Category Archives: Violência.

O terrorismo após o onze de setembro

Já se passaram muitos anos após aquela manhã fatídica que vitimou muitas vidas nos EUA, com o atentado nas torres gêmeas.

Mas será que os atentados terroristas diminuíram após aquela data ou apenas começaram com mais intensidade ainda?

Com o pretexto de combater os terroristas, os EUA deram inicio a uma série de invasões a países do mundo, como no Afeganistão e Iraque.
Milhares de vidas estes conflitos vieram e ainda estão levando, inclusive dos próprios americanos.

Então podemos concluir que o terrorismo não se acabou e nem diminuiu, apenas mudou de lado, pois terrorismo é também o que os EUA fazem aos outros e não somente aquilo que os outros fazem a eles.

Outras ações praticadas e impostas a todos os países são também uma forma de terrorismo, como as medidas restritivas em aeroportos, por exemplo, que tantas inconveniências trazem aos passageiros.
Não podemos cobrar dos outros aquilo que não somos capazes de fazer também!

Futebol – cartão de identificação para torcedores

O ministro dos esportes agitou o meio futebolístico esta semana, ao anunciar o interesse de implantar um pacote de medidas envolvendo as condições dos torcedores nos estádios de futebol de todo o país.

Mas o item que mais chamou a atenção é a intenção de se criar um cartão magnético de identificação para cada pessoa que quiser ir ao estádio para assistir a uma partida de futebol. Este cartão conteria um verdadeiro cadastro prévio do torcedor.

A intenção do governo é criar um mecanismo de identificação dos torcedores, para coibir a violência que toma conta dos estádios brasileiros, visando também dar início às medidas de segurança para o grande evento da copa do mundo de 2014, que deverá ser realizada aqui no Brasil.

Ao criar este sistema do cartão, o ministro na verdade tenta copiar a Inglaterra, onde foi inicialmente implantado. Só não avisaram o ministro que lá não funcionou e o que realmente deu certo foi a punição severa imposta aos delinqüentes, com medidas sócio educativas, fazendo os torcedores comparecerem à justiça nos horários dos jogos, para prestação de trabalhos sociais ou para participarem de palestras educativas.

Esta medida foi recentemente imposta a uns torcedores que se envolveram em um episódio durante um jogo na cidade de Curitiba no Paraná. O resultado desta medida vem sendo considerado eficiente, tendo restringido bastante os exageros destes torcedores inconscientes.
Talvez com o início deste debate se chegue a uma medida que realmente resolva este problema da violência nos estádios.

O combate à pedofilia

Nos últimos tempos temos visto nos noticiários histórias de pedofilias inacreditáveis. Mas será que estes casos aumentaram? Acredito que não. Sempre existiram em grande quantidade tais casos, porém pouca atenção se dava aos mesmos.

Porém os anos são outros e agora a própria sociedade está mais corajosa e não teme mais denunciá-los. As próprias famílias, que em outros tempos acobertavam estas histórias, agora se dispõem a torná-las públicas.

A própria imprensa tem colaborado nesta verdadeira guerra contra esse crime horrível, fazendo campanhas de combate e denúncias em seus veículos de comunicações, encorajando mais ainda para que não sejam acobertados esses casos.
Iniciativas das autoridades, modificando e tornando mais severas as leis, também podem contribuir para acabarmos com esses monstros que vivem entre nós, maltratando nossas crianças.
Cada cidadão tem o dever de contribuir, por menos que seja, para impedir e combater esses criminosos, colocando-os na cadeia.

Indulto de natal para presos, você concorda ?

Que os nossos presídios estão superlotados todos sabemos. Seguidamente ouvimos notícias de rebeliões e fugas em presídios brasileiros. Critica-se muito o trabalho da polícia, porém pouco se fala da falta de cuidados depois que esses marginais já se encontram recolhidos e fogem, tendo a polícia que refazer as buscas e suas prisões.
Mas pior que isso é a decisão da própria justiça quando manda soltá-los e esses marginais retornam para as ruas e voltam a praticar crimes, muitas vezes ediondos.

