Métodos contraceptivos. Como evitar uma gravidez indesejada.

Não importa qual seja seu perfil, há sempre uma opção contraceptiva ou até mais de uma que se encaixa perfeitamente ao seu ritmo de vida. Antes de escolher um a mulher precisa levar em consideração suas características pessoais e sociais e fazer uma visita ao seu ginecologista. Essa é a única maneira segura de encontrar um método que atenda as suas necessidades e não afete a saúde. Todos eles são válidos, cada um com suas vantagens e desvantagens. O momento de vida que a mulher está passando é que vai determinar o que é mais adequado a ela.
Entre os métodos disponíveis estão os hormonais, os de barreira, os intra-uterinos, os naturais e o cirúrgico. Os hormonais são os mais procurados por mulheres com boa saúde, pois podem ocasionar alguns efeitos colaterais; os de barreira são momentâneos e os únicos que previnem contra DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e AIDS; os intra-uterinos, normalmente, são utilizados por mulheres com prole já constituída e que não querem usar um tipo de curto prazo; o cirúrgico é para pacientes que já tiveram filhos e têm absoluta certeza de que não querem outros; e os naturais exigem disciplina e ciclos menstruais regulares.
Alguns dos métodos mais usados :
. Pílulas : São comprimidos orais que combinam hormônios artificiais, estrógeno e progestágeno. Além de inibir a ovulação, torna o muco servical espesso, dificultando a passagem dos espermatozóides. Todos os dias, a mulher deve tomar um comprimido da cartela, sempre no mesmo horário. Indicado para quem é disciplinada, pois o comprimido precisa ser ingerido todos os dias na mesma hora. Como vantagens podemos dizer que regula o ciclo menstrual – com sangramento em menor quantidade e durante menos tempo, diminui a intensidade das cólicas menstruais, previne anemia e reduz a incidência de câncer de endométrio, câncer de ovário, cistos de ovário, doenças mamárias benignas e miomas uterinos. Como desvantagens é que requer motivação e uso diário, já que o esquecimento aumenta o índice de falha, pode postergar o retorno à fertilidade e não protege contra DST e AIDS. Seus efeitos colaterais são as náuseas, dor de cabeça leve, sensibilidade mamária, leve ganho de peso e alteração de humor. São encontradas em qualquer farmácia e a preços acessíveis.
. Anel Vaginal : É um anel plástico flexível e transparente, com diâmetro externo de 54 mm e espessura de 4 mm, que libera estrógeno e progestágeno direto na parede vaginal. Seu funcionamento consiste em liberar aos poucos os hormônios que impedem a ovulação. Cada anel é destinado a um ciclo de uso, que compreende três semanas de utilização, seguidas de uma semana sem o anel. É inserido pela própria mulher, como se fosse um absorvente interno. É indicado para as mulheres que não querem ter a obrigação diária de ingerir o comprimido. Como vantagens podemos dizer que diminui o fluxo menstrual, a freqüência de cólicas, a incidência de efeitos colaterais é baixa e dispensa a ingestão oral diária. Como desvantagens é que exige uma habilidade manual para ser colocado, algumas mulheres sentem desconforto e não impede a contaminação de doenças sexuais. Os efeitos colaterais são a dor de cabeça, vaginite e dor abdominal.
. Injetável : É uma injeção de hormônios que pode ser feita mensalmente ou trimestralmente, dependendo da formulação. Os hormônios utilizados são parecidos com os da pílula anticoncepcional e funcionam da mesma forma. Os hormônios em forma líquida são injetados via intramuscular no bumbum com o auxílio de uma injeção. É indicado para quem não quer ou não tem disciplina para o uso de anticoncepcional oral. As vantagens estão em ser discreto e, como não requer rotina diária, evita esquecimento e não interfere no prazer sexual. As desvantagens são as de causar sangramento irregular (excessivo ou escasso) em alguns casos, demora para a fertilidade voltar, não previne contra DST e AIDS e precisa ser aplicado em uma farmácia. Os efeitos colaterais estão na alteração do ciclo menstrual, ganho de peso e dor de cabeça.
