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                          Em tempos de muita luta contra os fatores que prejudicam o meio ambiente e de grande divulgação dos efeitos do aquecimento global, são muitos os estudiosos que tomam estes temas como focos de suas pesquisas.    Toda a mídia mundial tem esses assuntos como foco principal nos últimos tempos e dessa forma envolveram não só os governantes, mas também os alunos nas escolas, os professores e toda a população, formando uma consciência coletiva sobre o assunto.    No setor automobilístico, quase todos os fabricantes já desenvolvem e até mesmo já estão com lançamentos de vendas de modelos de veículos menos poluentes e movidos com energias alternativas, trocando as de origens fósseis, oriundas do petróleo, por outras renováveis.    Os governantes também trabalham neste sentido, como é o caso do Brasil que há muitos anos já usa o etanol e agora investe pesado no biodiesel. Outros países também desenvolvem projetos de energias alternativas, como o aproveitamento dos ventos, com geradores eólicos; aproveitamento das ondas marítimas e quase todos tentam aproveitar a energia mais abundante que há na terra, que é a dos raios solares.    Essa energia já vem sendo utilizada para aquecimento de água, com os chamados aquecedores solares, instalados em residências, com painéis fabricados com esse objetivo. Alguns países europeus já possuem até estações, com painéis instalados para gerarem energia elétrica, que são transmitidas para lugares distantes destas instalações. Outros projetos, onde isso não é possível devido seu alto custo, utilizam sistemas de painéis que geram energia elétrica para o lugar da instalação somente. Isso já está sendo utilizado e desenvolvido aqui no Brasil, em lugares onde o isolamento não permite ainda levar a energia gerada pelas grandes hidroelétricas.    Mas o que me chamou a atenção foi a divulgação, feita este ano, do trabalho dos pesquisadores norte americanos Mallick, professor de engenharia civil e ambiental do Worcester Polytechnic Institute (WPI), em Massachusetts, e os outros três autores do trabalho, sobre o aproveitamento do asfalto para a geração da energia elétrica. Eles argumentam que a energia pode ser mais simples de se aproveitar que o sistema de instalar  painéis solares. Aproveitando a rede de asfaltos das estradas e de estacionamentos em shoppings, hotéis, empresas, etc, poderiam ser instaladas redes de tubulações de água e desta forma substituir os painéis.     A vantagem está na existência de grandes extensões de asfalto existentes e também que a energia acumulada durante o dia fica aquecendo a água durante a noite, ao contrário dos painéis que só aproveitam a energia solar durante o dia.     Essa energia aproveitada poderia ser utilizada não só para o aquecimento de água, mas para a geração de vapor, funcionando como uma caldeira, que acionaria turbinas para a geração de eletricidade.      Argumentam que as tubulações poderiam ser instaladas cada vez que fosse necessário fazer a recapagem das rodovias e desta forma seria cada vez mais ampliada a rede de aproveitamento desta energia. Essa idéia poderá ser melhor aproveitada se utilizada nos estacionamentos de shoppings, hotéis, supermercados e empresas, para aquecimento de água e desta forma evitaria a utilização de energia elétrica gerada em hidroelétricas e até mesmo através de energias oriundas de outras fontes de origens fósseis ( petróleo e carvão )  ou lenha, que causam desmatamentos.    Todas as iniciativas são válidas e certamente nos próximos anos novas idéias serão desenvolvidas para preservação do meio ambiente e conservação da condição de vida no planeta terra.

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