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O perigo do apagão elétrico no Brasil ainda existe?

O Brasil é um dos poucos países do mundo privilegiados quanto à energia. A nossa matriz energética é fundamentalmente de hidroelétricas, mas temos muita área ensolarada, para aproveitar a energia solar; muita área de bons ventos, para aproveitar a energia eólica; muita costa marítima com fortes ondas, que também poderão ser aproveitadas para geração de energia; muita área propícia para plantação de cana, para produzir etanol; com tantas usinas de fabricação de etanol também é possível utilizar o bagaço da cana para geração de energia, através da sua queima em caldeiras e ainda temos muito petróleo também.
Porém há alguns anos atrás, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, o povo brasileiro foi surpreendido com o chamado “apagão elétrico”. Mas com tantas hidroelétricas e tanta energia elétrica no Brasil, porque isto ocorreu? Porque não adianta Deus nos dá todas essas regalias e termos péssimos governantes. O apagão ocorreu não por falta de produção de energia, mas por falta de rede adequada de distribuição. Sobrava energia aqui no sul, especificamente no Paraná, com as hidroelétricas já instaladas e principalmente a Itaipu, que durante aquele período tinha que manter as comportas abertas, pois sobrava água no reservatório.
Ouvi esta semana que o governo está tomando uma atitude e liberando verbas para melhorar e aumentar as linhas de transmissões de energia elétrica em todo o Brasil. Achei isto uma boa notícia, pois somente com energia disponível é que poderemos crescer economicamente. Indústrias poderão se instalar em lugares mais convenientes para cada setor.
Acho que deveríamos também desenvolver uma política ambientalista mais consciente e responsável, deixando de lado certas teorias bobas, potencializadas por poucos tolos manipulados por interesses escusos de estrangeiros. Ainda temos muito potencial hidroelétrico a ser explorado. Em todo o território nacional existem condições de serem instaladas pequenas usinas hidroelétricas, que poderiam ser usadas por indústrias locais ou a energia delas disponibilizadas na rede. As outras fontes de energias também poderiam ser melhor exploradas. Basta apenas vontade política, iniciativa e disponibilização de recursos financeiros para tal.

O gasto de combustível e a poluição gerada nos congestionamentos de trânsitos

Em quase todas as cidades brasileiras de grande porte os horários de pico são um tormento no trânsito. Uma pessoa a pé quase se torna mais rápida que outra no carro.
Quantos carros ficam nestes congestionamentos funcionando, gastando combustíveis e expelindo gases tóxicos?
Precisamos resolver logo estes problemas para melhorar a condição do ar ou todos teremos no futuro ou até mesmo já no presente a nossa saúde muito prejudicada.

A falta de alimentos no mundo e o biocombustivel

Não tardou muito para que os grandes interesses econômicos do mundo se voltassem contra o programa do biocombustivel brasileiro. Em discurso recente o presidente Lula acusou os grandes grupos do Petróleo como responsáveis por essa propaganda negativa contra o nosso biocombustível. Isso tem fundamento, pois se a matriz energética mundial sofrer grandes mudanças, esses grupos terão grandes prejuízos.
Os grandes argumentos, principalmente dos europeus, é que grandes áreas de plantio de alimentos poderão ser destinadas à cana de açúcar e que áreas florestais, como a região amazônica, serão devastadas para plantio de cana. Esses argumentos deles também têm alguma consistência. Então quem tem razão?
No meu entender, os dois lados têm razão e ao mesmo tempo nenhum deles. Na verdade existem pressões de grupos econômicos europeus e mundiais para que seus interesses petroleiros não sejam afetados e eles também querem continuar comprando alimentos dos países pobres a preço vil. Por outro lado, se esse programa do biocombustivel não for bem implementado, esses argumentos deles podem se confirmar, pois aqui no Brasil a ganância de nossos grupos econômicos e a falta de comando do nosso governo facilita esse processo.

Carros a gás. Uma solução que está virando problema

Em época de muita polêmica envolvendo assuntos como poluição e aquecimento global toda a indústria automobilística está voltada para combustíveis alternativos. As últimas feiras de automóveis editadas na Europa apresentaram uma avalanche de modelos com várias alternativas, com os carros elétricos e a células de hidrogênio em evidências.
Há tempos atrás, clandestinamente surgiram alguns carros movidos a gás em ruas no Brasil. Só que eram umas verdadeiras bombas, pois eram instalações amadoras, mal feitas e o gás utilizado era o mesmo de cozinha. Nenhuma segurança eles ofereciam.
Surgiu então a tecnologia dos carros a gás, com projetos e instalações adequadas, seguros, utilizando o gás natural veicular de petróleo, o chamado GNV. Gera mais economia e menos poluente. O governo incentivou o uso desse combustível, até dando facilidades de financiamentos e isenções de impostos, principalmente para frotas de táxis. Postos de abastecimentos se adaptaram para atender essa demanda em todos os lugares.
Com os acontecimentos recentes na Bolívia, seu uso ficou um tanto prejudicado, pois a conversão custa cara e não se tem tanta segurança quanto ao abastecimento no Brasil.
Acho que teremos que voltar aos tempos da segunda guerra mundial, quando existiam os carros movidos a gasogênio