. Adesivo : Anticoncepcional sob a forma de adesivo, com aproximadamente quatro centímetros de largura e altura, que deve ser colado na pele (braços, nádegas ou abdômen). O adesivo libera aos poucos no organismo da mulher os hormônios (estrógeno e progestágeno) que evitam a ovulação e dificultam a penetração dos espermatozóides no óvulo. A mulher deve colar o adesivo sobre a pele e deixar durante sete dias. No oitavo, deve removê-lo e aplicar outro imediatamente. O adesivo deve ser utilizado durante 21 dias seguidos. Depois, a mulher descansa uma semana e volta a usá-lo. É indicado para pacientes que não se adaptam a pílula. Podemos citar como vantagens os mesmos benefícios da pílula. Além disso, como os hormônios são absorvidos pela derme, eles não sobrecarregam o fígado, como geralmente ocorre com os medicamentos orais. As desvantagens são de não poder ser utilizado por mulheres que pesam mais do que 90 kg porque, porque segundo estudos, a freqüência de gravidez aumenta e não previnem contra DST/AIDS. Os efeitos colaterais são a dor de cabeça, náusea e reação alérgica ao adesivo.
. Implante : É um pequeno bastonete, de 4 cm de comprimento e 2 mm de diâmetro, que é inserido embaixo da pele. A haste contém o hormônio progestágeno, que é liberado lentamente em doses constantes. Com isso, a mulher pára de ovular e aumenta a viscosidade do muco cervical, que inibe a penetração dos espermatozóides. O implante é colocado sob a pele na parte superior do braço. O procedimento só pode ser feito por um ginecologista. É indicado par pacientes que não podem usar estrógeno ou para aquelas que são indisciplinadas. Como vantagens citamos o seu uso para quem quer dar adeus a menstruação. Além disso, ele reduz a tensão pré-menstrual e tem validade de três anos. As desvantagns são de não previnir contra DST e AIDS e seu custo um tanto elevado. O efeitos colaterais são a falta de menstruação, dor nas mamas, tonturas, náuseas e diminuição da libido.
. Ligadura de Trompas : É uma cirurgia feita na mulher com o objetivo de bloquear as trompas, que pode ser feita por uma secção, cauterização, anéis ou clips. Com a obstrução nas trompas, o espermatozóide é impedido de chegar ao óvulo. A cirurgia pode ser feita através de uma pequena incisão abdominal, por laparoscopia ou por uma incisão no fundo de saco posterior da vagina. Segundo o Ministério da Saúde, a técnica só é permitida em mulheres acima de 25 anos e com dois filhos por ser um método definitivo para quem não quer mais ter filhos. Também recomendada para pessoas com problemas de saúde que ocasionem em gravidez de risco. Como vantagem podemos citar que não apresenta efeitos colaterais a longo prazo, não interfere no prazer sexual, protege contra o câncer de ovário e reduz o risco de doença inflamatória pélvica. As desvantagens são de ser permanente e pode causar arrependimento, pois, a cirurgia de reversão é complexa e cara, tem os efeitos de uma cirurgia, procedimento caro e não protege contra DST e AIDS. É também um procedimento de custo alto O efeito colateral é a dor, nos primeiros dias, decorrente do procedimento cirúrgico.
. Camisinha masculina : É um revestimento de borracha fina, que é colocado no pênis quando o mesmo está enrijecido. Sua função é de não permitir que o esperma entre em contato com a vagina e também impede que microorganismos causadores das DST e AIDS sejam transmitidos de um parceiro para outro. A camisinha é desenrolada sobre o pênis ereto antes da penetração. É indicado para todas as pessoas. Sua vantagem é de não apresentar os efeitos colaterais comuns aos métodos hormonais, dispensa manutenção diária já que é utilizado no momento da relação sexual e previne DST e AIDS, além de não interferir na saúde da mulher e ser um método dos mais baratos e acessíveis.. Além disso, ajuda a prolongar o tempo de ejaculação. A desvantagem é de diminuir o prazer e alguns homens reclamam que não conseguem manter a ereção. Como efeito colateral é a alergia ao látex, que pode provocar vermelhidão ou inchaço.
. Camisinha feminina : É uma bolsa de plástico leve e frouxa, que se adapta à vagina e protege o colo do útero, a vagina e a genitália externa. Funciona da mesma forma que a masculina. A camisinha possui um anel leve e flexível em cada extremidade. A parte fechada do preservativo feminino é inserida até o fundo da vagina. O anel aberto permanece do lado de fora, protegendo os lábios e a base do pênis durante o ato sexual. As vantagens são de poder ser colocada até oito horas antes da relação sexual, impede a transmissão de doenças sexuais e a mulher não tem os efeitos colaterais dos métodos hormonais. As desvantagens são de ser de difícil adaptação, diminuição do prazer, inapropriado para algumas posições sexuais e é mais caro que a camisinha masculina. Como efeito colateral é a alergia ao produto.