Um desses casos é o chamado indulto de natal, quando por decisão da própria justiça centenas de presos ganham a liberdade por uns dias, com o compromisso de retornar e simplesmente depois não aparecem mais, ficando nas ruas e aumentando a criminalidade.

Ou os critérios para esses indultos terão que ser revistos ou simplesmente que se acabem com eles, para o bem dos cidadãos corretos.
Você concorda com tais indultos?

As invasões de terrenos urbanos trazem a criminalidade e depreciam as propriedades

Depois que a tecnologia e a mecanização entrou nos campos brasileiros, trouxeram aumento considerável e inquestionável da produção agrícola. Porém junto trouxeram uma série de problemas, que só tendem a crescer. Diminuiu-se a utilização de mão de obra, expulsando os trabalhadores do campo.
Para onde essas pessoas foram? Não houve outra saída a não ser a busca de oportunidades nos centros urbanos. Porém essas pessoas não dispõem de recursos para adquirir uma residência bem localizada e vão aumentar a população das periferias das cidades, formando favelas e bairros onde não há infra-estrutura alguma. Aí todos culpam as autoridades, porque não há luz, água, telefone, arruamento, iluminação, escolas, transporte, saúde, segurança, etc.
Forma-se um ciclo vicioso, onde o problema só aumenta. Normalmente essas pessoas constituem uma mão de obra desqualificada e seus salários são insuficientes para manter suas famílias, normalmente numerosas. Filhas e filhos ficam na ociosidade e vulneráveis à prostituição, drogas e criminalidade.
Esse movimento migratório saturou as principais cidades brasileiras. Surgiram então novos problemas. Surgiram os sem terras, que de movimento social se transformou em movimento político e perigoso, aos quais se atribui muitas ações fora da lei, inclusive como abrigo de criminosos comuns.
Surgiram também os chamados sem teto, que invadem imóveis e acham que o poder público é responsável por resolver o problema deles a qualquer custo. Da mesma forma são os invasores de terrenos urbanos, muitos dos quais são apenas exploradores, que possuem imóveis até de bom padrão, mas na esperança e ganância de auferir lucros se juntam aos invasores e pouco tempo depois vendem a terra invadida e logo estão compondo uma nova invasão, fazendo disso um simples comércio. O pior de tudo é que a maioria dessas invasões é incentivada por políticos, de olho nos votos desse povo. Quem tem imóvel próximo a estas invasões, que conseguiu com fruto de seu esforço e trabalho, vê sua propriedade perder valor de um dia para o outro. A criminalidade e a insegurança torna insuportável morar onde antes era só tranqüilidade, sem contar com o enorme contingente batendo em sua porta para pedir alguma coisa.
São problemas cada vez crescentes e de difícil solução.

O comércio de armas no Brasil

Há três anos foi feito um referendo para proibir a venda e posse de armas no Brasil. Alguns interpretavam que com a proibição de vendas diminuísse a criminalidade. Pura ilusão. O bandido não vai comprar sua arma em loja regulamentada e nem faz registro da mesma.
Pelas nossas fronteiras, mal vigiadas, passam de tudo, mercadorias de contrabandos, drogas, armas e munições. As quadrilhas possuem armamentos pesados, que muitas vezes nem a polícia os possui.
Por outro lado, não será a falta de arma de fogo que vai diminuir a criminalidade, pois o crime ocorre das mais diferentes modalidades, com uma arma branca ou até sem armas.
Acho que a grande arma para combater o crime no Brasil será aplicar mais recursos e melhorar a educação no nosso país, bem como criar melhores oportunidades a todos, com o Poder Público se fazendo mais presente.