O 77.º salão de automóveis de Genebra na Suíça

Entre os dias 8 e 18 de março de 2008, mais de 700 mil visitantes são esperados para a 77ª edição do salão de automóveis Motor Show de Genebra, na Suíça, onde estarão presentes cerca de 250 marcas e prometem muitos lançamentos. Este salão acontece desde 1905, mas na primeira metade do século XX, crises e as duas guerras mundiais ocasionaram a suspensão da feira.
Entre os lançamentos estão o carro de três rodas, que combina o conforto, os controles e a estabilidade de um carro com a dinâmica de uma motocicleta e o chamado “carro de vidro”, todo feito em plástico transparente.
Como em outros salões recentes da Europa, carros equipados com tecnologia para funcionar com energias alternativas e mais limpas terão lugar de destaque na exposição. As montadoras apostam nas baterias de lítio e nas células de combustível movidas a hidrogênio como o futuro em matriz energética para veículos. Nesse processo, o carro híbrido serve como uma ‘ponte’ para tais tecnologias. Esse sistema, que alia combustíveis líquidos e energia elétrica, chega a reduzir em até 45% o consumo de gasolina.

O programa do biodiesel tem metas antecipadas pelo governo

O óleo diesel tem atualmente, por determinação do governo, adicionado 2% de biodiesel. A meta era de passar a 5% de adição até o ano de 2013.
Nesta sexta-feira, 14.03.2008, o governo anunciou uma antecipação nesta meta, passando para o ano de 2010 a adição de 5 % e ainda será exigida uma adição de 3 % a partir de julho deste ano.
Esta antecipação é explicada pelo governo sob o argumento que a produção do biodiesel no Brasil suportará esta antecipação sem problemas.
Se não for mais uma desesperada atitude eleitoreira, tão comum nos últimos tempos pelo Lula, será bom para incentivar algumas regiões e economizar umas divisas com importação de petróleo!!!

O Plástico em nossas vidas. Suas vantagens e seus problemas

É impressionante como os derivados do petróleo estão presentes em nossas vidas. Estive fazendo uma observação sobre a presença destes materiais no nosso dia a dia. Aí entendi porque alguns governantes causam tantas guerras pelo petróleo. Quase tudo é feito de algum derivado do petróleo hoje em dia. Desde os objetos que nos rodeiam dentro de casa até os nossos carros. Até acho que tem mais petróleo na superfície da terra que no seu interior.
Quase tudo é feito de plástico, desde as embalagens atuais até imitações de madeiras, que estão presentes nas construções.
O problema tem sido a poluição que geram, pois muito pouco ainda se recicla e são produtos que levam muitos anos para se decompor na natureza.