. Diafragma : É uma borracha côncava com borda flexível, que é colocada dentro da vagina, associada a um espermicida. Impede a passagem dos espermatozóides. O dispositivo é introduzido dentro da vagina até seis horas antes da transa e retirado 12 horas após. É indicado para pacientes que não queiram usar método hormonal ou DIU ou tenham um ritmo de vida sexual irregular. As vantagens são que segura o fluxo menstrual quando usado durante a menstruação, oferece certa proteção contra DST e AIDS, pode ser inserido até seis horas antes do ato sexual, é reutilizável e dura cerca de cinco anos. A reversibilidade para engravidar é imediata. Como desvantags é o fato que necessita exame pélvico para determinar o tamanho adequado, pode ser difícil removê-lo e exige manutenção ( precisa ser lavado com água e sabão neutro e guardado dentro de um estojo próprio). Os efeitos colaterais são que o espermicida pode causar irritação, a mulher pode ainda apresentar dor pélvica, cólicas ou retenção urinária.
. Espermicidas : São produtos químicos em forma de creme, espuma, pomada, geléia, supositórios ou tabletes. Seu funcionamento consiste em causar a ruptura da membrana celular do espermatozóide, que afeta a mobilidade e a habilidade de fertilizar o óvulo. Em outras palavras, ele mata os espermatozóides. Deve ser colocado dentro da vagina cerca de 10 minutos antes da relação. É indicado para quem não quer optar pelos métodos hormonais. A vantagem é de ser prático e aumenta a lubrificação vaginal. A desvantagem é que sua ação só dura uma hora, não previne contra doenças sexuais e cresce o risco para candidíase genital, vaginose bacteriana e infecções do trato urinário. Seus efeitos colaterais são as úlceras e erosões genitais, prurido e queimaduras, especialmente se usado várias vezes ao dia. Alergia no local e lubrificação excessiva.
. DIU : É um dispositivo de polietileno envolto por cobre ou de plástico, normalmente em formato de “T”. Engrossa o muco do colo uterino, criando uma barreira para os espermatozóides. O modelo de plástico possui pequenas doses de hormônios que, liberados, podem fazer com que a mulher pare de menstruar. O DIU precisa ser colocado dentro da vagina por um ginecologista. É indicado para mulheres que querem evitar os hormônios, fumantes, hipertensas e lactantes. Suas vantagens são de ser de longa duração (cerca de dez anos), de fácil reversão e a mulher pode engravidar imediatamente após a retirada, não diminui o prazer e não ocasiona os efeitos colaterais dos hormonais, requer pequeno procedimento para a inserção e remoção do dispositivo. Como desvantagem é que ele pode deslocar-se e sair do útero, aumenta o risco de infecções pélvicas e não previne as DST e AIDS. Os efeitos colaterais são a alteração do fluxo menstrual e cólicas.
. Muco cervical : Consiste em evitar relações sexuais durante o período fértil. Depois da menstruação, o muco cervical (secreção clara, fina e pegajosa) é inexistente ou escasso, por habitualmente dez dias. No dia que aparece a mulher deve abster-se de relações. A mulher deve examinar, diariamente, a presença ou ausência de secreções vaginais. No dia que a vagina está úmida, deve entrar em abstinência de três dias, no mínimo. É indicado para pacientes que não queiram usar o método hormonal. Sua vantagem é a dispensa do uso de remédios. Sua desvantagem é que tem grandes chances de falha. Não tem efeitos colaterais.
. Tabelinha : A mulher marca em um calendário os dias do mês que correspondem ao início e ao término do período fértil, determinado por um cálculo baseado na duração dos ciclos menstruais anteriores. No período fértil, a mulher deve evitar relações sexuais. O período fértil é calculado a partir do oitavo dia do ciclo e termina no décimo nono dia do ciclo. É indicado para mulheres com ciclo menstrual regular. Sua vantagem é que não usa medicamentos. A sua desvantagem é que só funciona para quem tem o ciclo menstrual regular. Não tem efeitos colaterais.
. Pílula do dia seguinte : Pode ser usada até 72 horas depois da transa. Ela dificulta a mobilidade do óvulo e dos espermatozóides nas trompas e deixa a parede que reveste o útero mais hostil a fixação dos mesmos. Porém, não é uma saída que pode ser utilizada sempre, pois o uso rotineiro dessa pílula pode causar irregularidade no ciclo menstrual, eficácia diminuída e ocasionar problemas vasculares. Outros desconfortos podem ser vômitos, náusea e dor de cabeça.

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