelhos celulares com tecnologias das mais avançadas. Um deles será o celular N96, da Nokia.
O aparelho é o sucesso do N95 melhorado. É um smartphone com câmera digital de 5 megapixels, GPS integrado e outras funções que o colocam como o grande rival do iPhone, embora não possua a tela sensível ao toque. A câmera continua tendo lentes Carl Zeiss (marca conceituada no ramo da fotografia) e sensor de 5 megapixels, enquanto o iPhone continua com a câmera de 2 megapixels sem as lentes famosas.
Entre as novidades do N96, que diferencia do N95, está o slide duplo. A parte mais curtinha serve para controlar os vídeos e músicas, e a outra serve para controlar as funções normais do aparelho. O telefone é compatível com rede 3G (banda larga móvel por rede celular) e Wi-Fi, porém não é compatível com o sistema de TV digital brasileiro, apesar de ser compatível com o sistema europeu de TV digital, o DVB-H.
O N96 custa em torno de R$ 2.400,00 e está disponível na loja virtual da NOKIA.

A SONY lança TV que se transforma em quadros

A SONY vai lançar TV’s dos modelos da linha Bravia cujo design e funções transformam o equipamento em um quadro, graças a um recurso chamado “Picture Frame”, que começa a exibir obras de diversos artistas quando a TV está desligada, simulando um quadro de verdade. Esta funcionalidade leva o nome de E4000 e será comercializada em versões de 26, 32 e 40 polegadas
É possível ainda mostrar suas próprias imagens, uma vez que o equipamento traz uma porta USB. Os aparelhos trazem uma moldura semelhante as usadas em quadros reais.
Deverá ser muito bacana você poder trocar a todo momento seu quadro na parede e ainda poder colocar as suas próprias imagens.

Porque a TV digital não está dando certo no Brasil?

Após seis meses do lançamento, a TV digital no Brasil teve pouquíssima adesão. Além de São Paulo, as cidades de Rio de Janeiro e Belo Horizonte também têm TV digital, mas a implementação começou a menos tempo.
Ainda não há também um grande volume de compra de TVs com receptores digitais embutidos. O produto é restrito a nichos de alto poder aquisitivo. Um dos aparelhos mais baratos deste tipo custa em torno de R$ 6 mil. Já o conversor mais barato do mercado sai por R$ 499,00, preço considerado alto, já que a demanda é baixa.
O conteúdo transmitido pelas emissoras em alta definição, um dos chamarizes para procura por “set-top boxes”, é limitado. Em São Paulo, o único canal que transmite toda sua programação em alta definição (sem contar horários alugados) é a RedeTV!. Além disso a TV digital tem pouca abrangência geográfica. A Globo entrou com potência de 15 kilowatts nas suas transmissões, mas tem emissora aí que entrou com 1 killowatt. Só para dizer ‘olha, eu sou digital’, mas não tem a potência suficiente, diz Hélio Costa.
Além do conteúdo, as promessas não cumpridas também ajudam no fracasso do sistema. O conversor popular de R$ 250,00, prometido desde antes da estréia, ainda não chegou. Tampouco a interatividade. Segundo o ministro Hélio Costa, a indústria não se preparou para vender o conversor, nem mesmo caro.
Segundo Roberto Pinto Martins, secretários de Telecomunicações, a interatividade talvez chega no começo de 2009.
O governo alega que um imbróglio envolvendo pagamento de royalties atrasou a formulação do sistema Ginga, responsável pela interatividade dentro do conversor.
Outro problema é a qualidade dos conversores que estão sendo comercializados. Usuários têm se queixado muito.
O fim das transmissões analógicas no Brasil está marcado para 2016, mas o governo já estuda prorrogar esse prazo, por conta do mal andamento na programação de implantação da digital.

A inflação e os eletrodomésticos

O governo luta de todas as formas para impedir o retorno da inflação. Muitas vezes a forma de combate não é a proferida pelos especialistas, pois sempre ele age no sentido de diminuir os créditos para a população sem pensar em diminuir seus excessivos gastos.
Temos sentido aqui no Brasil que ultimamente os alimentos têm tido uma alta considerável de preços. Mas isso é passageiro, segundo os especialistas, que consideram mais um problema de momento e não de demanda, pois segundo os mesmos a população quando consegue melhores ganhos aumentam muito pouco seus gastos com alimentação, partindo para aquisição de eletrodomésticos.

As salas de cinema e as novas mídias

Quanto encanto e charme trouxeram as salas de cinemas até poucas décadas atrás, quando o cinema ainda estava em seu auge, com grandes produções. Poucas cidades se orgulhavam de possuir cinema.
A tendência era as grandes salas, com tecnologia de imagem e áudio que simulavam aos espectadores uma participação real na cena. Mas essa nostalgia só é mantida pelos cinqüentões. A geração atual já vive outros tempos.
As circunstâncias que mudaram tudo isso foram muitas. Uma delas é o alto custo de se manter as grandes salas de cinemas, que nos centros urbanos este custo dos imóveis inviabiliza. Há necessidade de se mobilizar e enfrentar o trânsito, com custos e riscos do trânsito e dificuldades de estacionamentos. O problema da violência que enfrentamos, quando saímos de casa também tem contribuído muito. Inicialmente se tentou resolver esses problemas fazendo salas menores e as localizando em Shoppings Centers. Mas o que realmente detonou com o sistema antigo foi o grande avanço da tecnologia nos últimos tempos. A maioria dos filmes foram inicialmente colocados em fitas e ultimamente em DVD, com a proliferação por todos os lados das Vídeo Locadoras. A internet tem sido também um dos principais fatores, pois nem precisamos sair de casa para assistirmos o filme de nossa preferência. Isso tudo sem o desconforto de sair de casa e sem enfrentar a violência urbana, fazendo com que as residências se tornassem mini salas cinematográficas, baixando os custos para toda a família.
Pesquisas feitas recentemente revelaram que as bilheterias das salas de cinemas não representam hoje mais que 25 % da arrecadação dos grandes filmes lançados, cabendo às demais mídias o restante.

