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Dicas de culinária para república de estudantes

Para ser um profissional considerado experiente, todo universitário deveria fazer um estágio morando em alguma república de estudantes.
É coisa de pobre, mas é onde se aprende a ser um ente social. Nelas tem de tudo. Dedicação aos estudos, companheirismos, discussões, festas. Lá se aprende os limites entre o malandro e o cidadão responsável.

Lá o jovem aprende a se virar nas coisas caseiras, naquelas que a mamãe sempre fez por ele, como arrumar sua própria cama, lavar e passar sua própria roupa, limpar a casa e principalmente fazer alguma comidinha, além de aprender a ser tolerante com os apelidos advindos da convivência na república.

Em república de estudante nunca falta “cachaça” na geladeira, nem “cueca suja” espalhada pelo quarto e muito menos “macarrão” no armário, quando se tem o tal armário.
As refeições são quase todos os dias a mesma coisa. Um dia tem “sopão” e no outro “só pão”. Mas com o passar do tempo aprende-se fazer uns pratos diferentes, que podem ser úteis para o resto da vida, principalmente em dias de crises.

Um destes pratos, comuns em repúblicas é a tal “quirerinha de milho”, à qual podem ser adicionadas umas rodelinhas de salsichas, que no sul do país chamam de “vinas”. È um prato barato, nutritivo, rápido e fácil de fazer. Quando se dispõem de mais recursos, podem-se substituir as “vinas” por pedacinhos de “bacon”, o popular “toucinho de porco” na linguagem de pobre, cortados bem miudinhos e fritos previamente, antes de se colocar a quirerinha e água para se cozinhar. Com um pouco mais de recursos, pode-se sofisticar este prato, substituindo o “toucinho” pela ‘costelinha de porco”, mas daí já se tornou um prato Chic.

Com umas trezentas gramas de quirerinha, duzentas gramas de vinas, e mais umas duas ou três dúzias de latinhas de cervejas, antecedidas de umas caipirinhas das mais baratas “cachaças”, duas duplas de estudantes passam a madrugada jogando baralho, felizes da vida, rindo um do outro e esquecem até das provas da segunda-feira.
Quem nunca morou em república de estudante deveria pelo menos fazer umas semanas de estágio em uma delas!

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