O Xisto. Sua importância atual. A tecnologia brasileira Petrosix

Geologicamente, xisto é uma das principais rochas metamórficas de origem sedimentar, de textura foliácea e de lâminas muito delgadas. O termo mais exato para as rochas oleíferas seria “folhelhos”, os quais conforme possam produzir óleo mediante o emprego de solventes ou por destilação destrutiva (pirólise) são classificados respectivamente, em “folhelhos betuminosos” ou “folhelhos pirobetuminosos”. Os folhelhos são rochas resultantes da decomposição de matérias minerais e orgânicas no fundo de grandes lagos ou mares interiores. Agentes químicos e microorganismos transformam, ao longo de milhões de anos, a matéria orgânica em um complexo orgânico de composição indefinida, denominado querogênio (gerador de cera), que, quando convenientemente aquecido, produz um óleo semelhante ao petróleo.
Existem dois tipos de xisto, o betuminoso e o pirobetuminoso, cujas diferenças são as seguintes:
Betuminoso: a matéria orgânica (betume) disseminada em seu meio é quase fluida, sendo facilmente extraída;
Pirobetuminoso: a matéria orgânica (querogênio), que depois será transformada em betume, é sólida à temperatura ambiente.
Ao ser submetido a temperaturas elevadas, o xisto libera um óleo semelhante ao petróleo, água e gás, deixando um resíduo sólido contendo carbono. É considerado, mundialmente, a maior fonte em potencial de hidrocarbonetos. Gera uma infinidade de subprodutos e rejeitos que podem ser aproveitados pelos mais diversos segmentos industriais. É utilizado na produção de vidros, cimento e cerâmicas vermelhas, além de ser ótima matéria-prima na produção de argila expandida, empregada em concretos estruturais e isolantes termoacústicos.
No refino tradicional se obtém nafta, gasolina, óleo diesel, óleo combustível e gás liquefeito, correspondentes aos mesmos derivados do petróleo extraído dos poços. As características desses produtos dependem do tipo de matéria orgânica e inorgânica que possuem e do solo onde foram formados.
A exploração do xisto nos Estados Unidos já ocorria no final do século XVIII. Os produtos obtidos eram querosene e óleo. No Brasil, a primeira extração é datada de 1884, na Bahia. No ano de 1935, uma usina instalada em São Mateus do Sul (PR) chegou a produzir 318 litros de óleo de xisto por dia e teve início pela iniciativa de um senhor, aleijado de uma perna, que extraia para usar o óleo em lampiões.
Em 1949, o governo federal decidiu investigar a viabilidade econômica e as potencialidades do produto. A exploração do xisto pela Petrobras teve início em 1954, no município de Tremembé, Vale do Paraíba (SP). Três anos depois, em 1957, foram realizados os primeiros testes com o xisto da Formação Irati, extraído da jazida de São Mateus do Sul. Em 1959, a diretoria da Petrobras aprovou a construção de uma usina no município paranaense, que começou a operar em 1972. Com a entrada em operação do Módulo Industrial, em dezembro de 1991, concluiu-se a última etapa de consolidação da tecnologia Petrobras de extração do xisto.
A Unidade de Negócio da Industrialização do Xisto, da Petrobras, localizada em São Mateus do Sul, a 140 quilômetros de Curitiba, está dentro de uma das maiores reservas mundiais de xisto, a Formação Irati, que abrange os estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Goiás. Desta formação podem ser extraídos 700 milhões de barris de óleo, 9 milhões de toneladas de gás liquefeito (GLP), 25 bilhões de metros cúbicos de gás de xisto e 18 milhões de toneladas de enxofre.
As operações da Petrobras foram concentradas na jazida de São Mateus do Sul, onde o minério é encontrado em duas camadas: a camada superior de xisto com 6,4 metros de espessura e teor de óleo de 6,4%, e a camada inferior com 3,2 metros de espessura e teor de óleo de 9,1%.
A Petrobras possui a única tecnologia comprovada por mais de 30 anos de desenvolvimento e operação industrial, conhecida como Tecnologia Petrosix. A gama completa da Petrosix é um dos processos mais modernos em operação no mundo e ela pode ser utilizada para outros xistos pirobetuminosos.
A tecnologia desenvolvida pela Petrobras tem como principal característica a simplicidade operacional. O xisto minerado a céu aberto passa por um britador que o reduz a pedras de 6 a 70 milímetros. Esse material é levado a uma retorta para sofrer a pirólise sob uma temperatura de aproximadamente 500 graus centígrados. A ação do calor libera o conteúdo orgânico na forma de óleo e gás.
A viabilidade técnica do Petrosix foi comprovada com a entrada em operação da Usina Protótipo do Irati (UPI), em 1972; enquanto que o início da produção do Modulo Industrial em plena escala, em dezembro de 1991, marcou a consolidação da tecnologia.
O processo de retortagem corresponde ao tratamento térmico. A rocha é aquecida a altas temperaturas em atmosfera isenta de gás oxigênio. O betume e o querogênio se decompõem pela ação do calor, sendo que uma grande parte dela vaporiza da rocha-mãe na forma de hidrocarboneto gasoso (inclusive o gás hidrogênio). A matéria orgânica que permanece agregada é denominada carbono residual. Após o resfriamento, os hidrocarbonetos gasosos se condensam e constituem o óleo e a fração que não se condensa constitui os gases da pirólise: sulfídrico (H2S), carbônico (CO2), hidrogênio (H2) etc. Entre os produtos oriundos do xisto que a Petrobras gera, estão o óleo combustível, a nafta, gás combustível, gás liquefeito e enxofre e ainda subprodutos que podem ser utilizados nas indústrias de asfalto, cimenteira, agrícola e de cerâmica. O Parque Tecnológico da SIX é um dos maiores do mundo em plantas-piloto de grande porte. É composto por unidades criadas para suprir as demandas dos variados processos de refino e também laboratórios com equipamentos de última geração que dão suporte a todas as unidades do Parque Tecnológico.
O projeto também contribui com o meio ambiente. Por meio da utilização de uma tecnologia única, licenciada junto ao IAP (Instituto Ambiental do Paraná) e IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), a Petrobras/SIX reaproveita pneus inservíveis no processamento do xisto, obtendo desse material gás, óleo e enxofre. Desde que a tecnologia foi implantada, em maio de 2001, a SIX promoveu a reciclagem de mais de 9 milhões de pneus. Essa é mais uma das formas que a empresa encontrou para contribuir com a melhoria da qualidade da vida urbana. O volume de pneus adicionado corresponde a 5% do volume total de xisto processado. A unidade de destilação da Petrosix também processa cargas petroquímicas para a produção de cortes para elaboração em gasolinas especiais de competição, em especial na Gasolina Podium Fórmula1, fornecida pela Petrobras, com exclusividade, para a equipe Williams de F1.
No mundo o maior produtor de xisto é os EUA, seguido pelo Brasil e a antiga União Soviética. Depois vem o Zaire, Canadá, Itália, China e os outros.