O início da TV Digital no Brasil.

O mundo passou por profundas modificações desde a invenção da televisão. Muitos avanços tecnológicos foram introduzidos neste campo também, mas a única grande novidade foi a introdução das cores, na década de 1950 nos EUA. No Brasil elas chegaram em 1972, no dia 19 de fevereiro com a transmissão da FESTA DA UVA diretamente de Caxias do Sul; eram somente 500 televisores coloridos recebendo a transmissão.
O Brasil agora dá um novo salto neste setor, com o início das transmissões da TV digital através de freqüências UHF, para São Paulo, desde 02.12.2007. Em breve todo o Brasil estará com o sistema digital e o sistema analógico será sucateado e ninguém mais vai usar, da mesma forma que aconteceu com a tv preto e branco.
De maneira simplificada, podemos dizer que a TV analógica forma a imagem e o som de modo contínuo. Por isso vemos hoje imagens com contornos borrados, principalmente nas partes coloridas; chuviscos provocados por interferências; fantasmas; ruídos; distorções na cor da pele das pessoas; dificuldade para ler textos e números pequenos e, além de tudo, ouvir um som pobre, que às vezes até vem em estéreo. Mas quando falamos em TV analógica estamos nos referindo somente à transmissão, porque nos estúdios, praticamente todas as Emissoras já usam o formato digital. O telespectador é passivo, não interage com a mídia e para assisti-la é necessário estar dentro de uma sala na hora que o programa vai começar.
A TV Digital transforma cada minúsculo elemento da cena e do som em um número binário formado somente por zeros (0) e uns(1); é a mesma linguagem tecnológica dos computadores. Para o telespectador o primeiro grande impacto é a alta definição. Alta Definição significa ver mais detalhes na imagem, como nos cinemas, por exemplo. A introdução da HDTV (High Definition Television – Televisão de Alta Definição) será gradual, mas as transmissões já vão iniciar no formato digital com resolução comum conhecida como SD ( Standard Definition). O telespectador vai sentir a diferença, porque as distorções da TV analógica desaparecerão, ou seja, teremos uma imagem limpa e ainda um som com qualidade dos atuais CDs.
No Brasil os estudos para a introdução da TV Digital começaram desde 1994, quando 17 emissoras de TV e pouco mais de uma dezena de empresas interessadas criaram o grupo SET/Abert, que passou a pesquisar três sistemas diferentes de transmissão de TV Digital, o modelo ATSC americano, o modelo DVB europeu e o modelo ISDB japonês.
Após uma dura batalha de bastidores entre os defensores dos padrões japonês, americano (ATSC) e europeu (DVB), no início de 2006 o governo brasileiro optou pelo primeiro por avaliar que essa proposta trará mais vantagens ao Brasil e às grandes empresas de comunicação do país.
Além do compromisso de investimentos e da transferência de tecnologia, o que pesou na decisão pelo padrão japonês foi o fato de permitir maior tempo de adaptação à era digital dos atuais aparelhos de sinal analógico existentes no Brasil. Enquanto os americanos e os europeus previam uma fase de transição mais rápida, os japoneses se dispuseram a tornar esse período mais longo num país pobre em que a TV está instalada em mais de 90% dos domicílios. Uma fase de transição mais longa resultará em menor custo ao consumidor, que terá mais tempo para continuar com seu televisor atual sem precisar comprar um decodificador do sinal digital ou um aparelho novo já com o equipamento.
Para passar para a era da TV Digital, a primeira providência é verificar se nos seus endereços é possível receber imagem de TV em UHF (Ultra High Frequency – Freqüência ultra-alta), usando antena interna. Elas são pequenas e diferentes das normalmente vistas em instalações de antenas coletivas. Se não for possível, será necessário instalar uma antena externa de UHF. Resolvido o problema da antena de UHF, é preciso conhecer um outro produto chamado de Set-top box (Conversor de TV Digital, Caixinha conversora etc. Este dispositivo basicamente executa três funções:
1 – Converte a TV Digital em TV analógica para os atuais televisores analógicos ou as telas de LCD e Plasma já a venda.
2- Permite Interatividade.
3 – Permite funções adicionais como, por exemplo, usar um disco rígido chamado PVR (Personal Vídeo Recorder – Ele substitui os atuais Videocassete, mas com qualidade digital) para gravar programas.
Além disso, dependerá dos fabricantes disponibilizar este produto no mercado, que no Brasil começou quando do lançamento em 2 de Dezembro de 2007 em São Paulo.Nessa situação não é necessário comprar nada; é só ligar o cabo da antena de UHF no Set-top Box, escolher o programa e deliciar-se com a nova mídia.