Post: Ecologia-Casas e EdifÃcios modernos-Legislação
Armazenado nas categorias: Arquitetura, Casas, Ecológia, Meio Ambiente, Moradia, Natureza, Planeta
Escrito em: 08 Oct 07
Autor do post: Baixinho
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Cada vez mais os cuidados com o meio ambiente e as leis vão alterando a arquitetura moderna, tornando as construções mais racionais e econômicas.
Até alguns anos atrás as construções eram projetadas e feitas sem nenhuma preocupação com o meio ambiente ou os desperdÃcios.
Porém, atualmente, construir de forma integrada ao meio ambiente com a utilização de tecnologias que garantem o reaproveitamento de recursos naturais, como a água e a energia, tornou-se mais do que uma necessidade. Os recentes alertas sobre os efeitos do aquecimento global para os próximos anos despertaram nos diversos setores da sociedade a preocupação com a preservação do meio ambiente.
Algumas empresas já procuram adotar conceitos dos chamados “prédios verdes” e passam a investir na captação e reaproveitamento da água da chuva, no uso da iluminação natural e na utilização de materiais reciclados como forma de diminuir a degradação ao meio ambiente.
Muitas obras já dispõem de sistema de reutilização de água dos chuveiros e torneiras que, após tratamento, volta para abastecer as descargas sanitárias. A Estação Hidro-Ecológica chega a gerar uma economia de água de 30%, em média. Também são projetadas para receber maior incidência de luz natural durante o dia no edifÃcio e para economizar em ar condicionado são utilizados vidros laminados com baixa absorção térmica, que impedem a passagem de até 70% dos raios solares.
Muitos municÃpios já dispõem de legislação especÃfica para as construções novas, que contemplam isso tudo, com programas de conservação e uso racional da água nas edificações, com o objetivo de instituir medidas que induzam à conservação , uso racional e utilização de fontes alternativas para captação de água nas novas edificações, bem como a conscientização dos usuários sobre a importância da conservação da água, tais como bacias sanitárias de volume reduzido de descarga; chuveiros e lavatórios de volumes fixos de descarga; torneiras dotadas de dispositivos para economizar e evitar o desperdÃcio de água.
Outra medida das legislações, visando a economia de água , é a instalação de hidrômetros para medição individualizada do volume de água gasto por unidade nos edifÃcios.
Alguns municÃpios já exigem nos projetos que a água das chuvas será captada na cobertura das edificações e encaminhada a uma cisterna ou tanque , para ser utilizada em atividades que não requeiram o uso de água tratada, proveniente da Rede Pública de Abastecimento, tais como a rega de jardins e hortas, a lavagem de roupa; a lavagem de veÃculos; a lavagem de vidros, calçadas e pisos. Isso também evita que essa água toda, que não é drenada pelo solo, pois o mesmo está praticamente impermeabilizado por calçadas e asfaltos, vá para os esgotos causando enchentes.
Já há alguns municÃpios, como é o caso de Curitiba, que se desenvolvem campanhas para que não se joguem óleo das frituras nas pias, pois esses vão para o esgoto e são altamente poluidores dos rios. Para reforçar esta campanha a prefeitura passou a recolher esse óleo e trocá-lo por alimentos, com postos de trocas localizados junto aos terminais de ônibus municipais. Esse óleo é encaminhado para fabricação de biodiesel ou detergentes. Logo serão desenvolvidos, com certeza, dispositivos ou ralos especiais que evitarão que esse óleo vá para o esgoto, além de legislação mais apurada sobre o assunto.
Sem considerarmos outras legislações a nÃvel federal, que forçaram os eletrodomésticos a serem mais econômicos quanto ao gasto de energia elétrica e na área de refrigeração, que exigem que o fluido refrigerante não seja mais causador do efeito estufa, com a destruição da camada de ozônio.
O uso de aquecedores solares é também um agente de economia de energia elétrica, principalmente para enfrentar o inverno no sul do paÃs. Há até um projeto de um cidadão de Santa Catarina, que foi adotado e está sendo amplamente divulgado pelo governo do Paraná junto aos municÃpios e utilizado nas casas populares, que utiliza embalagens de leite longa vida e garrafas PET. O manual deste projeto está divulgado no site da secretaria do meio ambiente do Estado (SEMA) e liberado para uso de qualquer cidadão.
Aos poucos, com a concientização da população e com legislação, as construções e o mobiliário das novas residências vão se tornando mais racionais e mais voltadas para os cuidados com o meio ambiente.