Uma reflexão sobre o caso Lindemberg x Eloá em Santo André – SP

Durante mais de uma semana todo o noticiário do Brasil ficou centralizado nesse caso do seqüestro causado pelo ex-namorado da adolescente Eloá em Santo André –SP, que manteve em cárcere privado, além da sua ex-namorada outros três adolescentes. O final do caso foi trágico e a comoção tomou conta de todo o país.
Com as emoções controladas, é hora de refletir sobre todos os aspectos desse caso e tirar grandes lições. Análise sobre o comportamento dos órgãos de imprensas, polícia, governantes, legisladores, justiça do Brasil, defensores de direitos humanos, as famílias, os jovens e seus limites e o público em geral.
Cada um faz suas próprias conclusões. Eu também fiz a minha reflexão e tirei as minhas, que passo a expor abaixo, que não poderão ser as mesmas dos leitores deste texto.
Primeiro sobre a imprensa. Poucos veículos que cobriram o caso se limitaram a fazer uma cobertura jornalística responsável. Uns até poderiam ser responsabilizados pelo trágico desfecho do caso. Houve mais preocupação em concorrer pela audiência que qualquer outra coisa. Acho que deveriam ser modificadas as leis nesse caso ou pelo menos aplicar as já existentes com grande rigor, punindo implacavelmente essa irresponsabilidade.
A polícia é até difícil de analisar. A maioria da imprensa está culpando os negociadores e a ação da polícia, bem como a maioria da população, induzida por essa imprensa, que como já analisei, foi completamente irresponsável neste caso. Esquecem da dificuldade imposta pelo caso. Dificuldade por não se tratar de um criminoso comum; dificuldades impostas pela nossa legislação, pois em outro país esse bandido não permaneceria vivo até o segundo dia do seqüestro, atiradores de elite já teriam solucionado o caso; a opinião pública mobilizada por uma imprensa reprovável, onde despreparados se sobrepunham aos negociadores da policia, fazendo contatos diretamente com o bandido; a falta de um melhor preparo da policia também não pode ser ignorado. Considero inútil a discussão sobre o momento da invasão, se a policia agiu certo ou errado, se invadiu antes ou depois do bandido dar o primeiro tiro. Acho que invadiu quando julgou que era a hora e deveria ter feito isso muito antes, pois teve oportunidades para isso, somente não o fez perturbada pela reação que a opinião pública teria. Bandido tem que ser tratado como tal, não existe nenhum bonzinho.
Sobre os governantes brasileiros, em todos os níveis, vou me limitar a dizer simplesmente que são irresponsáveis, incompetentes, politiqueiros, interessados apenas em si próprios, seus grupos e seus familiares e o povo é apenas o que vai pagar a conta.
Os legisladores se enquadram no item governo. Não se preocupam com o povo e só vêem seus próprios interesses. Deveriam perder este espírito de tolerância e tomar o Brasil a sério.
A justiça no Brasil é muito tolerante, flácida e mais preocupada com teorias inúteis, com seus polpudos salários, suas regalias e privilégios, que com os fatos reais e a população.
Quanto aos defensores de direitos humanos, acho que deveriam levar os bandidos das cadeias para suas casas, sustentá-los e se responsabilizarem pelos seus atos, aliviando desta forma os ônus que a população tem com esses vagabundos. Na verdade não são defensores de direitos humanos, são apenas defensores de bandidos e deveriam estar presos com eles. Não vejo eles se preocuparem com as viúvas e nem com a criançada que ficam penando por esse mundo, após a ação dos marginais.
Quanto às famílias as vejo em decadência. Com famílias estruturadas estes casos são minimizados. A partir do criminoso, que sabemos que foi criado por tia e avó. A família da menina não é só vítima no meu entender. O erro de tudo já teve seu começo aí. Pai e mãe que se preza orienta e protege seus filhos, não permitindo que uma criança com apenas 12 anos, quando começou o seu namoro, seja dominada e usada por um marmanjo qualquer e de maior na época, cujo final todos sabemos como ficou. Acho que instituições de proteção de menores e adolescentes, que estão omissas neste caso, deveriam se preocupar com isso e talvez até enquadrar e indiciar a família da menina por omissão.
Os jovens adolescentes é um tema muito complexo. Esta idade nunca foi fácil de se lidar e hoje em dia está mais difícil ainda. Os meios de comunicações tomaram conta da sua educação. Dificilmente escutam os pais e a família mal estruturada e mal preparada não consegue impor limites, como antigamente.
A população em geral sempre tem o mesmo comportamento, como há milhares de anos. Nem os estudiosos sobre o assunto ainda conseguiram decifrar a mente humana por completo. É movida pela emoção e facilmente manipulável. Lembremos de Jesus Cristo e a atitude do povo na época. Crucifica-o! Crucifica-o!
Quanto ao bandido, acho que nem precisaria perder muito tempo com ele. Deveria receber os mesmos maus tratos que dedicou às suas vítimas e ser fuzilado em praça pública, para servir de exemplo e desincentivo aos outros.
Quanto à doação dos órgãos da menina, acho que é o mínimo que a família conseguiu fazer por ela mesma, para buscar um pouco de conforto e consolação, que não terão jamais.

