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Post: Energia Eólica para geração de eletricidade
Armazenado nas categorias: Curiosidades, Eletricidade, Tecnologia
Escrito em: 08 Oct 07
Autor do post: Baixinho
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A energia eólica é renovável, limpa e quase toda a área ocupada pela central eólica pode ser utilizada para outras atividades, como agricultura, pecuária ou preservada como habitat natural.
A energia dos ventos é uma abundante fonte de energia renovável, limpa e disponível em todos os lugares. A utilização desta fonte energética para a geração de eletricidade, em escala comercial, teve início há pouco mais de 30 anos e através de conhecimentos da indústria aeronáutica os equipamentos para geração eólica evoluíram rapidamente em termos de idéias e conceitos preliminares para produtos de alta tecnologia. No início da década de 70, com a crise mundial do petróleo, houve um grande interesse de países europeus e dos Estados Unidos em desenvolver equipamentos para produção de eletricidade que ajudassem a diminuir a dependência do petróleo e carvão.

Existem, atualmente, mais de 30.000 turbinas eólicas de grande porte em operação no mundo, com capacidade instalada da ordem de 13.500 MW, comparável a uma usina de Itaipu, que gera 14.000 MW, com 20 turbinas de 700 MW cada uma. No âmbito do Comitê Internacional de Mudanças Climáticas, está sendo projetada a instalação de 30.000 MW, por volta do ano 2030, podendo tal projeção ser estendida em função da perspectiva de venda dos “Certificados de Carbono”.

Na Dinamarca, a contribuição da energia eólica é de 12% da energia elétrica total produzida; no norte da Alemanha (região de Schleswig Holstein) a contribuição eólica já passou de 16%; e a União Européia tem como meta gerar 10% de toda eletricidade a partir do vento até 2030.
No Brasil, embora o aproveitamento dos recursos eólicos tenha sido feito tradicionalmente com a utilização de cataventos multipás para bombeamento d’água, algumas medidas precisas de vento, realizadas recentemente em diversos pontos do território nacional, indicam a existência de um imenso potencial eólico ainda não explorado.
A capacidade instalada no Brasil é de 20,3 MW, com turbinas eólicas de médio e grande portes conectadas à rede elétrica. Além disso, existem dezenas de turbinas eólicas de pequeno porte funcionando em locais isolados da rede convencional para aplicações diversas - bombeamento, carregamento de baterias, telecomunicações e eletrificação rural.
No Brasil, assim como em várias partes do mundo, quase não existem dados de vento com qualidade para uma avaliação do potencial eólico. Os primeiros anemógrafos computadorizados e sensores especiais para energia eólica foram instalados no Ceará e em Fernando de Noronha/Pernambuco apenas no início dos anos 90. Hoje existem mais de cem anemógrafos computadorizados espalhados por vários estados brasileiros. A avaliação precisa do potencial de vento em uma região é o primeiro e fundamental passo para o aproveitamento do recurso eólico como fonte de energia.
A análise dos dados de vento de vários locais no Nordeste confirmaram as características dos ventos comerciais (trade-winds) existentes na região como excelentes, tais como velocidades médias de vento altas, pouca variação nas direções do vento e pouca turbulência durante todo o ano, que coloca a região como muito melhor quando comparados com os ventos registrados na Europa e Estados Unidos.
Estima-se que o potencial eólico existente no Nordeste é de 6.000MW.
Porém é possível a instalação de centrais eólicas em quase todo o Brasil. Na região sudeste e sul já existem algumas centrais instaladas.
A Central Eólica de Palmas – PR, inaugurada em novembro de 1999, com 5 turbinas de 500 kW,, trata-se da primeira central eólica do Sul do Brasil, localizada no município de Palmas - PR, com potência instalada inicial de 2,5 MW, realizado pela Companhia Paranaense de Energia - COPEL e Wobben Windpower. Hoje já foram instaladas muitas outras turbinas.
Em breve o potencial hidrelétrico no Brasil estará esgotado e não haverá outra alternativa senão partirmos para outras fontes, como energia nuclear; eólica; utilização das ondas marítimas, como já há usinas instaladas e em estudo no nordeste e principalmente a geração a partir de caldeiras e turbinas a vapor, utilizando-se do bagaço da cana, que terá em abundância, com o projeto do biodiesel em andamento.

Estudos demonstram que é possível com aproveitamento da energia eólica no Brasil produzir eletricidade a custos competitivos com centrais termoelétricas, nucleares e hidroelétricas. Análises dos recursos eólicos medidos em vários locais do Brasil, mostram a possibilidade de geração elétrica com custos da ordem de US$ 70 - US$ 80 por MWh.
De acordo com estudos da ELETROBRÁS, o custo da energia elétrica gerada através de novas usinas hidroelétricas construídas na região amazônica será bem mais alto que os custos das usinas implantadas até hoje. Quase 70% dos projetos possíveis deverão ter custos de geração maiores do que a energia gerada por turbinas eólicas.
Outra vantagem das centrais eólicas em relação às usinas hidroelétricas é que quase toda a área ocupada pela central eólica pode ser utilizada para outras atividades, como a agricultura, pecuária, ou preservada como habitat natural.



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