Helicópteros, carros blindados, armamentos pesados. Isso traz segurança?

Quem não investe em educação tem que investir em segurança. Mas isso não vai resolver o problema. Temos visto a preocupação de toda a população com o aumento da violência, que agora não é mais problema só de cidades grandes.
De nada adianta a polícia entrar nas comunidades bem equipada e atirando. Isso não vai aumentar as oportunidades de milhares de pessoas que já nasceram e se criaram sem o mínimo de atenção, nem vai corregi-las.
Portanto só vejo uma saída, mas ela não é a curto prazo, que é buscar aumentar as oportunidades de vida digna a toda população. Não é só pensar nas crianças, pois os adultos, que não tiveram oportunidades, são os pais destas crianças e não têm preparo para encaminhá-las para o rumo correto.
No meu entender esse nosso governo petista está completamente errado, pois sobrecarregou a classe média de impostos só para fazer uma política paternalista e no fundo eleitoreira, com o objetivo de se perpetuar no poder. Não melhora as condições do ensino público e, para compensar, cria cotas e outros artifícios para se justificar. Muda os índices para não dizer que a classe média foi rebaixada para pobre e enganar a população dizendo que foi a pobre promovida para média.
E finalmente, ainda apóia outros governos totalitários.

Os excessos cometidos pelas empresas de seguranças particulares

A ineficiência dos nossos governantes, que só sabem cobrar impostos sem nada oferecer em troca, está provocando uma privatização de tudo, sobrando para o contribuinte um custo em dobro.
Assim está sendo com os pedágios nas rodovias; com as escolas de nossos filhos; com a saúde, que se quisermos melhor atendimento temos que contratar um plano e até mesmo com a segurança, que não a temos em lugar nenhum.
Essa ausência do Estado faz com que esse espaço seja tomado por pessoas ou grupos nem sempre convenientes. Assim se explica a presença da bandidagem e traficantes de drogas em comunidades desassistidas pelo Estado.
Surgiram por todos os lados as chamadas empresas de seguranças privadas, que nem sempre têm o acompanhamento devido das autoridades competentes e na verdade se constituíram em verdadeiros perigos para a sociedade. Se intitulam autoridades e cometem excessos e atitudes não permitidas. A imprensa noticia esses abusos diariamente, cometidos por seguranças de bancos, lojas, shoppings e até de residências.
Em Curitiba no Paraná, meses atrás, seguranças de uma destas empresas prenderam um jovem que pichava um muro, levaram-no para as dependências da empresa, torturaram bastante e, não satisfeito, levaram-no para um lugar distante e deserto e mataram o adolescente.
Os políticos só sabem usar nossos impostos para aumentarem suas mordomias e seus salários até quando a população não agüentar mais.

Os erros de abordagens policiais, a quem culpar?

Nos últimos dias têm tomado espaço dos noticiários os erros de abordagens policiais, que causaram mortes de pessoas inocentes. No Rio de Janeiro tivemos vários casos em poucos dias, o mesmo têm acontecido no Paraná e outros Estados.
O pior é que prendem os policiais envolvidos, sobre eles jogam toda a culpa, e se esquecem de prender seus chefes e os políticos, que investiram pouco ou quase nada em seus treinamentos.
Ou muda isso ou a população terá que se apegar aos bandidos para se defender dos políticos e da polícia!